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Foto: reprodução

Eleita com a promessa de enxugar a máquina pública para ampliar a capacidade de investimento do município, dentro de um orçamento estático, a prefeita Carmen Zanotto conseguiu a façanha de aumentar em 20% a folha salarial do município em relação ao último ano do governo Ceron. Os valores, somados a outras despesas, como o gasto com publicidade, que evoluiu para um crescimento exponencial de 700%, podem ultrapassar R$ 100 milhões e acendem um alerta para o total congelamento de investimentos da prefeitura com recursos próprios. R$ 565 milhões foram gastos com folha salarial de servidores, de um orçamento executado que ultrapassou R$ 1,2 bilhão em 2025. Em 2024, foram gastos R$ 472 milhões.

Foto: reprodução IA

Investimentos em 2025

Com o orçamento direcionado para gastos com folha salarial, a prefeitura perdeu sua capacidade de investimentos que teria com a diminuição dos gastos com salários de servidores. Praticamente nada foi feito com recursos próprios, o que, já no primeiro ano, é um péssimo indicativo de prognóstico.

Cerca de 90% das obras, melhorias e aquisições anunciadas pela prefeitura em 2025 são provenientes de emendas orçamentárias destinadas por Carmen Zanotto quando ainda exercia o mandato de deputada federal. Foram anunciadas a revitalização da praça da igreja católica do bairro Coral, a compra de oito veículos, 19 equipamentos agrícolas, a reforma do CEIM Girassol, entre outras ações. Para 2026, esse canal de recursos se esgotou. A deputada Geovania de Sá, que substituiu Carmen Zanotto no Congresso, rompeu relações políticas com a prefeita de Lages, e os recursos passaram a ser canalizados para a região Sul do Estado.

Há, ainda, um clima de apreensividade quanto à parceria com o governador do Estado, Jorginho Mello, que, em 2025, esteve muito aquém do esperado. Investimentos por meio de parcerias com cidades-polo têm se tornado rotina. Para Criciúma, cidade de porte semelhante ao de Lages, o governador destinou R$ 230 milhões, enquanto para o maior município da Serra, terra de sua aliada de primeira hora, foram anunciados apenas R$ 10 milhões, ainda com exigência de contrapartida. Isso obriga a prefeita, com os cofres esvaziados, a recorrer a empréstimos.

Outros malabarismos orçamentários foram adotados para sustentar a falsa ideia de novos investimentos. O remanejamento de recursos da Avenida Carahá para o entorno de três grandes empresas milionárias foi um deles. Carmen Zanotto optou apenas por recapear a Avenida Belisário Ramos, contrariando o projeto original de revitalização de todo o conjunto, que previa planejamento integrado de mobilidade urbana.

O custo final da eleição de Carmen Zanotto

Caso os indicadores se mantenham até o fim do mandato, em 2028, o custo da eleição de Carmen Zanotto, com uma frente ampla muito bem acomodada nas repartições do município, chegará a menos R$ 500 milhões em investimentos. E, como já é praxe ouvirmos no meio político, quem ganha a eleição com todo mundo faz da prefeitura um sindicato de demandas eleitoreiras, governa para os aliados e compromete o próprio mandato.

Editorial — Coluna Jean Carlo Lima, no SC em Pauta. Este texto expressa a interpretação e o posicionamento editorial do colunista sobre os fatos narrados acima.