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Governo passará por uma grande mudança em seu secretariado – Imagem: Jonatã Rocha / SECOM

O governador Jorginho Mello (PL) já sabe a maioria dos nomes que deixarão o seu governo no início de abril, para estarem habilitados a disputar as eleições deste ano. O prazo final é até 4 de abril, seis meses antes do primeiro turno.

Deixarão os cargos os seguintes secretários: Mário Hildebrandt, secretário de Estado da Defesa Civil, para disputar a deputado estadual; Carlos Chiodini, secretário de Estado da Agricultura, para disputar a reeleição à Câmara dos Deputados ou o cargo de vice-governador, provavelmente na chapa de Jorginho, caso não haja alguma mudança; Silvio Dreveck, secretário de Estado da Indústria, Comércio e Serviço, que deve disputar uma vaga à Câmara Federal; Fabrício Oliveira, secretário de Estado do Planejamento, que disputará uma vaga à Alesc. Também para disputar uma vaga à Assembleia Legislativa deixarão os cargos o delegado-geral Ulisses Gabriel e o secretário de Estado da Infraestrutura, Jerry Comper.

O secretário adjunto de Estado do Turismo, André Moser, disputará uma vaga à Alesc, a exemplo da consultora executiva da Secretaria de Estado da Saúde, Nilza Simas. Milena Andersen Becher, atual secretária adjunta de Estado da Assistência Social, é uma incógnita, já que é alvo de uma investigação da época em que era prefeita de Vargem.

Quem também decidiu deixar o governo é o secretário de Estado da Casa Civil, Kennedy Nunes. Ele sempre negou uma possível candidatura, porém bateu o martelo no final de semana passado e deverá ter mais uma conversa com o governador para definir a sua saída. Kennedy me disse que não sabe para qual cargo, ou se vai disputar. A decisão caberá a Jorginho Mello. Porém, é dito nos bastidores que tentará uma eleição a deputado ou a suplente de senador.

Outro nome que sairá é Beto Martins, secretário de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias. Martins disse que deixa o governo não para ser candidato, mas, sim, por entender que já completou o trabalho ao qual se dispôs, deixando obras e projetos para as áreas da aviação e dos portos. Porém, Martins aceitará, caso seja convidado, participar da disputa em uma chapa como suplente ao Senado.

O governador tinha a ideia de trocar o secretariado neste mês de janeiro, mas foi convencido a esperar, pois, possivelmente, alguns secretários que deixarão os cargos poderiam querer impor o nome de quem os substituiria. “Ele seria pressionado a aceitar indicações de baixo clero, de gente que não tem o devido preparo para comandar secretarias”, relatou uma fonte.

Ceretta fica

Luciane Ceretta permanecerá na Secretaria de Educação – Imagem: Secom

Apesar dos rumores, a secretária de Estado da Educação, Luciane Ceretta, me disse ontem que não será candidata e que ficará no governo. Segundo ela, a missão de se dedicar à educação catarinense somente se encerrará quando o governador Jorginho Mello (PL) decidir.

Besc no caso Master

Ativos sem liquidez do extinto Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) foram usados como peça central no esquema de operações fraudulentas investigado pelo Banco Central, envolvendo o Banco Master e fundos administrados pela Reag Trust DTVM. A apuração, revelada pela Folha de S.Paulo, aponta que cártulas físicas de ações do antigo banco estadual, incorporado pelo Banco do Brasil em 2008, foram compradas como se valessem milhões. Esses certificados, considerados sem valor econômico relevante e sem liquidez, serviram para inflar artificialmente o patrimônio dos fundos, permitindo movimentações financeiras cruzadas. O BC estima que o esquema tenha movimentado R$ 11,5 bilhões e acionou o Ministério Público Federal para pedir o congelamento dos recursos. As operações ocorreram entre 2023 e 2024 e envolvem o ex-controlador do Master, Daniel Vorcaro.

Cártulas superfaturadas

Investigadores classificam como “grosseira” a fraude envolvendo fundos ligados à Reag Trust, baseada na compra e revenda de cártulas do extinto Besc, ativos avaliados como praticamente sem valor. Mesmo assim, esses papéis eram registrados nos fundos por preços inflados, distorcendo o patrimônio e mascarando irregularidades. O esquema começava com empréstimos do Banco Master a empresas que desviavam os recursos para fundos da Reag, em vez de aplicá-los em atividades produtivas. Os gestores, então, adquiriam os papéis do antigo Besc por valores muito acima do real, permitindo que o dinheiro circulasse entre fundos até chegar a veículos ligados a laranjas do grupo Master. A situação veio à tona com a crise de liquidez do banco no fim de 2024. Segundo o Banco Central, o Master ainda teria recorrido à criação de créditos consignados fictícios vendidos ao BRB, em operações que somariam R$ 12,2 bilhões.

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