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Dr. Gabriel De Lellis Neto | Neuropediatra

Brincar é fundamental para o desenvolvimento cerebral da criança, pois promove múltiplos domínios do neurodesenvolvimento, incluindo habilidades cognitivas, sociais, emocionais e motoras. O brincar facilita a formação de conexões neurais essenciais para funções executivas, como atenção, planejamento, organização e controle de impulsos, que são preditores de sucesso acadêmico e social futuro.

Além disso, o brincar estimula a criatividade, a resolução de problemas e o pensamento abstrato, permitindo que a criança experimente cenários alternativos e desenvolva flexibilidade cognitiva e adaptação a novidades. O envolvimento em brincadeiras, especialmente as de faz de conta e social, está associado ao desenvolvimento de habilidades de empatia, regulação emocional e cooperação, que são fundamentais para o funcionamento social saudável.

Do ponto de vista neurobiológico, o brincar ativa circuitos cerebrais relacionados ao prazer, recompensa e aprendizagem, envolvendo estruturas como o córtex pré-frontal, tálamo e sistemas dopaminérgicos, que modulam motivação e plasticidade cerebral. A literatura pediátrica enfatiza que a ausência de oportunidades para brincar pode aumentar o risco de estresse tóxico, prejudicando o desenvolvimento de funções executivas e comportamentos pró-sociais.

Portanto, brincar é um processo central para a maturação cerebral e o desenvolvimento global da criança, devendo ser incentivado em ambientes familiares, escolares e comunitários para promover saúde mental, resiliência e aprendizagem ao longo da vida.

Quais tipos de brincadeira têm mais impacto?
Os tipos de brincadeira que têm maior impacto positivo em diferentes fases do desenvolvimento cerebral infantil variam conforme a idade e o domínio do desenvolvimento envolvido.

Na primeira infância (0-2 anos), a brincadeira com objetos é fundamental, pois promove o desenvolvimento motor, cognitivo e linguístico. Interações breves e variadas com objetos facilitam a aprendizagem sobre propriedades e funções dos itens, além de estimular habilidades motoras e cognitivas iniciais.

Entre 2 e 5 anos, a brincadeira simbólica ou de faz de conta ganha destaque, sendo associada ao desenvolvimento de abstração, criatividade, regulação emocional, empatia e habilidades sociais. Esse tipo de brincadeira permite à criança praticar a separação entre pensamento e realidade, além de favorecer a cooperação e a negociação. No entanto, a literatura ressalta que, embora a brincadeira de faz de conta seja benéfica, ela é uma entre várias rotas possíveis para o desenvolvimento dessas habilidades, não sendo necessariamente causal ou exclusiva.

A brincadeira social (com pares ou adultos) é especialmente relevante em todas as fases, pois ativa circuitos neurais relacionados à cognição social, empatia e regulação emocional, além de promover a flexibilidade cognitiva e a criatividade. A interação social durante o brincar está associada a respostas neurais que sustentam o desenvolvimento de funções executivas e habilidades pró-sociais.

A brincadeira estruturada e dirigida intencionalmente por adultos, como jogos que envolvem regras, controle inibitório e alternância de tarefas, mostrou-se eficaz para promover funções executivas em pré-escolares, com impacto positivo no desempenho acadêmico futuro.

Por fim, a brincadeira livre em ambientes naturais contribui para o aumento da atividade física, criatividade e comportamentos cognitivos complexos, sendo especialmente benéfica para o desenvolvimento global na primeira infância.

Portanto, brincadeira com objetos, brincadeira simbólica/de faz de conta, brincadeira social, jogos estruturados para funções executivas e brincadeira livre na natureza são os tipos de brincar com maior impacto positivo, cada um predominando em diferentes fases e domínios do desenvolvimento cerebral infantil.

Dr. Gabriel De Lellis Neto | Neuropediatra
Neurologista Infantil
CRM SC 37225 RQE 25449
CRM RS 45382 RQE 44286
📍Hospital Cmt. Lara Ribas