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Durante o período da Idade Média, a Igreja Católica era considerada a instituição por excelência porque conseguia entregar aos indivíduos um horizonte de sentido pleno. De fato, ela sempre funcionou como uma espécie de bússola, que orientava ou guiava o caminho das pessoas. Nesse período, a religião se instaurava em praticamente todos os âmbitos da sociedade. Isso fez com que ela se tornasse uma doutrina inseparável da vida em comunidade.
Apesar de todas as moralidades que a Igreja impunha, imiscuindo-se em esferas muito particulares da vida humana, a religião na sociedade medieval conseguia ao menos oferecer aos fiéis um sentimento de segurança e estabilidade, pois a Bíblia já definia o papel de cada um de nós, da natureza e do Cosmos. Nesse cenário, era irrelevante a autonomia das pessoas para tentar definir o Universo, já que este estava previamente definido pela divindade.
Mas entre os séculos XIV e XVI, a Igreja começou a ser cada vez mais criticada, pois foi se convertendo aos poucos em uma fonte de poder econômico e político. Enquanto a maior parte da população vivia sob condições de pobreza quase bárbara, a instituição acumulava grandes fortunas, que provinham dos dízimos, das rendas de terra e dos tributos. Os sacerdotes viviam em luxos que contrastavam com os valores bíblicos da humildade. A partir de então, iniciou-se um período de instabilidade, desconfiança e ceticismo em relação à Verdade do Reino de Deus. Aquele sentimento de segurança e estabilidade dos cidadãos ia se convertendo aos poucos em insegurança e incerteza.
Isso mostra que nenhuma época da história da humanidade escapa de períodos conturbados pela instabilidade política e social. Mas o que estamos vivendo hoje parece ser ainda mais complexo do que imaginávamos.
Atualmente, vivemos uma crise institucional que atravessa diferentes esferas: parlamentos desacreditados, sistemas jurídicos vistos como ineficazes e novas tecnologias, como a inteligência artificial, que colocam em xeque as próprias fronteiras do humano e do político.
A democracia, que durante séculos foi apresentada como o horizonte da liberdade e da igualdade, parece perder a sua autoridade diante de tamanha complexidade. Resta-nos a pergunta inevitável: estaremos diante de uma nova transformação histórica ou do prelúdio do fim da própria democracia?
