Suspensa a retirada, o consumo e a comercialização de moluscos bivalves em algumas áreas de cultivo em Florianópolis
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A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) informa que estão suspensas para a retirada, o consumo e a comercialização de moluscos bivalves (ostras, mexilhões, vieiras e berbigões) devido a detecção de níveis elevados da toxina ácido okadaico as seguintes localidades:
– Costeira do Ribeirão e Freguesia do Ribeirão – Florianópolis.
– Barro Vermelho e Tapera – Florianópolis.
A medida foi implementada nesta quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025, após a detecção de níveis elevados de ficotoxina ácido okadaico, acima do limite previsto na legislação. Esta toxina, quando ingerida por humanos, pode causar sérios problemas de saúde, incluindo náuseas, dores abdominais, vômitos e diarreia. Clique aqui e confira o Resultado do Monitoramento de Algas Nocivas e Ficotoxinas em Moluscos Bivalves, no site da Cidasc.
A Cidasc informa que novas análises serão realizadas nestas localidades e nas regiões adjacentes. Embora alguns laudos tenham apresentado resultados elevados, esses não levaram à suspensão imediata da retirada de moluscos, sendo necessário um monitoramento contínuo para garantir a segurança da população.
Os restaurantes e consumidores devem atentar para adquirirem moluscos bivalves com Serviço de Inspeção Oficial (Serviço de Inspeção Municipal – SIM, Serviço de Inspeção Estadual – SIE, ou Serviço de Inspeção Federal – SIF), garantindo assim a procedência e inocuidade destes produtos. As instituições públicas responsáveis pela fiscalização sanitária do comércio, inspeção de produtos de origem animal, pesquisa e extensão e diagnóstico foram comunicadas para que tomem as providências pertinentes às áreas de atuação.
A Cidasc fará novas coletas para o monitoramento das áreas de produção de moluscos bivalves. Conforme os resultados dessas análises será definida a liberação ou a manutenção da interdição das áreas afetadas.
Em caso de sintomas, a orientação aos consumidores desses produtos é que procurem atendimento na unidade de saúde mais próxima e realizem a notificação à Vigilância Epidemiológica ou à Vigilância Sanitária municipal.
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