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Ditadura na Venezuela João Henrique Blasi Lula Nicolas Maduro Topázio Neto

Cenário político na capital reforça o favoritismo de Topázio; Blasi no STJ; Eleição suplementar em Brusque entre outros destaques

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As movimentações para as eleições do próximo ano estão na quinta marcha em todas as regiões do estado. Quem disser o contrário, não estará falando a verdade. Em Florianópolis, o prefeito Topázio Neto (PSD) é visto como o favorito para a reeleição e, o seu grupo, tem trabalhado para construir uma composição que evite sobressaltos. Esse favoritismo se deve ao fato de que ele está no comando do município, o que o faz depender apenas de suas ações para chegar bem ao pleito. Mas também não se pode desconsiderar que até o momento, há falta de opções que façam frente ao seu projeto, com exceção da esquerda, mas isso eu falarei mais adiante.

Pelo cenário atual, a situação não terá dificuldade de montar um projeto robusto. Já tem o União Brasil ao seu lado e, conversa com outros partidos que, por alinhamento, ou até mesmo, por falta de opção, tendem a se aproximar do prefeito. Um exemplo é o PL, que aguarda a definição de seu comando na capital, que poderá ficar com o deputado federal, Daniel Freitas. Os liberais se interessam em filiar Topázio, mas já foram informados que ele não deixará o PSD. Uma solução seria indicar como vice, a vereadora Maryanne Mattos, em troca do apoio do governador Jorginho Mello (PL).

Quem também se ensaia para o lado do atual prefeito é o Progressistas. A ex-deputada Ângela Amin já deixou claro que, aceitaria participar de um projeto com Topázio, até mesmo como vice, porém, o partido também tem o ex-vereador Pedro Silvestre, o Pedrão, pedindo passagem para ser o candidato a prefeito, só que não consegue espaço. Esse é um dos motivos da insatisfação da bancada estadual que defende uma candidatura própria na capital. O deputado Pepê Collaço, por exemplo, teme que Pedrão vá para outro partido se não o deixarem disputar a prefeitura.

Por sua vez, o MDB espera pelo ex-senador, Dário Berger, que tem sido convencido a disputar em São José, porém, nenhum cenário pode ser descartado. O caminho mais provável é o alinhamento com o PSD de Topázio, o que também deve ocorrer com o Republicanos, Podemos e com o PSDB.

O único até o momento a lançar um nome de oposição foi o PSOL, que deseja ter no deputado estadual, Marcos Abreu, o Marquito, o seu nome para a disputa. Se conseguir unir a esquerda, vai forte para o pleito.

PSB nega conversa

O vereador Toninho da Educação, que preside o PSB em São José, me procurou ontem para informar que o seu partido não está conversando com a ex-deputada, Ângela Albino (PCdoB), que se colocou como pré-candidata a prefeita de São José. A própria Ângela me disse que tem conversado com o PDT e com o PSB, mas Toninho nega que tenha conversado e, reafirmou o apoio dos socialistas ao prefeito, Orvino de Ávila (PSD). “Temos uma boa relação com o MDB do vice Michel (Schlemper) que nos trouxe para a coligação”, afirmou.

Maduro e as aberrações

Alguns deputados federais, incluindo dois catarinenses, procuraram a Embaixada dos Estados Unidos para denunciar que o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, está no Brasil. Como se os americanos não soubessem. Se por um lado, ninguém pode negar, inclusive o presidente Lula (PT), que Maduro é um ditador sanguinário, que persegue seus opositores e que levou um país milionário à miséria, por outro, é de uma falta de conhecimento tamanho desses parlamentares do PL, questões elementares como a soberania nacional. Nós não precisamos que os EUA digam o que devemos fazer, mas para esses parlamentares, os americanos teriam que invadir o Brasil para prender Maduro. Em suma, foi um dia de erros e aberrações. Primeiro, o Brasil precisa sim ter relação comercial com os venezuelanos, porém, Lula errou absurdamente ao querer defender o indefensável, que é a ditadura de Maduro. Além disso, vimos mais um circo da extrema-direita que aplaudiu quando Jair Bolsonaro (PL) se encontrou com o ditador saudita, o príncipe Mohammad bin Salman, que é acusado de matar os seus adversários das formas mais cruéis que se imagina – e olha que de Oriente Médio eu conheço bem – mas berram quando o ditador é do outro lado.

Blasi no STJ

Uma força tarefa política e jurídica está sendo articulada para colocar o atual presidente do Tribunal de Justiça do Estado, João Henrique Blasi, no Superior Tribunal de Justiça. Em setembro o STJ abrirá vaga para um ministro do Sul. Blasi é bem visto tanto no judiciário quanto no meio político.

Base descontente

Fui procurado por algumas lideranças da base do governo de João Rodrigues (PSD) em Chapecó. Vereadores e demais representantes de partidos de situação, reclamam que Rodrigues montou um governo para o PSD, esquecendo de contemplar os demais. No mês passado o deputado estadual, Altair Silva (Progressistas), foi o primeiro a reclamar. As lideranças querem que Eron Giordani assuma a Casa Civil, pois entendem que ele é o único que poderá pacificar a relação.

Eleição indireta

Há uma discussão em Tubarão sobre a necessidade de se realizar eleições indiretas, para um novo prefeito e vice. A alegação do vereador, José Luiz Tancredo (MDB), é que a lei orgânica determina que se faça uma nova eleição, caso prefeito e vice fiquem ausentes pelo prazo de 90 dias. O prefeito Joares Ponticelli (Progressistas) e o vice Caio Tokarski (UB), foram presos em 14 de fevereiro, o que na opinião do vereador já passa do prazo estabelecido por lei. Já outras lideranças se recusam a realizar o pleito.

Eleição em Brusque

O município de Brusque segue sob a gestão do prefeito em exercício, André Vechi (DC), que por ser o presidente da Câmara de Vereadores foi chamado para assumir o Executivo, logo após a cassação do prefeito, Ari Vequi (MDB), e de seu vice, Gilmar Dorner (Republicanos). Eles foram condenados por abuso de poder econômico. A informação que corre nos bastidores é que a eleição suplementar deverá ocorrer em julho ou agosto. A lei eleitoral determina para esses casos, que um novo pleito seja realizado em até 40 dias após a cassação.  

Negociação em Floripa

A Prefeitura de Florianópolis voltou a se reunir com o Sindicato dos Trabalhadores Municipais (Sintrasem). As conversas terminaram quando o sindicato se recusou a continuar discutindo as cláusulas, se o município não mantivesse a gestão atual das UPAs Norte e Sul. Para a Prefeitura, é urgente a mudança nas duas unidades, pois entende que irá melhorar e expandir o atendimento, além da economia para os cofres públicos. O Executivo deixou claro, nas conversas, que nenhum servidor será afetado com as mudanças. A proposta é de reajuste de 6% nos salários e vale-alimentação, além de uma gratificação de R$ 300 para auxiliares de sala que, com o reajuste, terão aumento de 17% no salário.

Exportações

O Terminal Graneleiro do Porto de São Francisco do Sul recebeu habilitação do Ministério da Agricultura, que permite o embarque de milho para a China. A certificação, feita pelas autoridades brasileiras em parceria com o país asiático, garante que o terminal portuário atende a todos os requisitos sanitários e aos padrões de qualidade exigidos, além de cumprir exigências como quarentena, transporte, armazenamento e processamento adequado do cereal.

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