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Saída de Akira gera tensão no Governo; Investigação pode chegar a Coronéis; Delegada que investigava parente de deputado foi afastada; Geovânia em silêncio entre outros destaques

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Akira Sato deixou o cargo na sexta-feira

A saída do delegado Akira Sato do comando-geral da Polícia Civil, gerou um clima de tensão dentro do Governo do Estado. Até então navegando em um mar de calmaria, capitaneado pelas entregas milionárias nas regiões, pela formação de uma base forte na Assembleia Legislativa e também pelo contato com prefeitos e demais lideranças regionais, o governo de Carlos Moisés da Silva (sem partido) volta a enfrentar o início de uma crise.

Ainda hoje acontecerá uma reunião com a presença de todos os integrantes do núcleo duro, para tentar entender qual o potencial destrutivo de uma possível fala de Akira, caso realmente seja convocado pela Alesc, conforme defendem os deputados da oposição, Ivan Naatz (PL) e Kennedy Nunes (PTB).

Conforme divulguei na sexta-feira, fontes ligadas a Polícia Civil relataram que Sato se negou a afastar dois delegados do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), que investigam uma compra de softwares que pode atingir integrantes do governo. Um dos delegados que estariam incomodando, seria Rodrigo Schneider, que comanda o Laboratório de Lavagem de Dinheiro.

Pelo relato das fontes, investigações sobre a aquisição de software, junto a empresa IORSEC Consultoria em Segurança LTDA, que logo após a concretização do negócio com o Estado, mudou de nome para CEON Tecnologia & Inteligência Ltda., podem atingir Coronéis da Polícia Militar, sendo que alguns, são diretamente ligados ao governo e outros à empresa investigada.

As aquisições dos softwares foram feitas pela SCPar Porto de São Francisco e, por outros setores do Governo do Estado, ambos com dispensa de licitação e parecer contrário do Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina (Ciasc). “É um software que a própria Ciasc poderia ter criado, sem esse custo elevado”, relatou uma fonte. Conforme já divulguei, uma fonte militar relatou que o plano seria vender o software para várias estruturas do governo, inclusive para a Segurança.

Já a fonte ligada à Polícia Civil, relatou que Akira foi chamado para uma conversa com integrantes do Gabinete Militar. Segundo ela, dessa vez a conversa teria sido mais direta em relação aos delegados que estão na linha de frente do caso. “Sempre houve recomendações, digamos assim, sobre trocar alguns delegados de alguns setores, mas sempre de uma forma muito sutil. Quando eram apresentados nomes de possíveis substitutos, sempre havia um posicionamento contra, ou a favor. Era uma escolha baseada na confiança no nome”, relatou.

Uma outra situação que ainda gera comentários dentro da polícia, é o afastamento de uma delegada que comandava investigações avançadas envolvendo um parente de um deputado. O assunto ainda é conversado de forma discreta, mas não faltam policiais para confirmar a informação.  

Manifestação

O governador Carlos Moisés da Silva (sem partido) precisa chamar para si, a responsabilidade de mandar apurar a situação que levou o delegado, Akira Sato, a pedir para sair do cargo. Também é importante que ele venha à imprensa se manifestar e responder as perguntas que o caso levanta. Os dois posicionamentos podem ajudar a devolver a tranquilidade ao seu governo.  

Divisão na PC

A Polícia Civil catarinense vive uma latente divisão em dois, ou até em três grupos distintos. Para ter uma ideia, ao mesmo tempo em que recebe o apoio de grande parte da Polícia Civil, o agora ex-delegado-geral, Akira Sato, também é contestado por alguns de seus colegas. Tido como um delegado extremamente honesto, combativo e com grande experiência adquirida na polícia em São Paulo e na Força Nacional, Sato é apontado por uma ala da PC como apenas, mais um integrante do núcleo político. Uma fonte relatou que há 70 delegados da chamada Entrância Especial e, que Akira, não faria parte.

O substituto

Conforme divulguei na sexta-feira, o delegado Marcos Ghizzoni Júnior quase foi confirmado, porém, fontes afirmam que ele não aceitou assumir o comando geral da Polícia Civil. O ex-delegado regional de Mafra, Rafaelo Ross, é o nome escolhido, porém, o Governo do Estado poderá ter que reavaliar, já que o descontentamento é grande entre delegados e agentes.

Investigado

Rafaelo desagradou a delegados e agentes

Acontece que o delegado Rafaelo Ross chegou a ser afastado das funções quando era delegado regional de Mafra, por causa de uma investigação em um caso de um suposto desvio de uma máquina jukebox, apreendida em uma operação policial. A decisão liminar pelo afastamento foi deferida pela Justiça no dia 26 de março de 2019 a pedido da 3ª Promotoria de Justiça de Mafra, em razão das evidências de que o Delegado Regional vem se utilizando da função para atrapalhar o curso do processo e pressionar testemunhas desde que começou a ser investigado”, diz uma nota do Ministério Público. Além disso, Ross realizou, no curso das investigações, um remanejamento incomum de policiais, suprimindo força de trabalho da equipe de investigação, como indicativo de retaliação ao Delegado titular e de intimidação aos agentes de polícia lotados em Mafra, cuja maioria figura como testemunha das ações investigadas contra ele.

Adepol se manifestou

“A Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Santa Catarina – ADEPOL/SC, vem a público repudiar qualquer tentativa de interferência nas atividades da Polícia Civil, especialmente, nas investigações criminais conduzidas por Delegados de Polícia. A Polícia Civil é órgão de Estado, que atua em obediência à Constituição Federal e às Leis, não podendo servir à vontade de governos ou de seus integrantes. Os Delegados de Polícia, na qualidade de presidentes das investigações criminais, não podem sofrer pressões para atuarem ou deixarem de atuar, no exercício de suas atribuições, em cada investigação iniciada em nosso Estado, com o objetivo de trazer regularidade e paz social aos cidadãos catarinenses. A tentativa de retirar Delegado de Polícia, ou mesmo a nomeação de Autoridades Policiais para a interferência em investigações criminais, são atos de extrema gravidade, que obstruem a justiça, o combate à corrupção e maculam o regular andamento de um Estado democrático de direito. A ADEPOL-SC reafirma seu compromisso com cada Delegado de Polícia do Estado no cumprimento de sua missão e valores éticos” – Adepol – SC

Geovânia

Liguei para a deputada estadual, Geovânia de Sá (PSDB), mas ela não atendeu e ainda não retornou às minhas chamadas. Mas em conversa com fontes próximas a ela, soube que a parlamentar permanecerá em silêncio pensando na resposta que dará, após a decisão do Conselho da Igreja Assembleia de Deus, de suspender o apoio à sua reeleição. Para contextualizar, conforme divulguei na sexta-feira, a manifestação de Geovânia em favor da pré-candidatura à Presidência da República do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, no encontro promovido pelo PSDB em Florianópolis, na quarta-feira passada, gerou uma forte reação de pastores. Eles não concordam pelo fato de que Leite, é homossexual assumido.

Apoio a Jorginho

O ministro da economia, Paulo Guedes, após ter cancelado, participou online de um evento pelos mil dias do governo Bolsonaro, na Fiesc, em Florianópolis, na sexta-feira (01). Guedes pediu desculpas pela ausência e destacou o nome do senador Jorginho Mello (PL) para o Governo do Estado. “Esse senador guerreiro que é o Jorginho Mello, que puxou minha orelha aí em público. Na verdade, ele é um grande lutador por Santa Catarina, ele vai ser o govenador do estado, ele que fez o Pronampe conosco e que todo dia batalha pelos programas de crédito e batalha pelo bem do Brasil” afirmou o ministro.

Cortes de investimentos

O ministro da Economia, Paulo Guedes, também se comprometeu em ajudar a bancada federal catarinense em relação aos cortes sofridos no orçamento, para as obras das rodovias federais no estado. A situação foi alvo de críticas de vários parlamentares. Santa Catarina mesmo sendo o quinto estado que mais arrecada, acabou esquecida pelo Governo Federal.

Fabrício em Dubai

Em agenda para participar da Expo Dubai 2021, o prefeito de Balneário Camboriú, Fabrício Oliveira (Podemos), teve um encontro ontem com o Sheikh, Ahmed bin Saeed Al Maktoum, tio do governador de Dubai, membro da família real e CEO do Grupo Emirates. Fabrício está no Oriente Médio para apresentar as potencialidades de BC e para atrair investimentos. O prefeito também conversou com o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão (PRTB), na abertura do Espaço Brasil. Somente se atrai investimento internacional viajando, apresentando o seu Estado ou município no Exterior. Além disso, eventos como a Expo Dubai são grandes vitrines de ações que podem ser realizadas aqui.   

CPI das Máscaras

O procurador-geral de Itajaí, Gaspar Laus, foi autorizado a acompanhar todos os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito formada para investigar a compra de máscaras para proteção contra o Coronavírus. Laus poderá acompanhar as sessões sem que possa se manifestar, ou interferir no andamento dos trabalhos e depoimentos. Todas as solicitações deverão ser feitas via ofício à CPI.

Horn não disputará

O atual presidente da OAB de Santa Catarina, Rafael Horn, desistiu de disputar a reeleição. Ele apoiará a atual presidente da Caixa de Assistência dos Advogados de Santa Catarina, Cláudia Prudêncio. Horn estará na chapa para disputar uma vaga de Conselheiro Federal para tentar fazer parte da direção da OAB nacional como tesoureiro. Em outra chapa, Tullo Cavallazzi Filho também não disputará e, já anunciou que também indicará uma candidata.

Artigo

Custo Brasil pode frear a retomada da aviação

Os custos estruturais da aviação comercial brasileira permanecem sendo motivo de alerta, apesar de sinais de retomada do setor em meio à pandemia do novo coronavírus. Isso porque a alta da cotação do dólar em relação ao real, o preço do querosene de aviação (QAV) e os impostos, entre outros desafios, podem inibir uma recuperação consistente e vigorosa.

Os dados mais recentes que divulgamos mostram que o mês de setembro comprova a tendência de aumento da demanda por voos domésticos, com 74,6% da malha aérea que operávamos antes da pandemia. Foi o quinto mês consecutivo de crescimento nesse indicador, mas a situação do mercado internacional ainda está longe de ser a ideal.

Enquanto nossas projeções indicam que a retomada integral da malha doméstica poderá ocorrer durante o primeiro trimestre de 2022, as estimativas para o retorno à normalidade dos voos internacionais, só deverá acontecer no fim de 2023 ou início de 2024. Importante lembrar que essas previsões estão condicionadas ao ritmo de vacinação contra a Covid-19 e ao não agravamento da pandemia. Para o mercado internacional, ainda temos fronteiras que permanecem fechadas aos brasileiros. E reitero: o Custo Brasil pode frear essa recuperação se não for enfrentado.

O QAV permanece sendo o item de maior ineficiência econômica para as companhias aéreas brasileiras. Recente levantamento da ABEAR revela que, no primeiro semestre de 2021, o preço médio do QAV na bomba, no Brasil, foi 24,6% superior do que nos Estados Unidos. Vale lembrar que que o Brasil é o único país do mundo que tem um tributo regional sobre o QAV, o ICMS. Já as companhias estrangeiras não pagam esse imposto para abastecer em território nacional. Isso explica como uma viagem internacional muitas vezes é mais barata do que um voo doméstico, considerando-se distâncias similares. É por isso que sempre defendemos o alinhamento do Brasil às regras do mercado global para que haja igualdade de competição.

A alta da cotação do dólar em relação ao real é outro desafio histórico. De acordo com o Panorama da ABEAR, conjunto de análises, dados e informações sobre a aviação, em 2020, durante o pior ano para o setor aéreo, a moeda norte-americana teve valorização de 31% diante do real. Situação preocupante para um setor onde a moeda norte-americana indexa 51% de seus custos. Ainda segundo o Panorama 2020 da ABEAR, a desvalorização da cotação do real no ano passado fez com que a participação de seguros, arrendamentos e manutenção de aeronaves subisse para 18% dos custos do setor, em comparação com os 11% do ano anterior. Desde fevereiro de 2021, as empresas aéreas pagam uma alíquota de 15% de Imposto de Renda sobre o leasing de aeronaves, sendo que historicamente não havia essa cobrança justamente pelo alinhamento com as regras globais do setor.

Na ABEAR, o ritmo de trabalho é intenso para que a aviação comercial brasileira e toda a cadeia do transporte aéreo, mais as dezenas de atividades que são catalisadas pelo nosso setor, especialmente o Turismo, possam ter condições de experimentar uma recuperação gradual e consistente. Para isso, nosso foco tem sido a união desses setores, um diálogo permanente com o poder público e o Congresso para que possamos enfrentar o Custo Brasil, aprimorar regulações e contribuir com a formulação de políticas públicas que fortaleçam a aviação” – Eduardo Sanovicz – Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR)

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