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Antídio Lunelli Carlos Moisés da Silva Celso Maldaner Dário Berger Décio Lima Esperidião Amin Fabrício Oliveira Gean Loureiro Jair Bolsonaro João Rodrigues Joares Ponticelli Jorginho Mello Raimundo Colombo

Análise da primeira pesquisa ao Governo do Estado; Diálogo seguirá aberto entre o Governo e os policiais civis; Moisés e o quinto constitucional entre outros destaques

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O prefeito de Chapecó João Rodrigues (PSD) e o governador Carlos Moisés da Silva (sem partido), segundo pesquisa do Grupo ND, aparecem a frente dos demais postulantes a Casa D’Agronômica na eleição do próximo ano. Focando a análise na espontânea, Rodrigues lidera com 13,5%, enquanto que Moisés aparece com 6,3% das intenções de voto.

O resultado se deve a capilaridade, já que Rodrigues pontuou em todas as regiões, enquanto que Moisés somente não foi mencionado no Oeste. Por outro lado, o governador só perde para o prefeito da capital do Oeste em três cenários, Planalto Serrano, Meio-Oeste e Oeste, nos demais vence até com certa folga.

Rodrigues que nem pretendia disputar, confirma a força do presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido), sobre boa parte do eleitorado catarinense que é conservador. Foi a reaproximação do prefeito com Bolsonaro, que o catapultou para uma condição de favoritismo neste período pré-eleitoral. É claro que o cenário ainda está aberto e, no caso de Rodrigues, assim como para o senador Jorginho Mello (PL) que aparece em quarto com 2% das intenções de voto na pesquisa espontânea, o comportamento do presidente no cenário eleitoral poderá influenciar nos resultados das próximas pesquisas.

Vale repetir o que já escrevi em outra oportunidade, no caso de termos dois, ou mais “bolsonaristas” no pleito. O fato de estar ligado ao presidente somente ajudará a colocar esses nomes no cenário, mas na eleição Bolsonaro não tomará partido, o que exigirá que os candidatos caminhem com as próprias pernas.

Outro ponto importante dessa disputa entre Rodrigues e Jorginho, é que o eleitorado bolsonarista se identifica com o prefeito, mas não deixará de reconhecer em Jorginho um dos maiores parceiros do presidente no Congresso Nacional. O que pesará mais no futuro? Jorginho também precisa melhorar o seu desempenho no Norte do estado e no Planalto Serrano, onde não pontuou na espontânea. Na Serra, o senador conta com a força da deputada federal, Carmen Zanotto (Cidadania), que deve se filiar ao PL, para colocá-lo em uma situação melhor na região.

Voltando a Moisés, a pesquisa mostra que neste momento, o governador está vivo no cenário e por suas próprias pernas. Mesmo longe de Bolsonaro, o cargo deu a ele o tamanho para sonhar com a próxima disputa. Caso Veigamed a parte, onde mesmo inocentado ainda é cobrado por boa parte da população por uma resposta, Moisés sabendo trabalhar as regiões em que teve um desempenho pior na espontânea, somado a ações que estão sendo prometidas para os próximos meses, é possível que chegue no próximo ano em uma condição ainda melhor. O problema será a rejeição de 18%, o que é natural, mas que precisará ser trabalhada para que, no mínimo, não aumente a um patamar que o inviabilize. Neste caso, só depende do próprio Moisés chegar vivo, ou não na próxima eleição.

Raimundo Colombo (PSD) não conseguiu chegar ao Senado na eleição passada, mas volta a aparecer neste momento em uma posição que não permite o descarte de seu nome para o próximo pleito. Colombo na espontânea está em terceiro lugar com 2,4% das intenções de voto, só que precisa trabalhar mais as regiões Sul, Meio-Oeste e Oeste onde não pontuou. A sua força está na Serra, que é a sua base eleitoral e, o seu ponto fraco está nas bases pessedistas que não o colocam na lista de prioridades para novamente disputar o Governo do Estado. É um nome respeitável, mas que tem a sua frente um João Rodrigues que acabou mexendo com o cenário que estava sendo desenhado pelo partido.

Sinalização no Progressistas

Amin ou Ponticelli precisam se lançar para crescer nas pesquisas

Segundo a pesquisa do Grupo ND, o Progressistas tem hoje no senador Esperidião Amin, o nome que reúne as melhores condições para disputar o Governo do Estado. Estranhamente, Amin não foi lembrado na espontânea no Meio-Oeste e Oeste, mas acabou pontuando nas demais regiões e aparece com 1% das intenções de voto, contra 0,4% do prefeito de Tubarão, Joares Ponticelli, que somente pontuou na Grande Florianópolis e no Sul. Mesmo assim, Ponticelli se for o escolhido, pode contabilizar os possíveis eleitores de Amin, só resta o partido definitivamente anunciar o seu nome a governador.

Realidade do MDB

Como já era esperado, entre os emedebistas o prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli, aparece em uma melhor condição, já que é o quinto colocado na pesquisa espontânea sobre a intenção de votos ao Governo do Estado. Porém, o levantamento é revelador, já que o eleitor de Antídio está no Norte onde foi citado, onde empata com o governador Carlos Moisés da Silva (sem partido) com o melhor desempenho e, no Meio-Oeste onde seria o segundo mais votado. Mesmo assim, ainda é um desconhecido nas demais regiões. Por sua vez o deputado federal Celso Maldaner, que aparece com 0,6%, mostrou uma maior capilaridade ao pontuar em quatro regiões, Vale do Itajaí, Norte, Sul e Meio-Oeste. Surpreendentemente não teve o nome lembrado no Oeste. Já o senador Dário Berger, somente foi lembrado na Grande Florianópolis e no Meio-Oeste. As demais regiões podem ter se ressentido de uma maior presença do senador, pois não lembraram de citar o seu nome.

Gean

Gean precisa assumir a sua pré-candidatura

Na pesquisa espontânea surpreendentemente o prefeito da Capital, Gean Loureiro, não foi citado na Grande Florianópolis. Norte e Planalto Serrano também citaram o nome de Gean. Duas situações talvez sejam necessárias, caso o prefeito deseje realmente disputar o Governo do Estado. Primeiro, assumir definitivamente a sua pré-candidatura e, segundo, fortalecer o seu partido ou mudar para uma agremiação que lhe dê uma estrutura maior. Hoje Gean é maior do que o Democratas, situação que pode comprometer a sua conversa com os demais partidos.

Sinal amarelo

Clésio apresentou melhor desempenho que Merisio na espontânea

No ninho tucano o desempenho de seu pré-candidato ao Governo do Estado, Gelson Merisio (PSDB), que apresentou apenas 0,5% das intenções de voto na espontânea, acendeu a luz de alerta. Merisio somente pontuou na Grande Florianópolis, no Norte, no Planalto Serrano e no Meio-Oeste. Nem no Oeste sua terra natal, ele não pontuou. Se não houver nenhuma mágica que de repente, o tire da linha de baixo para alçá-lo a uma condição melhor, Merisio poderá até o fim do ano, ser chamado a realidade o que fará com que o PSDB foque em outro nome. Até o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, que foi lembrado apenas no Sul do estado, aparece em uma condição melhor do que a de Merisio que já se colocou publicamente como pré-candidato.

A novidade

O prefeito de Balneário Camboriú Fabrício de Oliveira (Podemos) foi citado no Vale do Itajaí, o que o levou a ter 0,3% nas intenções de voto na pesquisa espontânea. Para um nome que começa aos poucos a se movimentar e que nem se lançou como pré-candidato, pode ser um fator motivador para a intensificação dos roteiros e, até mesmo, para assumir que deseja disputar. Somente assim, Fabrício poderá construir um projeto palpável pensando na majoritária.

Esquerda

O ex-deputado federal Décio Lima (PT) é o único pré-candidato da esquerda que aparece na pesquisa espontânea. Com 0,6% das intenções de voto, Lima pontuou na Grande Florianópolis, no Vale do Itajaí e no Meio-Oeste. O problema é que ele apresenta a segunda maior rejeição, que é de 15,9%, o que na verdade, é mais ao PT do que ao próprio Lima.

Investimentos no Oeste

O governador Carlos Moisés da Silva (sem partido) iniciou um grande roteiro pelo Oeste. Ontem em Concórdia, ele assinou o repasse de R$ 32 milhões para a duplicação da Rua Tancredo de Almeida Neves, que liga a BR-153 ao Centro da cidade. Moisés também autorizou o edital de licitação para a obra de restauração com aumento de capacidade da rodovia SC-283, no trecho de Concórdia para Arabutã. Serão anunciados até amanhã, R$ 70 milhões para a região nas áreas da Saúde, Infraestrutura, Educação, Saneamento e emendas parlamentares. O presidente da Assembleia Legislativa, Mauro De Nadal (MDB), e os demais deputados Marcos Vieira (PSDB), Moacir Sopelsa (MDB), Valdir Cobalchini (MDB), Neodi Saretta (PT), Coronel Mocellin (PSL) e Ana Paula da Silva, a Paulinha (sem partido), acompanharam a agenda. A deputada Marlene Fengler (PSD) também deve se juntar hoje ao roteiro.

Reforma da Previdência

Hoje encerra o prazo para a apresentação de emendas de bancada, ou individuais, ao projeto da Reforma da Previdência que tramita na Assembleia Legislativa. Consultei o Governo do Estado sobre a situação da Polícia Civil e demais categorias da segurança pública civil. A informação é de que as equipes estão fazendo algumas simulações e que as portas estão abertas para conversar. Mesmo assim, o governo ainda entende que a Previdência Complementar seria a melhor situação para atender a pelo menos, parte dos pleitos. Caso cheguem a um acordo, o relator da reforma pode apresentar uma emenda antes do relatório final.

De Nadal critica

O presidente da Assembleia Legislativa Mauro De Nadal (MDB) entende que os policiais civis e demais categorias afins, serão contemplados através de emendas, mas não sabe dizer quais pautas serão atendidas. De Nadal criticou as ameaças de não recebimento de novos presos entre outras mobilizações. “Essas ameaças não coadunam com o estado de Santa Catarina e com o nosso servidor”, afirmou. O parlamentar lembrou que todos tem tido voz para manifestar as suas pautas e, que o diálogo é o melhor caminho.

Guerra pelo protagonismo?

Uma audiência pública deveria ter sido realizada ontem em Brasília pelo Ministério da Infraestrutura. A pauta que seria coordenada pelo ministro Tarcísio de Freitas, era a BR-282 e participariam integrantes do Governo do Estado e de entidades empresariais, porém, acabou cancelada. Uma fonte relatou que a pedido do senador Jorginho Mello (PL), e da deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania), o evento não aconteceu. Liguei para o senador que negou a informação. “Nem eu, nem a Carmen Zanotto. Não falo com o Tarcísio há dias, não tinha conhecimento disso”, respondeu.

Quinto

O governador Carlos Moisés da Silva (sem partido) já tomou a decisão sobre quem indicará para o cargo de desembargador do Tribunal de Justiça. Ontem divulguei a lista tríplice que tem, Diogo Pitsica, Wilson Pereira Júnior, o Tiji, e Carlos Werner Salvalaggio. Fontes afirmam que a escolha ficará entre Pitsica e Tiji, informação a qual, por questões óbvias, fontes ligadas ao governo negam. Moisés está em viagem pelo Oeste, deve ser notificado quando retornar amanhã. A expectativa é de que ainda no final de semana ele anuncie o nome, ou no máximo até segunda-feira.

Ferrovia

Em uma transmissão ao vivo realizada ontem à tarde, representantes do Governo do Estado, dos empresários e especialistas debateram a situação das Ferrovias catarinenses. O encontro foi mediado pelo diretor de Infraestrutura e Logística da Facisc, Antônio Carlos Guimarães Neto, que ressaltou a importância de se discutir alternativas e construir um discurso e um planejamento unificado entre poder público e entidades empresariais.

Propostas

Entre as propostas ferroviárias previstas para Santa Catarina, o gerente de ferrovias da Secretaria de Estado da Infraestrutura, Silvio dos Santos, apresentou a retomada das obras dos contornos ferroviários de Joinville e São Francisco do Sul ao de Jaraguá do Sul; a construção do 1º trecho da Ferrovia Litorânea entre o porto de Navegantes e a linha da Rumo em Araquari; estudos para a ligação da Ferrovia Tereza Cristina e a linha da Rumo na região de Lages; construção do Terminal Rodo Ferroviário no Planalto Serrano e,  os estudos para a cessão do trecho desativado Mafra-Porto União- Piratuba para Ferrovias Shortlines.

Trabalhos presenciais

A deputada federal Geovania de Sá (PSDB) solicitou por meio de ofício que o presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (Progressistas), retome os trabalhos presenciais da casa legislativa. Ela justifica que todos os setores da sociedade já estão retomando à normalidade de suas atividades.

Ônibus em Joinville

Após acordo com a Prefeitura de Joinville, o transporte coletivo volta a oferecer a opção da passagem embarcada. Esta modalidade é aquela que o usuário adquire o bilhete diretamente com o motorista, sem a necessidade de ter comprado antecipadamente. O bilhete antecipado custa R$ 4,75 e o embarcado R$ 4,90. Os ônibus permanecem operando com a capacidade reduzida, de acordo com a Matriz de Risco. A utilização de máscara continua obrigatória.

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