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Antonio Rueda Carlos Moisés da Silva Celso Maldaner Daniela Reinehr Dário Berger Luciano Bivar Manoel Dias Paulo Afonso Vieira

Impeachment: Luciano Bivar quer o MDB no governo para salvar Moisés; Um dos autores do impeachment sofre perseguição em estatal; Manoel Dias demonstra insatisfação com o apoio do PDT a Moisés entre outros destaques

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Conversei com o presidente nacional do PSL, o deputado federal Luciano Bivar. A seu pedido, o vice-presidente do partido, Antônio Rueda, esteve em Florianópolis onde ainda ontem, teria se encontrado com o governador Carlos Moisés da Silva (PSL) na Casa D’Agronômica. Também falei com Rueda que não confirmou a vinda ao estado, porém, deixou claro que os pesselistas farão de tudo pela permanência de Moisés no cargo.

Voltando a Bivar, ele me disse que o partido vai entrar de cabeça para ajudar o governador a não ser impichado. Me chamou a atenção a seguinte fala do líder pesselista: “O Fábio (Schiochet) está articulando aí, caberá a ele as conversas. Temos também os deputados valorosos do MDB, que estamos conversando para uma aproximação. Vamos montar uma grande aliança pela governabilidade”, revelou Bivar, que chamou Moisés de governador honesto que irá superar o impeachment.

Mesmo sob a mira dos pesselistas, o fato é que há uma desconfiança na base emedebista em relação a Moisés e, quanto ao posicionamento da bancada estadual, que inclusive, almoça junto hoje para discutir o assunto. Segundo um deputado, ainda é perceptível que há uma decisão no sentido de apoiar o impeachment, por ainda estarem desgostosos com Moisés. Além disso, há o temor do desgaste que pode tirar o partido do cenário eleitoral de 2022, caso salve Moisés e o governo dê errado.

O relato de que há uma busca pelo apoio emedebista, se confirma com a intenção do governador de ir a Brasília entre hoje e amanhã. Moisés ligou para o deputado federal, Rogério Peninha Mendonça (MDB), pedindo para conversar. O parlamentar confirmou o contato e disse que aguarda a ida do governador à capital federal. Também haveria a intenção de Moisés de se encontrar com o presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi, para tentar construir uma decisão de cima para baixo, ou seja, a imposição da executiva nacional a seu favor. Isso se explica, pela dificuldade que ele tem encontrado de garantir o apoio dos emedebistas aqui no estado.

Em uma reunião com ex-governadores na casa do ex-senador e governador, Casildo Maldaner, Moisés exaltou o seu governo e pediu o apoio do partido, prometendo abrir o governo e ceder secretarias de primeiro escalão ao MDB. Ninguém prometeu nada a ele, mas ficaram de conversar com os parlamentares. Ao ser questionado sobre o motivo da bancada na Alesc ter se afastado de seu governo, a resposta de Moisés surpreendeu a todos. Segundo ele, o afastamento deve ter acontecido por causa da pandemia e do isolamento social. O relato é de que a resposta gerou um silêncio constrangedor entre os presentes, já que os emedebistas sabem o verdadeiro motivo.

Já o presidente estadual do MDB, deputado federal Celso Maldaner, confirmou que na próxima semana o partido se reunirá para dar um encaminhamento. A ideia é que se feche a questão e que o voto seja unânime. Já deputados da bancada dizem que não cabe a decisão ao partido, somente a eles. “Nós é que fazemos a nossa pauta na Assembleia”, disse. Ainda de acordo com Maldaner, é preciso ter coerência nas decisões. “Antes o Vampiro (Luiz Fernando) e o Cobalchini (Valdir) não puderam assumir a liderança. Agora, será que é coerente apoiar o governo?”, questionou Maldaner. O encontro será em um grande espaço para garantir o distanciamento dos presentes.

 

Show do milhão

Um assunto que esteve na pauta dos emedebistas foi a liberação de grandes volumes de dinheiro que estão sendo anunciados pelo governador, Carlos Moisés da Silva (PSL), pelo estado. “Essa é a velha política, eles estão operando descaradamente”, afirmou uma liderança do MDB. “Ao invés de guardar para usar na saúde do catarinense, que por muitas vezes saem dos postos de saúde e dos hospitais sem o medicamento para o Coronavírus, estão oferecendo recursos para obras para se salvar do impeachment. Esse governo não se preparou para a pandemia, não consegue se organizar e não pensa em investir a favor da população, é muita insensibilidade”, completou.

 

Paulo Afonso

O ex-governador Paulo Afonso Vieira (MDB) se mostrou contrário ao impeachment. Foi ele quem levou o governador Carlos Moisés da Silva (PSL) para um encontro na casa do ex-senador, Casildo Maldaner, para uma conversa com os ex-governadores e com o senador, Dário Berger. Ontem algumas lideranças emedebistas me disseram que Vieira trabalha em causa própria. Acontece que sua filha, Carolina Peressoni Vieira, ocupa cargo de confiança de assessora técnica da Secretaria de Estado da Fazenda. A situação não pegou muito bem.

 

Perseguição

Um dos autores intelectuais do pedido de impeachment contra o governador, Carlos Moisés da Silva (PSL); vice-governadora, Daniela Reinehr (sem partido) e do secretário de Estado da Administração, José Eduardo Tasca, foi alvo de retaliação. Leandro Ribeiro Maciel, é advogado concursado da SC Gás. Ele sofreu uma advertência verbal por ter participado do SCemDebate, programa apresentado todas as segundas e sextas aqui no SCemPauta. Ontem a assessora jurídica da companhia, Juliana Pfau, ligou para Maciel e informou que ele estava recebendo uma advertência verbal, pois no horário do programa deveria estará à disposição da SC Gás. Vale lembrar que tanto Maciel, como os seus colegas estão em regime de home office, sem controle de jornada e com a atuação sob demanda, nos termos do Documento  “Manual de Home Office”, emitido pela própria empresa e que norteia as relações durante o período de exceção. O que aconteceu de fato, foi o uso da máquina pública, da SC Gás como um instrumento pelo Governo do Estado, para perseguir o assessor por causa do pedido de impeachment. Esse governo tem um comportamento lamentável.

 

Manoel Dias

Ontem eu conversei com o ex-ministro do Trabalho e uma das principais lideranças do PDT em Santa Catarina, Manoel Dias. Ao contrário do que disse o deputado Rodrigo Minotto (PDT), Dias garantiu que está bem de saúde, mas que o tédio começa a bater no político acostumado a não ficar parado, já que está em casa para evitar a contaminação com a Covid. Questionei a situação do PDT, se é aliado do governador Carlos Moisés da Silva PSL), ou se o partido tentará impedir a defesa que Minotto e Ana Paula da Silva, a Paulinha, tem feito do governador. “Uma coisa é reivindicar para a região e o seu município a liberação de recursos e obras, isso não pode se impedir. Agora, apoiar oficialmente não pode, não estamos no mesmo lado. Estamos convocando uma reunião da executiva para discutir essa questão e anunciar um posicionamento oficial do PDT.”, disse Dias.

 

Quebrando a estratégia

Recebi a ligação de um parlamentar que integra a mesa diretora da Assembleia Legislativa. Segundo ele, a situação levantada pela coluna ontem de manhã, sobre a estratégia do governo de Carlos Moisés da Silva (PSL), de orientar os deputados a não comparecerem a sessão em que será votada a admissibilidade do processo de impeachment, ou então de se absterem de votar o que também beneficiará o governador, é impossível de acontecer. A explicação é que a votação em sistema misto, ou seja, presencial ou online, praticamente não dá chance para qualquer desculpa que se crie para não votar. “Até de casa, do hospital, onde estiver o parlamentar terá que votar”, afirmou.

 

Apoio a vice

Há alguns dias o senador Jorginho Mello (PL) recebeu uma ligação do deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PSL), pedindo para tomar um café. Durante o encontro, o senador ouviu que é uma das lideranças mais próximas do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) e, recebeu um apelo de Eduardo, para que ajude a vice-governadora, Daniela Reinehr (sem partido), a se salvar do processo de impeachment. A justificativa é de que se trata de uma Bolsonarista. Isso explica a atuação do advogado, Filipe Mello, filho de Jorginho, na defesa de Daniela.

 

Ajuda aos municípios

A presidência do Senado confirmou que será votado hoje, o Projeto de Lei que flexibiliza os recursos do salário-educação para garantir o pagamento de professores e demais profissionais da área, durante a pandemia. A proposta é de autoria do senador catarinense, Dário Berger (MDB), e tem o apoio da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e da Federação Catarinense dos Municípios (Fecam). De acordo com as entidades, a previsão de queda na arrecadação de maio até o final do ano em relação a 2019, alcança o déficit de R$ 63,1 bilhões nas contas públicas municipais, levando em consideração apenas os quatro principais impostos (ICMS/ISS/IPVA/IPTU). Pela legislação em vigor, essa contribuição social do Governo Federal permite o investimento apenas em políticas públicas educacionais, mas não com o pagamento de pessoal.

 

Polícia e a Previdência

A Associação de Delegados de Polícia do Estado de Santa Catarina (ADEPOL-SC) vai buscar o diálogo com entidades de classe e da sociedade civil sobre a questão da reforma da previdência estadual. O presidente da ADEPOL-SC, Rodrigo Bortolini, conversou com a Federação das Empresas do Transporte de Cargas do Estado de Santa Catarina (Fetrancesc). A iniciativa tem por objetivo esclarecer e pedir o apoio da sociedade, sobre o direito dos policiais civis à aposentadoria justa e equânime às demais forças de segurança, como a PM catarinense e a Polícia Federal. “Não se trata de privilégio, mas o reconhecimento de um direito que está sendo tolhido da Polícia Civil no âmbito da nova reforma”, disse Bortolini.

 

Articulação

Delegados e policiais civis também estão se articulando nessas ações em todas as regiões. A retirada, por parte do Governo do Estado, da proposta de reforma que estava em vias de ser votada na Assembleia Legislativa, causou grande descontentamento na categoria. Também causa indignação entre delegados e policiais a forma com a qual a Polícia Civil tem sido tratada no debate, sendo colocada contra a sociedade civil. “No dia seguinte a retirada do projeto da previdência, a Adepol enviou oficio ao Governo do Estado para debater o assunto, porém, até o momento não houve o retorno.”, disse Rodrigo Bortolini.

Lamentável

O prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni (MDB) começa a gerar uma certa estranheza devido a algumas medidas que tem anunciado por causa do Coronavírus. Ontem ele disse que o município iria disponibilizar a aplicação retal de ozônio. O Ministério Público já se manifestou contrário a medida, já que não existe comprovação científica. A excentricidade de Morastoni chamou a atenção de todos.

 

Na coluna exclusiva aos assinantes

– A ligação de Moisés para Gelson Merisio

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