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Insatisfação na caserna com o governo Moisés; Governador não assina decreto e Estado deixa de economizar; A força de Gean Loureiro entre outros destaques

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A insatisfação no meio militar com o governador Carlos Moisés da Silva (PSL), chegou a um nível em que os oficiais da ativa e da reserva, não conseguem mais esconder. Fora os inúmeros militares que ocupam cargos no Executivo, quem acompanha dos quartéis entende que a categoria está sendo manchada pelos problemas que atingem o Governo do Estado.

Conversei com alguns oficiais que falaram na condição de anonimato, devido a rigorosa legislação militar. Segundo uma fonte, as conversas têm sido realizadas com cautela, tanto em grupos de WhatsApp, como nos quartéis. “A decepção é geral, mas é claro que nenhum de nós pode falar por sermos sujeitos a uma legislação rigorosa. Todavia, hoje Moisés não entra de cabeça erguida num quartel”, afirmou.

Vaias recebidas pelo governador vindas da categoria em algumas regiões, são apontadas como a reação de quem esperava mais, de um governo que tem um coronel a sua frente. Questionados se a reprovação ao governador se deve as pautas da categoria que não foram atendidas, a resposta é que também, além da má gestão e dos escândalos como no caso dos respiradores, o que tem gerado um grande temor de que a “farda seja manchada”, conforme definiu um militar. “Hoje você pode multiplicar por dois, ou três o sentimento a um governador que nega as suas origens. E que tinha tudo para bem representar a categoria, mas que está é envergonhando-a”, criticou um militar da reserva.

Já a respeito dos militares que estão no governo, a resposta em geral é que fazem a parte deles como qualquer outro faria, muito embora, dada as circunstâncias, alguns até disseram que deveriam sair. Já quem defende a permanência, afirma que “missão dada, é missão cumprida” e, que devem seguir ajudando o Estado.

Para um experiente coronel, os que estão na canoa, como se referiu ao governo Moisés, somente devem desembarcar com o comandante, no caso, o governador. “Somos forjados a isso”, destacou, para depois admitir que alguns que estão no governo, já buscam outros convites fora do Executivo para terem um motivo para sair. “São poucos, mas são de peso”, revelou.

Algumas situações também têm incomodado a caserna, como no caso do coronel Márcio Ferreira, que teve a sua esposa, a personal trainer Dinamara Alessandra de Oliveira, nomeada para uma assessoria na Casa Civil, cargo que ocupou pelo período de 11 meses, sendo que o esposo está lotado no gabinete de Moisés. Além dela, a assessora de comunicação do BRDE, Deborah Silva, esposa do tenente coronel, Ricardo Silva, também passou pela Casa Civil e, após reclamações, foi nomeada na comunicação do banco, entre outros casos.

O fato é que Carlos Moisés ao assumir o governo, destruiu pontes as quais serão difíceis de ser reconstruídas. Rejeitou os políticos mais experientes que poderiam ajudá-lo, criou uma espécie de governo de castas, onde poucos conseguem acessá-lo e, por fim, ignorou a sua própria categoria que em conversas a boca pequena, já defende até mesmo o impedimento de um governador que insiste em pecar pela inexperiência casada a prepotência.

 

Teste de Covid

O ex-secretário de Estado da Casa Civil, Douglas Borba, realizou exame para o Coronavírus. O resultado ainda não teria sido entregue. Borba realizou o teste por se considerar de grupo de risco devido a um problema de pressão. Segundo uma fonte, Borba teve um mal-estar quando estava no presídio, no momento em que estava sendo fichado e teve que colocar o uniforme utilizado pelos detentos.

 

Isenção sem validade

No dia 14 de abril o governador Carlos Moisés da Silva (PSL) sancionou a lei, que concedia isenção de ICMS às empresas que vendem materiais e equipamentos médicos específicos para o combate ao Coronavírus. A nova lei diz que ficam isentos de recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), inclusive sobre importação, os medicamentos, produtos e equipamentos médicos e hospitalares que estejam relacionados à pandemia, até o mês de setembro. No anúncio, Moisés chegou a dizer que a medida iria baratear as compras, porém, até o momento não foi publicado o decreto definindo quais produtos terão isenção, ou seja, o Estado segue pagando mais caro, pelo simples fato de um decreto ainda não ter sido assinado. Essa é a melhor gestão do Brasil no combate ao Coronavírus?

 

A força de Gean

O prefeito de Florianópolis Gean Loureiro (DEM) já havia conquistado uma grande musculatura, mas após a decisão do TR4 que rejeitou a denúncia apresentada contra ele no âmbito da Operação Chabu, Loureiro infla e vê o seu projeto de reeleição ganhar uma força considerável. Não há eleição ganha na capital, afinal de contas, ele terá nomes a exemplo da deputada federal, Ângela Amin (Progressistas), como adversários, mas é inegável que Loureiro soma a decisão da justiça a aprovação das ações de combate ao Coronavírus e às obras que vinha realizando.

 

Combate ao Coronavírus

Questionei ontem à noite o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM), a respeito de seu projeto eleitoral. Em resposta ele disse que a sua prioridade é o combate ao Coronavírus e, que está fora de qualquer discussão a respeito da eleição. “Só falo de campanha após vencermos o Covid. Se a crise for até a eleição, meu foco continuará sendo o combate ao Covid”, afirmou Loureiro.

 

Pré-candidato em São José

O delegado Manoel Galeno, pré-candidato do PL à Prefeitura de São José, caiu nas graças e recebeu apoio declarado do senador Jorginho Melo (PL). O nome tem maior aceitação também entre os pré-candidatos a vereador pelo partido, em detrimento do ex-emedebista Clony Capistrano, recém-chegado. O vereador deixou o MDB no começo do ano, de olho em uma vaga na majoritária, mas no PL, assim como no MDB, não está tendo vida fácil. Com Galeno na cabeça de chapa, deve ter espaço para o vereador, apenas para mais uma disputa na proporcional.

 

Crédito consignado

O Senado aprovou o projeto de lei que suspende temporariamente o pagamento das prestações de crédito consignado durante a pandemia. A iniciativa deve beneficiar aposentados e pensionistas de todo o país. A proposta já havia sido pautada no dia 20 de maio, mas foi retirada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM), e retornou após apelo do senador Dário Berger (MDB), que é autor de uma proposta com o mesmo teor, apensada ao projeto aprovado ontem pelos senadores em sessão remota. “A aprovação dessa matéria foi um grande passo de bom senso e justiça social nesse momento”, destacou Berger.

 

Emoção de Moisés

Ontem o governador Carlos Moisés da Silva (PSL) acabou se emocionando durante a visita que fez a empresa Weg em Jaraguá do Sul. A empresa está produzindo ventiladores pulmonares, mais conhecidos como respiradores e, já entregou 270 equipamentos para o Governo do Estado. Enquanto exaltava a produção local do respirador, o governador acabou se emocionando.

​Pronampe

O senador Jorginho Mello (PL) comemora o resultado do primeiro dia de operação do Pronampe na Caixa: R$ 160 milhões em empréstimos, segundo o presidente da instituição, Pedro Guimarães. Jorginho está confiante que, a partir de agora, o crédito barato e a longo prazo para pequenos negócios, criado a partir de lei de sua autoria, ganhe a força e agilidade merecida e a adesão de mais instituições.

 

Freitas responde a Minotto

O deputado federal Daniel Freitas (PSL), coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense, enviou ofício para a Assembleia Legislativa rebatendo o discurso proferido pelo deputado estadual Rodrigo Minotto (PDT), em que acusa os deputados federais e senadores da bancada de não intervir junto ao Ministério da Saúde em favor do Estado. “A verdade é soberana e se impõe sobre si mesma”, disse. Minotto afirmou categoricamente que o Ministério da Saúde, assim como o Governo Federal, não está dispondo de auxílios ao Estado para ajudar a conter a pandemia. E disse mais: que a bancada federal pouco fez ou faz diante desta tragédia que está assolando a todos. “Pois bem, como coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense e deputado federal, afirmo que isso é uma mentira irresponsável”, afirma.

 

Apoio a Weintraub

A deputada federal Caroline de Toni (PSL), perdeu uma grande oportunidade de se preservar. Ontem ela se manifestou a respeito da saída de Abraham Weintraub do cargo de ministro da Educação. Não é possível saber de onde a deputada tirou, que na péssima gestão de Weintraub, a alfabetização de crianças fundamentou-se em evidências científicas, contrariando a lógica ideológica adotada por governos anteriores, conforme escreveu. “Uma condução limpa e que deixa um amplo legado”, escreveu Caroline. Mas que legado, deputada? Legado de confusão, de falta de respeito, de se mostrar um despreparado para um setor fundamental para o futuro de nosso país? Caroline é uma parlamentar inteligente, mas precisa cuidar com o excesso de ideologia. Criaturas como Weintraub, e até o fanfarrão do Olavo de Carvalho, poderão colocar uma parlamentar que tem todas as condições de seguir na política, em caminhos tortuosos.

 

Retroescavadeira

A Prefeitura de Xavantina recebeu, ontem, uma retroescavadeira. A máquina que vai fomentar o setor agropecuário da cidade, foi adquirida por meio de emenda parlamentar da deputada federal, Geovania de Sá (PSDB), no valor de R$ 250 mil.

 

Resposta

“É inverídica a informação de que o Governo do Estado somente pagará emendas impositivas dos parlamentares até R$ 100 mil. Os últimos pagamentos voltados à Saúde comprovam que não há definição de limite de valores – R$ 43,8 milhões para 228 emendas impositivas (incluindo emendas de quase R$ 1 milhão). Ainda temos como exemplo: o Meio-Oeste recebeu R$ 4,7 milhões por meio de 24 emendas; para o Oeste e Extremo-Oeste, foram R$ 11,7 milhões em 66 emendas; o Norte recebeu R$ 4,8 milhões em 26 emendas; para o Sul do estado foram liberados R$ 9,6 milhões para 47 emendas; e R$ 7,6 milhões atendem a 40 emendas do Vale do Itajaí” – Assessoria de Comunicação da Casa Civil do Governo de Santa Catarina

 

Na coluna exclusiva aos assinantes

– Caso Veigamed também pode ter tido motivação eleitoral

– Parte do dinheiro supostamente iria para o cumprimento de promessas a novos filiados ao PSL

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