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Carlos Moisés da Silva Udo Döhler

Os bastidores do encontro entre o governador e Udo Döhler; o racha no PSL entre Moisés e Schiochet; TRF4 decide no próximo mês se acata denúncia na Operação Chabu entre outros destaques

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A passagem do governador Carlos Moisés da Silva (PSL) por Joinville, teve um momento a sós entre ele, o seu chefe da Casa Civil, Amândio da Silva Júnior, o prefeito Udo Döhler (MDB) e o pré-candidato do MDB à prefeitura, o deputado estadual Fernando Krelling. Ninguém mais foi autorizado a ficar na sala.

O assunto foi uma aproximação para as eleições municipais. Moisés quer o PSL indicando o vice dos emedebistas que seria o ex-secretário de Estado da Saúde, Dalmo Claro de Oliveira, ignorando totalmente qualquer consulta ao presidente pesselista em Joinville, o secretário de Articulação Internacional, Derian Campos.

Para tentar convencer o MDB a ceder a vaga do vice ao PSL, o governador ofereceu a indicação do comando do SCPar Porto de São Francisco do Sul aos emedebistas, além de uma vaga na Jucesc, que seria de um indicado direto de Krelling, que ontem negou a informação.

O fato é que Moisés contraria ao fazer a oferta, a um pedido feito pelo ex-governador, Eduardo Pinho Moreira, durante o já relatado almoço na Agronômica, quando pediu a Moisés que não oferecesse vagas ao MDB.

O fato é que a conversa não teria agradado a lideranças emedebistas, tanto, que uma fonte do partido relatou que durante a campanha, Fernando Krelling já terá a necessidade de se explicar em relação ao governo Udo, portanto, ter Moisés como apoiador poderia ser um segundo desgaste, já que terá que dar explicações a respeito de uma gestão da qual não faz parte.

A leitura feita por uma liderança do MDB, também expõe a insatisfação com o comportamento do governador até o presente momento, sem contar as vaias recebidas por Moisés em Joinville, que assustaram pessoas próximas a Udo. “Expôs uma situação muito ruim. Foi um abraço dos afogados, pois o governador está se afogando e puxou o Udo”, disse uma liderança que não quis se identificar, mas que confirma o mal-estar, já que o prefeito recebeu vaias de manifestantes que foram protestar contra Moisés em frente a ACIJ.

 

Reclamação

Gerou grande insatisfação em assessores da Prefeitura de Joinville, a forma truculenta e pouco receptiva dos assessores e seguranças do Governo do Estado. “A equipe militar é autoritária e arrogante. Chegaram aqui dizendo quem podia, ou não, ter acesso aos locais dos encontros”, disse uma fonte ligada ao governo de Udo. Não é a primeira reclamação.

 

Racha no PSL

A relação entre o governador Carlos Moisés da Silva (PSL) com o deputado federal, Fábio Schiochet (PSL), está bem estremecida. Conforme divulguei em primeira mão, Moisés pediu a Schiochet que deixasse a presidência estadual do PSL, para dar lugar a Lucas Esmeraldino, já que a intenção do governador era de tirá-lo definitivamente de seu governo, dando como prêmio de consolação o comando dos pesselistas no estado. Schiochet não gostou, até aceitou a contragosto, mas a partir daquele momento se afastou de Moisés. Uma fonte me disse que a situação pode provocar a saída de um dos dois do partido. Para ontem a noite, Moisés tinha agendada uma videochamada com Antônio Rueda, para discutir a situação. Durante o dia foram fortes os rumores de que o governador poderia se desfiliar, o que não foi confirmado oficialmente.

 

Moisés em Chapecó

O governador Carlos Moisés da Silva (PSL) visita na manhã desta sexta-feira (29) o Hospital Regional de Chapecó. Ele também fará a entrega de 10 respiradores e se reunirá com o prefeito, Luciano Buligon (PSL). Também está prevista uma conversa com o setor empresarial. Moisés deve discutir com Buligon o projeto eleitoral do partido pensando na eleição municipal, mas bem que poderia já alinhavar o aproveitamento da nova ala do HRO que ainda está sem uso.

 

Autonomeação

No governo de Carlos Moisés da Silva (PSL) nada mais surpreende. Enquanto os catarinenses esperam por transparência, boa conduta, observância dos princípios da administração pública, agora foi a vez do presidente do Badesc, com ajuda de seus diretores, nomear-se para o cargo do conselho deliberativo da Fusesc. Assim, ao invés de indicar um técnico com habilitação para o cargo, viola os princípios da impessoalidade e moralidade ao ocupar a cadeira de conselheiro. Com isso, também permitiu o aumento de sua renda sem ter a mínima qualificação e capacitação para exercer o cargo.

 

Derian sairá

Ontem os colegas Adelor Lessa da Rádio Som Maior de Criciúma e, Ananias Cipriano da Jovem Pan, ambos integrantes do SCemDebate, junto com Maria Helena Pereira e eu, discutiam a possível saída de Derian Campos da Secretaria de Articulação Internacional. Os colegas tinham a informação da queda de Campos. Ontem a noite recebi de uma fonte, a informação de que Derian pedirá exoneração na próxima segunda-feira. Demorou a tomar uma decisão nesse sentido, após o tratamento humilhante que ele tem recebido do governador Carlos Moisés da Silva (PSL), que ignora a sua vontade de disputar a Prefeitura, além de outros bastidores no mínimo desconcertantes. Moisés chegou a impedir a entrada de Derian numa reunião reservada com a Acij na Casa D’Agronômica e, na visita de ontem, o secretário nem apareceu nas fotos.

 

Chabu

Está marcada para o dia 18 de junho, a decisão do TRF 4 sobre o recebimento, ou não, da denúncia contra os investigados na Operação Chabu. O relator é o desembargador Leandro Paulsen. Entre os denunciados está o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM); os delegados André Luis Mendes da Silveira e Fernando Amaro de Moraes Caieron; o policial rodoviário federal, Marcelo Roberto Paiva Winter; o ex-secretário de Estado, Luciano Veloso Lima; o lobista José Augusto Alves e o representante comercial Luciano da Cunha Teixeira.

 

Vereador condenado

O vereador de Chapecó Derli Maier (MDB), e o comerciante Marcos Alberice da Rocha, foram condenados por tentativa de fraude em pregão eletrônico realizado pela Prefeitura. Maier é dono de uma empresa de dedetização e ao lado de Rocha, foi acusado de cooptação de concorrentes mediante pagamento, o que teria lhe dado a vitória no processo de licitação. Também na acusação, é apontado um superfaturamento da proposta. A condenação é de dois anos de detenção convertida em prestação de serviço comunitário e pagamento de multa. Também foi decretada a perda do mandato de Derli, mas como ele ainda pode recorrer, permanecerá no cargo até o transitado em julgado.

 

Cancelamento das eleições

Proposta pela Federação Catarinense de Municípios (FECAM), acontece hoje, às 18h, por webconferência, a reunião com prefeitos e com o Fórum Parlamentar Catarinense sobre as eleições municipais. O objetivo é ouvir dos deputados federais e dos senadores, quais são as posições sobre o tema e os encaminhamentos da bancada catarinense em Brasília. A proposta defendida pela Federação é pela unificação dos mandatos políticos, com a realização de eleição geral em 2022. Nesta semana, a FECAM junto com a Confederação Nacional de Municípios (CNM), divulgou uma carta apontando os motivos que justificam a não realização do pleito.

 

PSDB consulta

O PSDB de Santa Catarina realizou ontem, encontros virtuais com as suas principais lideranças no estado. Prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e presidentes dos diretórios municipais foram ouvidos pela deputada federal e presidente estadual da sigla, Geovania de Sá, e pelo líder da bancada tucana na Câmara Federal, deputado Carlos Sampaio. A partir da opinião dos quase 250 tucanos, que participaram das reuniões on-line, será construído um documento que chegará ao Congresso Nacional. A análise será feita pela Comissão Mista que discutirá a data das eleições municipais. Geovania conta que as opiniões das lideranças catarinenses estão divididas.

 

Floripa Team virtual

A Fundação Municipal de Esportes de Florianópolis lançou um projeto inédito no Estado durante essa pandemia, o Floripa Team Virtual. Segundo o diretor de Esportes da Fundação, Fernando Fernandes, o objetivo do projeto é não deixar o esporte parado, para isso, foi idealizado pela equipe técnica alguns quadros, entre os quais, o Esporte de Ouro que ocorre toda segunda-feira no Instagram oficial da Prefeitura de Florianópolis, com uma live de um atleta que marcou época representando o município. Os ex-atletas campeões que já participaram foram Gibran Cunha do remo e Luisa Matsuo da ginástica rítmica. Além desse quadro, destaque também para o Por Dentro do Jogo, que consiste em um debate sobre o cenário de cada modalidade em lives com profissionais do segmento. Também é publicado no Instagram da Fundação @fmefloripa treinos diários dos atletas de rendimento do município”. Uma bela iniciativa e que vem fazendo sucesso no meio do desporto.

 

Casan responde

Segue nota da Casan sobre a nota que divulguei ontem, sobre a perda do prazo para a assinatura dos contratos para o início da obra da macroadutora do Rio Chapecozinho:

“Ao contrário do que informa nota do Blog SC em Pauta, a CASAN não perdeu prazo para execução do Projeto de Macroadutora do Rio Chapecozinho.

Repleta de equívocos, a nota omite informações fundamentais para a compreensão do tema e sobre o esforço da empresa em dar início à obra.

Seria irresponsabilidade fiscal e administrativa da Companhia assinar contratos com as empresas vencedoras dos processos de licitação, como sugere o Blog, sem a garantia e comprometimento do recurso no Orçamento da União.

Até o final do governo do Presidente Michel Temer, o então Ministério da Integração Nacional havia realizado o empenho de apenas R$ 10 milhões para o Projeto Chapecozinho, conforme Nota 2014NE000183, ficando pendente, até o presente momento, a complementação do saldo residual total, o que prevê o Art. 4º da Portaria 212, de 27 de outubro de 2014.

Já no ano de 2019, e diante das dificuldades econômicas do país, a obra não foi selecionada entre as prioritárias da União, tendo o empenho inicial sido cancelado e dado início a um novo processo.

Sendo assim:

– O Ministério do Desenvolvimento Regional não sugeriu a assinatura dos contratos com as construtoras;

– Apesar das licitações concluídas, a Presidência não assinou contrato com as construtoras, ao contrário do publicado, justamente em razão dos impedimentos expostos acima;

– O Ministério também não informou que “os valores seriam repassados gradativamente de acordo com o cronograma da obra”;

– A CASAN não devolveu R$ 10 milhões do Governo Federal, pois nunca recebeu essa quantia. Como já explicado, trata-se de um “empenho”, e não de recursos existentes ou sequer assegurados.

Em respeito à população do Oeste catarinense, a CASAN relembra que vem fazendo todos os esforços para garantir os recursos financeiros necessários à execução da obra. A Companhia já realizou as licitações necessárias para a execução do projeto, em processos licitatórios já validados pelos órgãos de controle e que, como já dito, aguardam somente a liberação dos recursos.

Ao longo de 2019 e 2020, além de reuniões não presenciais, os Diretores e engenheiros da empresa estiveram algumas vezes em Brasília, com o intuito de colocar a obra novamente como prioridade do Governo Federal. Essa mobilização, com aval e orientação do Governo de Santa Catarina, tem contado com o apoio de Senadores, Deputados e Prefeitos” – Assessoria de Comunicação da Casan

 

Nota da coluna

Primeiramente reconheço que ao mencionar a questão da assinatura dos contratos com as empresas, houve uma confusão e divulguei que já havia sido assinado, quando de fato não foi. Por outro lado, é preciso afirmar que a Casan falta com a verdade ao negar a reunião no Ministério do Desenvolvimento Regional, quando a presidente Roberta Maas dos Anjos foi sim, orientada a assinar os contratos com as empresas para dar início às obras. Conforme o documento que publiquei ontem e, que não foi contestado na nota enviada pela Casan, o prazo expirava no dia 16 de abril passado e a companhia sabia disso e nada fez para impedir. Agora tudo precisa começar do zero, passando pela reanálise do projeto e todo o rito normal. A verdade é que Roberta não foi bem orientada, pois é normal assinar um contrato para o início das obras, sendo que os repasses federais acontecem de acordo com a conclusão das etapas e após as medições. A situação gerou uma grande revolta em servidores que sabem do erro e entraram em contato para reforçar a informação divulgada ontem pelo SCemPauta.

 

Operação Oxigênio: Nota Esclarecimento

“As conversas entre Fábio Deambrósio Guasti e a servidora Marcia Pauli demonstram a preocupação do empresário com a entrega dos respiradores, tendo em vista a enorme concorrência, em todo o mundo, pelos equipamentos, bem como o aumento no número de pessoas infectadas naquele momento.

A “pressão” que quer se demonstrar não se trata de um mero objetivo de fechar um negócio, simplesmente, mas, sim, de conseguir dar as devidas garantias aos fornecedores e, com isso, poder disputar nesse mercado pela oportunidade de conseguir os equipamentos no cenário atual mundial. Por vezes a sociedade brasileira, desde o início da pandemia, viu produtos, medicamentos e equipamentos que viriam para o país serem disponibilizados a outros compradores. Fatos que são de conhecimento público global.

As mensagens divulgadas demonstram, ainda, a conversa republicana, transparente e dentro da mais perfeita legalidade. Elas corroboram para demonstrar que não houve nenhuma ilicitude nas negociações.

Fábio Guasti acredita que tudo será esclarecido e confia que o Poder Judiciário também será firme na separação das verdades e mentiras que são apresentadas nesse caso. O processo de negociação realizado pelas partes foi feito de maneira transparente, com lisura, lícito e que essas são garantias que ele, como intermediário da negociação entre as partes, pode dar. Algo que ele já faz há mais de 25 anos sem ter nada que desabone sua carreira ou negócios.

O empresário também destaca que todas as informações inverídicas e abusivas, apresentadas no processo, estão sendo observadas pela sua defesa e que serão corrigidas no seu devido tempo” – Assessoria de Comunicação

 

Doação de sangue

A OAB/SC protocolou ofício junto ao Hemocentro de Santa Catarina (Hemosc) e à Secretaria Estadual de Saúde, pedindo o cumprimento da decisão judicial que permite a doação de sangue por homossexuais e mulheres transexuais. A iniciativa foi da Comissão de Direito Homoafetivo e Gênero da entidade. Segundo a presidente da Comissão, Margareth Hernandes, a proibição de doar ainda consta do site oficial do Hemosc. A restrição foi derrubada após votação no Supremo Tribunal Federal no último dia 8 de maio. O julgamento foi virtual e a decisão foi por maioria de votos, em placar que terminou em 7 votos a favor e 4 contra o voto do relator, ministro Edson Fachin.

 

SCemDebate

Hoje é dia de debate no SCemPauta. A partir das 11h, você acompanha mais um debate sobre a política e economia de Santa Catarina. Comigo estarão no ar os colegas Maria Helena Pereira, Adelor Lessa e Ananias Cipriano. Assista e participe comentando os assuntos em pauta.

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