Douglas Borba Operação Oxigênio

Operação Oxigênio: Força Tarefa aponta que quadrilha supostamente atuava no Governo do Estado

A coletiva de imprensa da Força Tarefa envolvendo o Ministério Público, o Gaeco, Polícia Civil e Tribunal de Contas do Estado, somente corrobora com o que já havia sendo divulgado.

Está sendo investigada a prática de falsidade ideológica, formação de quadrilha, além da criação de empresas de fachada para a lavagem de dinheiro, formando um grande esquema de corrupção. Estão sendo identificadas ramificações a partir de Santa Catarina, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso. R$ 11,3 milhões foram apreendidos, além de insumos da área da Saúde.

Ainda hoje o MP vai encaminhar um requerimento ao relator do processo no Tribunal de Justiça, para levantar o sigilo das investigações para que se tornem públicas.

Compra fraudulenta

De acordo com a Força Tarefa, existem indícios veementes de que a aquisição dos respiradores e os pagamentos antecipados ocorreram num processo de compra fraudulento, desprovido dos cuidados mínimos para a garantia da entrega.

Questionei durante a coletiva se haverá a determinação de afastamento de agentes públicos e como houve a ligação entre o Estado e a Veigamed. O procurador Fernando Comin respondeu que já é público que a empresa do Rio de Janeiro é o centro de toda atividade criminosa. Outras medidas não puderam ser adiantadas, apenas que será feito tudo o que for possível para assegurar a recuperação do patrimônio público.

Quanto a operação em São Paulo, também questionei se tem ligação com a contratação do Hospital de Campanha para Itajaí e, a resposta foi de que não serão antecipadas informações sobre possíveis conexões. Já foram ouvidas 15 pessoas.

Comin também destacou a importância do papel da imprensa livre, chegando até a falar no DNA da imprensa que está impregnado na apuração dos fatos.

A obtenção de vantagem e propina foi informado via imprensa, porém, o procurador não pode ainda dizer se concretizou e a quem beneficiou.

Governador

Fernando Comin destacou ainda, que até o presente momento não existe indício de envolvimento do governador, Carlos Moisés da Silva (PSL), mas, se houver durante as investigações, a competência passará à Procuradoria Geral da República.

Além de Comin, que retratou mais de uma vez a importância da imprensa livre, também participaram da coletiva o presidente do Tribunal de Contas do Estado, Adircélio de Moras, e o diretor da Polícia Civil, Paulo Koerich.