...

Quando o quase impossível vira provável

Eleitos em 2008 e governando de 2009 a 2012, reeleitos mas impedidos de assumir juntos porque Clésio Salvaro (PSDB) foi cassado, Clésio e Márcio Búrigo (PP) formaram em Criciúma a dupla que ficou famosa como “O Márcio e Eu”. Impedido, Clésio elegeu Márcio que governou ignorando conselhos do aliado e neste tempo ambos brigaram. Ruptura séria com trocas de acusações pesadas. O tempo passou e Clésio enfrentou Márcio na urna, em 2016, aplicando-lhe uma goleada histórica. A relação que era ruim piorou. Márcio hoje está com um pé fora do PP e dentro do PR. Ocorre que o PR está no atual governo de Salvaro. As circunstâncias sugerem que em 2020 Criciúma tenha no mesmo palanque “Márcio e Eu”, de novo. Em se tratando de política local não parece tão absurdo, já que Salvaro no passado chamava Eduardo Moreira (MDB) de “abutre” e ouvia dele adjetivos como “satanás”. Depois disso ambos já trocaram carícias verbais e hoje voltaram ao tempo do atrito. Quer dizer, ninguém se surpreenderá se Márcio e Eu volte a ser dobradinha de eleição no ano que vem em Criciúma.

Alvo preferido

Logo que o novo governador de Santa Catarina assumiu o prefeito de Criciúma estabeleceu-se como adversário. Dado a estratégias de alto risco Salvaro não vacilou ao comprar algumas brigas com Carlos Moisés da Silva. Uma destas brigas se deu quando Moisés tentou tirar de Criciúma a sede Sul da Celesc. Salvaro bateu pé e venceu a batalha. Agora o prefeito faz exigências para não romper com a Casan. Moisés parece disposto à briga e já anunciou que não tem mais diálogo.

Soldado do Moisés

Por conta deste confronto com o prefeito de Criciúma o governador Carlos Moisés da Silva articula uma candidatura à prefeito em 2020 na cidade. Teria virado questão de honra derrotar Salvaro. Para isso nesta sexta-feira Moisés conversou com o deputado federal Daniel Freitas (PSL). Quer ele de candidato para enfrentar Salvaro. Vê-se que o governador gostou da velha política.

Adversário

O vereador criciumense Júlio Kaminski (PSDB), que na eleição passada foi coordenador da campanha eleitoral do deputado federal Daniel Freitas (PSL) tem briga pública com Clésio Salvaro (PSDB). Mais recentemente o vereador foi aos microfones da cidade dizendo que tem elementos suficientes para cassar Salvaro por improbidade administrativa em virtude de um financiamento dos débitos da administração com o sistema de previdência dos servidores.

Foi rápido

Depois que Júlio Kaminski ficou duas semanas na mídia com o discurso de cassação do prefeito Clésio Salvaro, o prefeito necessitou de apenas uma entrevista para fazer o vereador virar motivo de memes na internet. Salvaro disse que Kaminski é “um fraldão” e provocou que dispute com ele na urna a prefeitura. Kaminski sentiu o golpe. Sentiu mais: ficou sozinho na Câmara e não deve aprovar ameaça de investigação contra o prefeito.

Dois alvos

A provocação de Clésio Salvaro contra Júlio Kaminski tem objetivo duplo. Primeiro ele procura “matar” algum risco de uma denúncia mais grave na Comissão de Investigação instalada pela Câmara de Vereadores sobre o parcelamento da dívida do CriciúmaPrev. Outro alvo é candidatura de oposição. Ao atirar em Kaminski Clésio acerta Daniel Freitas, pois acusa Kaminski de estar à serviço de Freitas e de usar os demais vereadores como inocentes úteis. Num só tiro acertou a dois.