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Diplomata Árabe confirma retaliação ao Brasil, Mariani defende candidatura do MDB à presidência da Alesc, lideranças querem Dário na presidência do MDB entre outros destaques

Moussa revelou o que motivou a decisão dos sauditas.

O egípcio Amr Moussa, ex-secretário-geral da Liga árabe, deixou claro que a decisão da Arábia Saudita anunciada ontem, de descredenciar frigoríficos do Brasil que exportam carne de frango para aquele país, é um aviso do que pode acontecer, caso o presidente Jair Bolsonaro (PSL) mantenha a ideia de transferir a embaixada brasileira em Israel, de Tel Aviv para Jerusalém.

Ontem ao conversar com lideranças do agronegócio do Oeste, senti uma grande preocupação e até um tom de crítica a Bolsonaro, que estaria levando o Brasil para uma crise que em nada beneficiará o país. “Os Estados Unidos tem força para mudar a embaixada e fazer o que quiser, mas, o Brasil não tem essa força”, disse uma das lideranças que preferiu não se identificar por não querer polemizar.

O fato é que lideranças do agronegócio se reuniram ontem com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Em conversa que tive com ela há alguns dias, ouvi da ministra que ela se preocupa em manter uma boa relação com o mercado islâmico, já que são os maiores compradores da carne brasileira.

A retaliação começou pelo governo de Riad, mas, outros governos podem seguir, já que de acordo com Moussa, o mundo árabe está enfurecido com o governo brasileiro. Tereza está sendo pressionada por setores ligados ao agronegócio, a agendar uma missão à Arábia Saudita, para tentar obter mais informações e tentar reverter a situação. Por hora, somente a BRF e a JBS tiveram plantas desabilitadas. A Coopercentral Aurora exporta para outros países islâmicos, menos para os sauditas devido ao corte. Vale lembrar que o Brasil exportou para o país 486,4 mil toneladas de carne de frango, ou seja, 12,1% do total embarcado.

Missão a Brasília

Moisés precisa defender o agronegócio catarinense.

O governador Carlos Moisés da Silva (PSL), precisa entender a gravidade da situação ocasionada pela decisão da Arábia Saudita. Outros países islâmicos podem tomar a mesma atitude, já que ficou claro que o embargo se deve a possível troca da embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém. Caso outros países adotem medidas de retaliação, Santa Catarina poderá sofrer um grande impacto econômico, para o Oeste, seria catastrófico. Por isso, Moisés deve ir a Brasília para mostrar ao Governo Federal os estragos econômicos de uma decisão que em nada beneficiará o país, pelo contrário. Mas é preciso agir agora, não esperar acontecer.

Tudo em família

O hoje presidente em exercício, o general Hamilton Mourão (PRTB), foi bastante criticado quando o próprio filho foi nomeado como assessor da presidência do Banco do Brasil. Aqui em Santa Catarina, um caso parecido. Dois dias após a sua nomeação, um dos homens fortes do governador, Carlos Moisés da Silva (PSL), o coronel João Carlos Neves Júnior, que assumiu a chefia da Casa Militar, emplacou o seu filho como assessor jurídico da Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania. Segundo algumas fontes, João Carlos Neves Neto não teria a experiência que a função pede. A escolha não deveria ter sido técnica?

Presidência da Alesc

Ontem o presidente estadual do MDB, deputado federal Mauro Mariani, esteve na Assembleia Legislativa. Ele tinha um encontro marcado com o deputado estadual reeleito, Valdir Cobalchini (MDB), que acabou de voltar de uma viagem a Portugal e à Espanha acompanhado da esposa. Segundo uma fonte, durante a conversa, além de repetir que não pretende mais disputar nenhuma eleição, Mariani quis saber como está a situação dentro da bancada emedebista na Alesc, principalmente depois da crise ocasionada pela candidatura do partido, para a eleição à presidência do parlamento. Cobalchini de acordo com a fonte, teria relatado que Mauro De Nadal (MDB) é candidato a vice de Júlio Garcia (PSD), porém, Mariani disse que os emedebistas tem que ter um candidato a presidente, não a vice.

Sugestão

Para Mauro Mariani o MDB não pode ser colocado no papel de coadjuvante, por isso, disse que se Mauro De Nadal pretende ser candidato, que não seja a vice. Além disso, Mariani sugeriu a Valdir Cobalchini que se coloque como candidato a presidente da Assembleia Legislativa. A questão é que mesmo se aceitar o desafio de Mariani, Cobalchini teria cerca de uma semana para tentar angariar os votos que já estão com Júlio Garcia (PSD), ou seja, em tese seria pouco tempo, ainda mais depois de toda a costura já feita pelo pessedista, onde os cargos na mesa diretora e nas comissões já estão definidos. Mas, na política tudo é possível e, se Cobalchini lançar o seu nome, poderá gerar um grande constrangimento dentro do MDB.

Presidência estadual

Movimento quer Berger na presidência do MDB.

Outro assunto levado por Mauro Mariani (MDB) para Valdir Cobalchini (MDB), foi a eleição para a presidência estadual emedebista. Já há um movimento apoiado pelo próprio Mariani entre outras lideranças, para que o senador Dário Berger seja o próximo presidente estadual do MDB. Uma liderança emedebista me disse que, além de Berger ser o provável candidato do partido ao Governo do Estado na próxima eleição, o movimento é um claro sinal para o ex-governador, Eduardo Pinho Moreira, de que boa parte do partido não o quer no comando novamente.

Demandas do Oeste

A vice-governadora, Daniela Reinehr (PSL) esteve ontem em Chapecó, onde participou do Campo Demonstrativo Alfa. Ela falou da importância dos agricultores e do setor produtivo em geral. É importante dizer que esse mesmo setor tão elogiado por Daniela, precisa de ações, muito mais do que discursos. O governo ainda está começando, mas, ela terá que se impor como vice para atender as demandas. Ontem Daniela também conversou com o presidente da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (Acic), Cidnei Barozzi, que cobrou o atendimento às pautas do Oeste, sobretudo quanto aos recursos que estão parados, para as melhorias e ampliação do aeroporto Serafin Enoss Bertaso. Além disso, as estradas precisam de melhorias urgentes.

Piso dos professores

O Governo do Estado confirmou que o novo piso salarial do magistério será aplicado na folha de janeiro. Assim, os professores com formação de nível médio, que correspondem à menor faixa de remuneração do magistério catarinense, passarão a receber R$ 2.557,74. No ano passado esses educadores receberam um reajuste de 5% e, agora, o aumento acumulado passa a ser de 6,7%. O benefício contempla 423 servidores ativos e 7.927 professores aposentados. A Secretaria de Estado de Administração, informou que os professores com formação superior e pós-graduação, já haviam recebido um reajuste de 10% no ano passado.

Eleição no Senado

Jorginho defende o voto aberto.

O senador eleito, Jorginho Mello (PR), foi às redes sociais defender que a eleição à Presidência do Senado seja através do voto aberto. A questão é que a votação secreta está determinada no Regimento Interno do Senado, porém, Mello acredita que é preciso mais transparência. Ele também já antecipou o seu voto, que será para Esperidião Amin (Progressistas).

Flávio Bolsonaro

Fabrício Queiroz pode ter indicado a mãe do possível chefe de uma das milícias no Rio de Janeiro, mas, e as homenagens feitas por Flávio Bolsonaro (PSL) quando era deputado estadual, para o ex-capitão da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Adriano Magalhães da Nóbrega precisa ser explicado. Flávio chegou em um discurso que está registrado no parlamento Fluminense, a elogiar o suposto miliciano.

Complicado para o governo

Sempre é importante explicar, que não há nada contra o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL). A questão envolve o seu filho, o senador eleito, Flávio Bolsonaro (PSL). Conversei com pessoas próximas ao governo. Ouvi que a atuação dos filhos de Bolsonaro, inclusive com interferências em questões oficiais tem gerado um grande constrangimento dentro do governo. Porém, a questão principal é quanto as suspeitas em torno de Flávio. Já foi sugerido ao presidente, que ele afaste os filhos do Palácio do Planalto e disse mais: “Essa situação gera um grande constrangimento. Você acha que o Moro (Sérgio) vai aceitar calado tudo isso? Ou o Bolsonaro incentiva a investigação contra o próprio filho, ou poderá perder apoios, incluindo do Moro que para evitar qualquer desgaste, não duvide, se a situação piorar ele poderá não se sentir mais tão confortável no cargo de ministro”, relatou a fonte.

 

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