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Lideranças na Alesc criticam Moisés, Salvaro é criticado, a relação de Paulo Guedes com advogados de Joinville entre outros destaques

Moisés se fechou na transição.

Assim que encerrou a eleição, o governador eleito, Carlos Moisés da Silva (PSL), chamou a sua equipe de campanha e pediu para que confiassem nele. “Primeiro vamos entender tecnicamente o Estado, depois, vamos agir politicamente”, orientou. Se por um lado, o pesselista faz o certo ao se preocupar com os números e o tamanho do Estado, por outro, peca pela falta de experiência ao esquecer da articulação política.

Com as lideranças partidárias que conversei, ouvi que todos estavam aguardando algum gesto de Moisés, para que os partidos possam se posicionar como situação ou oposição. Alguns deputados chegaram a reclamar da falta de abertura do governador eleito, pois, esperavam o convite para uma conversa. “Ele nem começou e já está fechando portas. Ele acha que fará as reformas sozinho, está enganado. Não pense que chegará dominando o parlamento”, alertou um parlamentar.

O entendimento é que Moisés está perdendo o tempo de entrar na questão política, pois, até o momento, se ateve apenas as questões técnicas, tanto, que segundo uma fonte do parlamento, até agora não procurou conversar com as bancadas para discutir o projeto do Orçamento, que prevê um montante de R$ 28,271 bilhões, 7,11% a mais do que o programado para este ano.

Uma outra liderança me disse que Moisés terá grandes dificuldades na Assembleia Legislativa, pelo fato de não ter interlocutor. Além disso, critica o fato do governador eleito contar apenas com a sua bancada (PSL) e, possivelmente, com os deputados do MDB, num total de 15 parlamentares, ficando ainda com a minoria. “A partir de agora é tudo novo. Não tem como fazer isso, não se faz um governo sem fazer política. Ele (Moisés) anunciou o Coronel Mocellin (PSL) como o futuro líder do governo, mas, ele não procura ninguém”, criticou.

Para entender melhor, mesmo não sendo admitido publicamente, já existe até um clima de isolamento da futura bancada do PSL. “Vão chegar querendo mandar e não é assim. É uma casa política e presidencialista. É o presidente que dita o ritmo, é bom que saibam”, afirmou um deputado.

Agora, em uma rápida sondagem, eu soube que a Reforma Administrativa não será votada neste ano. Pelo visto, Moisés se verá obrigado a procurar os deputados se quiser construir um bom relacionamento com a Alesc.

Isolado

Outro problema sério do governador eleito, Carlos Moisés da Silva (PSL), é que falta a ele mais boa vontade e abertura com a imprensa. Ele não tem feito o mínimo gesto de aproximação. Uma liderança precisa se comunicar, se aproximar, para, ao menos, dar uma satisfação à população. De nada adianta se comunicar apenas via rede social. E se nós profissionais da imprensa não repercutirmos as “lives”, de que forma alcançará o grande público? No quesito comunicação, Moisés está sendo pessimamente aconselhado, ou, não sabe o que dizer para o povo.

Salvaro é criticado

Salvaro quer Geovânia na presidência do PSDB.

Logo após a eleição, o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro (PSDB), levantou a bandeira de mudança na liderança de seu partido. Criticando o resultado da eleição e, principalmente a aproximação com o MDB, Salvaro defendeu o nome da deputada federal, Geovânia de Sá, para a presidência estadual do PSDB. As reações ao que foi falado por ele a esta coluna, ainda geram críticas internas. Uma liderança tucana que pediu para não se identificar, disse que Salvaro foi um dos perdedores da eleição. “Ele não elegeu o Dóia (Guglielmi), o Paulo Bauer foi apenas o quinto mais votado em Criciúma e a Geovânia (de Sá) perdeu votos em Criciúma, tendo sido eleita por causa da igreja. Sem contar que o Mauro (Mariani) perdeu feio na casa do Clésio. Ele perdeu uma força gigantesca”, disse a fonte tucana. Agora, um entendimento que fica cada vez mais forte, é quanto ao nome do ex-prefeito de Blumenau, Napoleão Bernardes, para presidir o PSDB estadual.

Arrependido?

Uma fonte pessedista relatou que durante as conversas sobre composição para a disputa eleitoral, quando o Progressistas se afastou, houve uma aproximação do PSD com o PSL, inclusive, com a ideia de uma chapa ao Senado com Raimundo Colombo (PSD) e Lucas Esmeraldino (PSL), com apoio já declarado ao hoje presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Segundo a liderança, Colombo não teria aceitado naquele momento, porém, deve estar arrependido, pois, possivelmente Esperidião Amin (Progressistas) teria disputado o Governo do Estado. Oficialmente, ninguém confirma a conversa, mas, tem fundamento.

Relação com SC

Paulo Guedes e a equipe de advogados de Joinville.

O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, tem uma relação antiga com Santa Catarina. Há muitos anos, ele vem ao estado para abrir o capital de empresas entre outros trabalhos profissionais. Para isso, Guedes tem como escritório de advocacia o CMMR de Joinville, dos advogados Paulo Costa, José Antônio Martins, Celso Meira Júnior e Renato Rinaldi. Ontem e hoje os advogados estão reunidos com Guedes no Rio de Janeiro, para resolver algumas questões profissionais, mas, ao conversar sobre a eleição aqui do estado, o futuro ministro soube do apoio do escritório ao governador eleito, Carlos Moisés da Silva (PSL).

Polêmica em Joinville

O vereador Odir Nunes (PSDB), comemorou a suspensão da audiência pública agendada pela Prefeitura de Joinville, para discutir o aumento de 20% na taxa de esgoto. Segundo a Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento (Aris), seriam apresentados os estudos para o aumento da tarifa dos serviços prestados pela Companhia Águas de Joinville. Se houver o aumento, a população de Joinville passará a pagar de 80% para 100% da tarifa de esgoto na conta da água. Além disso, também está previsto um aumento de 4,5% na conta de água a partir de janeiro.

Hospitais

Em uma conversa interna entre lideranças do MDB, foi levantada a questão dos repasses aos hospitais filantrópicos de várias regiões. Uma das lideranças levantou a questão, afirmando que está na hora dos hospitais receberem os recursos através de critérios técnicos e não políticos. “Nada contra, aqui para nós. Mas o hospital de Curitibanos, por exemplo, recebe um valor, enquanto que o Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen em Itajaí carece de mais recursos. É preciso pensar na resolutividade”, afirmou.

Contra o aumento

Após manifestar o seu repúdio ao aumento de 16% no salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal, que refletirá em todas as carreiras do judiciário, a Federação Catarinense de Municípios (FECAM), enviou um ofício ao presidente da República, Michel Temer (MDB). A entidade cobra o veto da proposta aprovada no Congresso Nacional. Além disso, a presidente em exercício da FECAM, Sisi Blind (Progressistas), prefeita de São Cristóvão do Sul, solicitou a Confederação Nacional de Municípios (CNM) para que inicie uma campanha nacional municipalista em favor do veto.

Mais Médicos

A reação da Organização Panamericana de Saúde (OPAS), mostra que Cuba segue querendo controlar a vida de seus cidadãos. A mentirosa nota da OPAS, dizendo que o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), ameaçou os médicos cubanos, é para criar um fato que justifique a sua saída do país, já que a mamata vai acabar. A postagem de Bolsonaro no Twitter, disse o seguinte: “Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou”, escreveu o presidente. Portanto, não há nada de errado, pelo contrário. Ele tenta desfazer o que irresponsavelmente o governo de Dilma Rousseff (PT) fez, que é criar uma relação de abuso contra esses médicos. Vale destacar que atualmente, o salário dos médicos é de 11.865,60, porém, os cubanos ficavam com R$ 3 mil, enquanto que o restante engordava os cofres do governo de Cuba. Além disso, os médicos não podem trazer as suas famílias, porque o governo de Havana entende, que podem não querer mais voltar a viver na miséria patrocinada por sua ditadura nefasta.

Em SC…

Aqui no estado, são 250 cubanos trabalhando em 140 municípios e, mais 11 que atendem nas aldeias indígenas. Entre as cidades que mais recebem médicos de Cuba, estão Mafra com 13 médicos, Joinville com 11, Içara e Navegantes, cada uma com 9 profissionais.

 

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