O risco de mais uma greve dos caminhoneiros, a última vaga catarinense na Câmara, Mocellin articula encontro de deputados com Moisés entre outros destaques.

Marcelo Lula

Marcelo Lula

Em maio deste ano sentimos os efeitos da mais pesada paralisação dos caminhoneiros já vista no país. Desde que a categoria aprendeu com os seus colegas chilenos, que em 1972 paralisaram o país andino durante 26 dias, começaram a realizar paralisações que geram o caos pelo fato do Brasil ser despreparado logisticamente, o que nos deixou nas mãos do transporte terrestre que é o responsável por cerca de 80% do escoamento de nossa produção.

No Chile a mobilização foi tão grande, que gerou uma grave crise econômica provocando inúmeros movimentos grevistas de outras classes de trabalhadores, o que culminou com o golpe de Estado que derrubou Salvador Allende, alçando ao poder, Augusto Pinochet. Portanto, quando os caminhoneiros falam em greve, eles não flertam, é preciso ter muita atenção.

Já há alguns dias, vazou a informação de que em alguns grupos de WhatsApp, está sendo marcada uma nova paralisação. A data teria sido escolhida estrategicamente para o dia 22 de janeiro do próximo ano, pelo fato de dois dias antes ser feita a revisão da tabela do frete mínimo, que seria o grande motivo, já que segundo os caminhoneiros a tabela ainda não está sendo respeitada pela maior parte do mercado.

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Ontem a noite, eu divulguei que devido a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, de proibir a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), de multar as transportadoras que não seguirem a tabela de fretes, que lideranças da categoria já pensam em antecipar a paralisação. Eu apurei em alguns grupos que a mobilização poderá iniciar já no próximo domingo (09), ou na segunda-feira (10). Se realmente vai acontecer, não podemos saber, mas o fato é que a movimentação em prol da uma nova greve está ganhando peso.

Uma das lideranças mais revoltadas, é Ramiro Cruz, que gravou um vídeo criticando o ministro Fux, e dando um aviso à Confederação Nacional da Agricultura. Segundo Cruz, a safra começa a ser colhida e carregada em janeiro, mas, os caminhoneiros não aceitarão carregar e atrasará ainda mais as entregas.

Além de reclamarem da decisão de Fux, que praticamente acaba com o preço mínimo para o frete, os caminhoneiros dizem que tem atualmente, cerca de 300 mil caminhões parados em todo o país, devido a falta de carga. Uma liderança chegou a culpar a ANTT por não fiscalizar a jornada de trabalho da categoria. “Se a fiscalização fosse feita, já resolveria boa parte do problema”, disse um caminhoneiro, que pediu para não se identificar.

A pergunta que fica é a seguinte: conseguirá o país e os estados, superar mais uma possível greve, que somente em maio gerou um grave prejuízo para a economia do país? Vale lembrar que Santa Catarina foi um dos maiores prejudicados, com uma queda de 15% na atividade industrial e, um prejuízo de cerca de R$ 400 milhões na receita do ICMS, impactando diretamente na arrecadação dos municípios. Portanto, que o presidente Michel Temer (MDB) seja ágil, para tentar conter uma paralisação que poderá gerar um prejuízo imensurável.

Inflação da paralisação

Vale lembrar que devido à greve dos caminhoneiros em maio passado, vários produtos chegaram aos 30% de reajuste. Além disso, em uma escala nacional em junho, o país registrou a maior inflação em 23 anos. O IPCA teve alta de 1,26%, sendo a maior para o mês desde 1995.

Imbróglio jurídico

Ontem o Tribunal Regional Eleitoral, por 4 votos a 3, reconheceu a candidatura de Ivana Laís (PT), que disputou a eleição a deputada federal sob judicie, devido a falta de um documento que posteriormente foi apresentado. Dessa forma, os seus 495 votos foram computados para a sua legenda, dando a eleição para Ana Paula Lima (PT) que havia ficado de fora por um voto. Porém, o cenário ainda pode mudar. Tudo depende do deputado federal, João Rodrigues (PSD), que tenta reverter a sua situação na justiça. A defesa do parlamentar conta agora, mesmo perdendo o julgamento no STF por 6 a 3, com uma mudança de rumo através de uma decisão monocrática do ministro Gilmar Mendes. “O STF errou, está claro que o ministro Luiz Roberto Barroso segue defendendo uma tese errada. Para que o STF não fique numa má situação, terá que reconhecer a injustiça no caso do João”, disse um dos advogados do parlamentar. Vale lembrar que ontem a tarde o julgamento no STJ foi retirado de pauta.

Como fica?

A princípio, Ana Paula Lima (PT) será diplomada no próximo dia 18 e assume no início de fevereiro o mandato. Se João Rodrigues (PSD) conseguir reverter a sua situação, ele pode requerer o reconhecimento de sua votação, o que lhe dará o mandato no lugar da petista. Já quanto a Ricardo Guidi (PSD), ele não tem mais chance de assumir como titular, pois, ou perde a vaga para Ana Paula, ou para Rodrigues.

Encontro com Moisés

Os deputados estaduais tem reclamado da falta de diálogo com o governador eleito, Carlos Moisés da Silva (PSL). Para tentar aproximá-los, o futuro líder do governo na Assembleia Legislativa, coronel Onir Mocellin, está articulando uma agenda entre os próximos dias 17 e 18 deste mês, para que o governador eleito possa receber todos os deputados estaduais para uma conversa. A sugestão de Mocellin é que os encontros sejam com cada partido, ou com blocos de partidos. O deputado pesselista promete ser um dos homens fortes do novo governo, principalmente pela habilidade que tem mostrado nas conversas com os seus futuros colegas.

Casa Militar

Conforme adiantei em primeira mão, o chefe da Casa Militar do governo de Carlos Moisés da Silva (PSL), será o coronel da Polícia Militar, João Neves. Apoiador de Moisés durante a campanha, Neves acompanhou as agendas do candidato. O nome agrada os militares.

Sopelsa esclarece

O deputado estadual Moacir Sopelsa (MDB), entrou em contato para esclarecer que as suas declarações a respeito da crise gerada na bancada de seu partido na Assembleia Legislativa, pela escolha de Mauro De Nadal como o candidato a presidente do parlamento, não pode ser levado para o lado pessoal. Sopelsa afirmou não ter nada contra o nome de seu colega, De Nadal. O seu descontentamento é quanto à forma que foi feita a escolha, sem a sua presença e, nem a de Valdir Cobalchini.

Costuras

A crise na bancada do MDB na Assembleia Legislativa, pode favorecer a intenção de Júlio Garcia (PSD), de assumir a presidência do parlamento nos dois últimos anos. Segundo uma fonte, Milton Hobus (PSD) entrou no cenário querendo presidir a Alesc, para tanto, aceitaria dividir os dois primeiros anos com um emedebista, deixando em aberto o último biênio para Garcia. A informação não é confirmada oficialmente, mas, nos últimos dias essas teriam sido as movimentações mais expressivas.

Liderança

O deputado estadual, Kennedy Nunes, foi o escolhido para ser o líder da bancada do PSD na Assembleia Legislativa no próximo ano. Nunes me disse que o seu partido será oposição ao governo de Carlos Moisés da Silva (PSL), porém, nas pautas que interessarem ao Estado, a bancada poderá votar junto. O pessedista explicou que o seu partido foi jogado após o resultado da eleição, a uma condição de oposição, principalmente devido a diferença de pautas apresentadas durante o pleito.

Professores para as Apaes

Os deputados estaduais catarinenses aprovaram o projeto de Lei de autoria de Valdir Cobalchini (MDB), que viabiliza a contratação de professores para as Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) de todo o estado no ano que vem. O mesmo projeto garante a prorrogação dos contratos do segundo professor em sala de aula, com alunos especiais da rede estadual.  São mais de 6 mil alunos nessa condição com dificuldade de aprendizado. A matéria autoriza o governo estadual a prorrogar o edital que está em vigor para a admissão de professores em caráter temporário, para atuarem na educação especial da Fundação Catarinense de Educação Especial(FCEE) e nas instituições conveniadas, como as Apaes, até o final do ano letivo de 2019.

Epagri está bem

Uma fonte entrou em contato para responder a nota que divulguei ontem a respeito da Epagri. Segundo a pessoa que é ligada a empresa, entre os colaboradores não há a intenção de fazer greve e, atribui as informações divulgadas por esta coluna a fontes do sindicato, as quais, segundo ele, devem estar pensando numa paralisação. Também em relação a falta de funcionários, a pessoa admite que falta gente no setor administrativo, mas, que nas atividades de ponta a Epagri está bem servida. “Em relação ao sucateamento também não é a realidade. Talvez a única empresa da agricultura que está um pouco defasada em relação a tecnologia é a Ceasa”, informou, destacando que tanto a Epagri, quanto a Ciasc, estão em um nível bem avançado quanto a tecnologia. “Principalmente o laboratório de Itajaí e o de solo de Chapecó, nos dão todas as condições”,afirmou a fonte.

Desafios

Vencedor de uma das eleições mais disputadas da história da OAB/SC, o advogado Rafael Horn tem um desafio e tanto ao assumir a presidência. Além de implementar um completo Plano de Gestão na instituição, deve investir na comunicação e aproximar ainda mais a OAB da advocacia catarinense. “Serei o presidente de toda a advocacia catarinense e trabalharei por uma gestão eficiente, inovadora e inclusiva, que faça a diferença na vida de todos os colegas”, antecipa. Rafael Horn toma posse dia 1º de janeiro ao lado de uma nominata com 75% de renovação nos quadros.

Solidariedade

A pedido de um leitor de Tubarão, os convido a assistir ao vídeo que conta a história da Lívia, que é uma criança que precisa de nossa ajuda. Todos podem contribuir.

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