Moisés apresenta hoje nomes e secretarias, Banco Mundial cobra condições para financiamento, segue a crise no MDB entre outros destaques

Marcelo Lula

Marcelo Lula

Moisés e o professor Ferreira.

Conforme adiantei na semana passada, hoje no Centro Integrado de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cigerd) em Florianópolis, o governador eleito, Carlos Moisés da Silva (PSL), anunciará a nova estrutura administrativa as 14h. As informações serão repassadas também pelo coordenador da equipe de transição, o professor Luiz Felipe Ferreira.

Informações de bastidores dão conta de que o novo governo deverá ter cerca de 10 secretarias, porém, apenas cinco ou seis secretários devem ser divulgados hoje, mesmo que alguns integrantes da transição defendam o anúncio de todos os nomes.

Essa possibilidade pode ter sido atrapalhada, pelo fato de Moisés não ter se reunido com o deputado federal, Valdir Colatto (MDB), que é cotado para assumir a Secretaria de Estado da Agricultura. Uma confusão inexplicável na agenda, que a princípio teria marcado uma reunião entre eles, conforme adiantei em primeira mão, na sexta-feira, acabou impedindo a conversa. Ao saber que o governador eleito estaria as 10h em Criciúma, não em Florianópolis no mesmo horário supostamente reservado para o encontro, Colatto mudou a passagem e viajou de Brasília para Chapecó, sem passar por Florianópolis.

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Além de Colatto, o nome do atual secretário Airton Spies também está sendo estudado, porém, em reunião na semana passada sobre as ações da Agricultura, incluindo a Epagri e Cidasc, que devem ser mantidas devido a importância na questão das pesquisas e da sanidade animal, Moisés não convidou Spies, sinal de que Colatto ainda segue na lista.

Além deles, conforme adiantei na semana passada, Lucas Esmeraldino aparece como uma possibilidade para a Casa Civil, muito embora, o nome do coronel da reserva do Corpo de Bombeiros, Márcio Ferreira, também ganhou força na sexta-feira. Flávio Graff poderá ser nomeado como o secretário de Estado da Comunicação, ou, como diretor de Comunicação, que tem o papel de acompanhar o governador em todas as suas atividades.

Na Fazenda, Paulo Eli, após a divulgação nesta coluna, ganhou mais a confiança de Moisés. Caberá a ele, além de ajustar as contas do governo, apresentar para Carlos Moisés um estudo detalhado a respeito das renúncias fiscais. As novas secretarias que são a da Controladoria Geral do Estado, ou a da Procuradoria, poderá ter Luiz Felipe Ferreira como o seu titular.

Já os setores de Administração, Desenvolvimento Econômico, Desenvolvimento Social, Educação, Infraestrutura, Saúde, Agricultura e Pesca, além da possível manutenção da Segurança Pública, após uma reavaliação, ainda são uma incógnita em relação aos secretários.

Extinções

O Deinfra e o Deter devem ser extintos, sendo que todas as suas atribuições ficarão para a Infraestrutura. Já a Defesa Civil deverá se tornar um cargo de segundo escalão e, há uma grande possibilidade que o mesmo aconteça com a Assistência Social Trabalho e Habitação, Justiça e Cidadania, Planejamento e o Turismo Cultura e Esporte, que poderá deixar de existir, dando lugar para uma Santur mais empoderada.

Dívidas do Estado

Uma ideia que chegou a ser sugerida por Murilo Flores, então secretário de Estado do Planejamento de Raimundo Colombo (PSD) e, após, pelo governador Eduardo Pinho Moreira (MDB), de buscar um financiamento junto ao Banco Mundial para pagar as dívidas do Estado, transformando apenas em um passivo, poderá ser colocada em prática pelo governador eleito, Carlos Moisés da Silva (PSL), assim que assumir.

Há uma estimativa que as junções das dívidas poderia render ao Estado uma economia somente em relação aos juros, na ordem dos R$ 400 milhões. Em reunião com representantes do banco, Moisés ouviu atentamente as condições necessárias para a abertura de uma negociação, que começaria pela venda de imóveis pouco utilizados pelo Estado.

Além disso, durante três anos teriam que ser congelados os salários dos servidores públicos, a progressão de carreira, os concursos públicos, sem contar que terá que aumentar a alíquota dos inativos que passaria de 14% para 20%, proposta indigesta para o futuro governador, que poderia iniciar o seu mandato enfrentando protestos do funcionalismo público.

Crise no MDB

O deputado estadual, Valdir Cobalchini (MDB), disse que está mais vivo do que nunca, após a futura bancada de seu partido na Assembleia Legislativa, ter escolhido Mauro De Nadal como o candidato à presidência da Alesc. Segundo ele, a tentativa de isolá-lo, mexeu com várias lideranças emedebistas, que cobram uma reação de sua parte. “Eu sou o vice-presidente estadual do partido. Abri mão da presidência para o Mauro (Mariani). Vejam a minha história, não estão lidando com qualquer um”, disse Cobalchini, afirmando que nunca conseguirão isolá-lo, já que se considera um sinônimo de militância na base do partido. “Estou disposto a ir até as últimas consequências”, afirmou.

Enfraquecimento?

Valdir Cobalchini (MDB) não esconde a sua intenção de disputar o Governo do Estado em 2022. Por isso, pessoas próximas a ele consideram a escolha de Mauro De Nadal (MDB), para a disputa da Presidência da Alesc, como uma forma de enfraquecê-lo. Uma fonte disse que, ou o partido toma a frente da situação, ou as consequências podem ser graves. Cobalchini não quis comentar o que disse a liderança, porém, concordou que foi colocado numa situação difícil, pois, se aceitar a decisão, poderá dar a sensação de que está enfraquecido, situação a qual se recusa a aceitar. Por isso, caso não haja uma solução, não se surpreendam se Cobalchini deixar o MDB. Se isso realmente acontecer, os emedebistas erram, ao vitimizar o deputado mais votado do partido, praticamente o empurrando para fora do MDB. Ou será que alguém foi inocente o suficiente para pensar que não haveria uma forte repercussão?

Presidência do MDB

Se não deixar o MDB, Valdir Cobalchini poderá provocar uma eleição acirrada pela presidência estadual do partido. Neste caso, ele buscará bancar uma disputa com Eduardo Pinho Moreira, que passará uns meses em Londres, antes da eleição do partido, voltando próximo à convenção. Cobalchini chegou a dizer que Pinho Moreira poderia ter evitado a celeuma provocada na bancada estadual. Neste caso, poderão aparecer até mesmo três candidatos, já que Carlos Chiodini já no mandato de deputado federal, também poderá se interessar.

Hospital de Criciúma

Com a presença do governador Eduardo Pinho Moreira (MDB) e do secretário de Estado da Saúde, Acélio Casagrande, foi inaugurada a reforma e ampliação do Hospital Materno Infantil Santa Catarina, na manhã de sábado (1), em Criciúma. Trata-se de uma conquista esperada há mais de 20 anos pela comunidade do Sul, que agora conta com maternidade e hospital infantil no mesmo espaço. O investimento total passa dos R$ 5 milhões, sendo R$ 3,6 milhões provenientes do Governo do Estado.

Boa sorte

Mesmo tendo sido um dos principais cabo eleitorais de Gelson Merisio (PSD) durante a eleição, o prefeito de Chapecó, Luciano Buligon (sem partido), fez questão de desejar boa sorte ao novo governador eleito, Carlos Moisés da Silva (PSL). Para Buligon a eleição passou e, disse que confia no futuro governo de Moisés e da vice, Daniela Reinehr (PSL), que inclusive, é de Chapecó. “Nós temos uma boa impressão a respeito do governador Moisés e, queremos ajudá-lo”, disse.

Confirmações

Na sexta-feira o prefeito de Chapecó, Luciano Buligon (sem partido), anunciou Américo do Nascimento Júnior como o secretário do Desenvolvimento Urbano, enquanto que Aderbal Pedroso foi o escolhido para se licenciar da Câmara e assumir a Superintendência da Efapi. Porém, Pedroso tentou conversar com Buligon durante a sexta, para dizer que não poderia por uma questão legal, deixar a Celesc para assumir o cargo. No domingo, eles voltaram a conversar e a informação que corre nos bastidores, é de que Aderbal aceitou o convite, mas, não poderá assumir neste primeiro momento.

 

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