Falta de Bombeiro treinado fecha aeroporto

João Paulo Messer

João Paulo Messer

De novo o avião da LATAM não pousou em Jaguaruna, no Sul do Estado, por falta de estrutura de segurança exigida no protocolo que a empresa segue. Foi ontem. Hoje de novo a aeronave não decola, nem deve pousar no aeroporto. O motivo é ausência de uma autorização que a ANAC fornece para os Bombeiros que estão capacitados para atender possíveis sinistros. Alguns dias antes, um teste da ANAC com o corpo local comprovou a inaptidão para obter a credencial necessária. Quer dizer, os bombeiros testados não se mostraram habilitados a determinada manobra. Mesmo que este tipo de aptidão não seja exigido para aeroportos menores, a LATAM não pousa sem.

FALTA BOMBEIRO

Brasao

O problema do aeroporto de Jaguaruna é responsabilidade do Corpo de Bombeiros, logo, culpa exclusiva do Governo do Estado. Em síntese é o governo o responsável pelo aeroporto, pois é ele quem contrata a RDL que administra o local. Há menos de um mês que também a falta de equipamentos dos bombeiros ocasionou o transtorno.

POUSO FORÇADO

Nem todos os problemas que devem afetar os aeroportos regionais apareceram, ainda. Isso não é uma previsão, mas uma informação. As cidades de Lages e Concórdia já receberam notificação da empresa Azul Linhas Aéreas de que suspenderão os voos a partir de maio. A alegação é o corte em incentivos do ICMS sobre combustíveis. Esta situação parece contornada.

ARREMETIDA

Depois daquele corte abrupto nos incentivos fiscais o governo estadual começa a reestabelecer alguns subsídios. Um Projeto de Lei enviado à Assembleia Legislativa, nesta semana, concede benefícios a alguns setores com a redução da alíquota do ICMS, entre eles o do combustível de aviação. A lei deve ser aprovada antes da suspensão dos voos.

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MELHOR VOO

Mesmo que o subsídio ao combustível de aviação não fosse cortado, dificilmente o voo da Azul, entre Jaguaruna e Campinas, seria cortado. Isso porque a ocupação média do voo é de 92 por cento, um dos melhores índices do país.

NOVO HANGAR

Deve ser deflagrada urgentemente a mudança da base do helicóptero do SAER, hoje localizado no distrito do Rio Maina. A proposta que será apresentada através da ACIC aos deputados estaduais e federais, num encontro já programado para segunda-feira, é levar a base para o aeroporto Diomício Freitas. Há razões econômicas para isso.

SUCATEADO

O local onde está a base do SAER no Sul do Estado, atualmente, não atende mais as condições mínimas. Não atendia nem quando foi instalado naquele local. Houve uma decisão política apressada. Inclusive um conflito familiar do proprietário é razão para aumentar as dificuldades da base.

O CUSTO

Administrado pela RDL o aeroporto Diomício Freitas tem hoje um déficit mensal na ordem de R$ 20 mil. A transferência da unidade do SAER para este local reduz pela metade este valor. Longe dos olhos de muitos o aeroporto atende bem os interesses da aviação particular. Em média são nove voos diários.

PASSAGEIROS

O voo desviado de Jaguaruna para o aeroporto de Florianópolis ontem tinha cerca de 20 prefeitos de municípios das regiões de Criciúma, Araranguá e Tubarão. Eles retornavam da Marcha dos Prefeitos em Brasília. Além deles o deputado federal Ricardo Guidi foi outro penalizado com o transtorno.

POLÊMICA

Até a instalação de um telão no Parque das Nações, para a final do Big Brother Brasil da rede Globo hoje à noite, gera debate nas redes sociais. São críticas sobre o que chamam de “gasto desnecessário”. O governo alega preocupação com a imagem da cidade em uma transmissão em rede nacional.

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AMENIZANDO

Como presidente da Associação de Prefeitos do Extremo Sul Catarinense o prefeito de Maracajpa, Arlindo Rocha, deve ser procurado por colegas para amenizar críticas que ele fez à Marcha dos Prefeitos, nesta semana. Ele fez o desabafo na rádio Eldorado. Disse que o evento foi mais um palanque para o governo federal defender a reforma da previdência. Isso desagradou colegas de todo o país.

FECHOU

Desde ontem a Serra da Rocinha está totalmente fechada. A determinação afeta grande número de setores da economia do Sul do Estado que tem relações comerciais com a região serrana do Rio Grande do Sul.

Atualizado em:
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