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Sobre Paulinha, quem perde é Moisés e o PDT

Sabemos muito bem que os diálogos nos bastidores da política não são alinhados com as rodas de conversas na casa dos catarinenses. Portanto, quem olha somente para os bastidores para definir política, erra muito. Quem vota é o povo e a eleição é logo ali.

E esse é o caso da deputada Paulinha. Quem olha para a política de bastidores, seu distanciamento do governo Moisés e a sua expulsão do PDT, achará que ela arrumou um grande problema. Mas a verdade é justamente oposta, a parlamentar só ganhou com isso.

Em relação à posição política sobre o governo Moisés, se Paulinha não estiver com o governador, quem perde é ele. Querida pela população de sua região, Paulinha tem sobrevida para as próximas eleições e se não precisar carregar o peso Moisés, vai atuar com mais liberdade.

Portanto, quem olha a “política de umbigo” vai achar que ela está perdida, mas basta lembrar que logo mais, haverá eleição e então, perceberá que ela deverá sair ilesa. Aliás, a deputada só se queimou quando defendeu Moisés.  

Ela também se livra de um partido de esquerda e de ter que defender um presidenciável sem futuro. Agora, poderá se alinhar em um partido de centro e ocupar um maior espaço na política catarinense. Claro, caso faça uma boa escolha de partido.

Enfim, a expulsão de Paulinha e o seu distanciamento do governo Moisés não a prejudicam, pelo contrário, colocam ela em melhores condições no jogo político-eleitoral de Santa Catarina. Nesse jogo, a esquerda é mero coadjuvante e Moisés, todos já sabem.