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Impeachment é passado, SC precisa seguir

Esta será a última vez que devo escrever diretamente sobre o processo de Impeachment em Santa Catarina. Considero essa página virada em nosso estado. Portanto, é uníssono o desejo de todos em favor de um bom governo para os catarinenses.

Que os erros sirvam de exemplo para o governador. O passado sirva de termômetro e que o rancor não limite a possibilidade de diálogo com todas as frentes em nosso território.

Sobre o processo

Certamente, a conta desse Impeachment não virá agora. O preço de ignorar o caso dos respiradores e pouparem as omissões de Moisés custarão muito caro para dois parlamentares, e isto poderá vir na eleição.

Os dois parlamentares que irão pagar caro pelos votos apresentados são Valdir Cobalchini (MDB) e Marcos Vieira (PSDB). Ambos mudaram de lado e até agora não foi possível compreender a guinada dos parlamentares. Na verdade, todo mundo sabe que a dupla não morre de amores por Moisés, pelo contrário, a relação é de pura conveniência.

A dupla queria Moisés e Daniela fora. Júlio Garcia (PSD) era o governador preferido da dupla e da grande maioria dos parlamentares. Tudo mudou no voto de Lima (PL) e piorou no voto de Laércio (PSB).

Quando não deu certo Júlio como governador, vimos as coisas mudarem de figura. Cobalchini e Marcos Vieira mudaram de posição e preferiram deixar tudo como está. Portanto, a briga nunca foi pela omissão do governador Moisés no caso dos respiradores, foi por ocupar espaços no Poder Executivo.

A dança nas cadeiras no governo serviram para demonstrar exatamente isso e o catarinense percebeu toda essa costura. Moisés foi salvo e o governo foi recheado de personagens políticos conhecidos nas pastas do governo.

Tem mais

Sim, tem mais dois deputados que votaram para Moisés voltar. Mas estes dois são de votos esperados e posições compreensíveis. Fabiano da Luz é petista, seria muito estranho ele apoiar Daniela. O fator Lula, o Impeachment da Dilma e as eleições de 2022 também pesaram no voto. Portanto, ser contrário à Daniela é puramente compreensível.

O deputado estadual Zé Milton Scheffer (PP) é um dos principais aliados de Moisés e assim esteve em quase todo esse processo. Portanto, não surpreende. Se alguém quiser criticá-lo, precisará criticar a sua posição e não o voto. Fora isso, é injusto.

Daniela

Teve a segunda oportunidades e não conseguiu abraçar. Daniela tinha a boa vontade do catarinense em recebê-la como governadora, mas preferiu montar um governo com personagens que possuem reputações questionáveis, não conseguiu o apoio maciço do catarinense e tentou usar as mesmas táticas de Moisés. Pronto, ponto para ele, que voltou mais forte!

Caos

O secretário André Motta Ribeiro tem sido um mensageiro do apocalipse e já volta na mesma toada. Carmen Zanotto foi uma secretária que sempre foi direta sobre o avanço do vírus, alertando sobre os riscos e sem assustar o catarinense.

André já voltou e em uma semana já está ameaçando o caos na saúde. O secretário gosta dessa linguagem do caos e insiste nela. Já ameaça a terceira onda da Covid-19 em Santa Catarina.

Enquanto isso, aguardamos o sistema de saúde ser efetivamente preparado para combater a pandemia. Como Moisés prometeu lá em março de 2020.