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Vacina: Cancelamento do convênio entre Butantan e Fecam já era previsto

Enquanto prefeitos catarinenses que representam a Federação Catarinense de Municípios (Fecam) tiravam fotos ao lado de João Dória e comemoravam a conquista de vacinas via Instituto Butantan, eu falava no rádio: “Isso não é prerrogativa da Fecam e não passa de oportunismo desses prefeitos!”

Dito e feito, a imprensa noticia assustada que foi cancelado o convênio e as pessoas já começam a se preocupar porque não teremos vacina. Mas não é bem assim, entenda:

Esse ato da Fecam nunca passou de placebo para alimentar o ego dos políticos catarinenses que flertam com Dória. Os especialistas sempre deixaram claro que o Brasil tem um histórico regular em Campanhas de Vacinação e irá gerir soberanamente nessas aquisições iniciais.

O governador paulista conseguiu tumultuar, prometeu começar a vacinar os paulistas em dezembro e agora, não passa de farinha aos ventos. O tempo passou e agora, o Governo Federal sinalizou que irá adquirir todas as vacinas produzidas pelo Instituto e distribuir para todo o país. Com isso, qualquer outro convênio torna-se secundário ante ao plano nacional.

O que cabem aos prefeitos e governadores são as aplicações das vacinas nas pessoas, aliás, por isso serão cobrados. Isto é, chegando a vacina na cidade, precisarão ser eficientes e competentes o suficiente para vacinar o seu povo. Precisarão de seringas e agulhas, precisarão de forças tarefas e de locais preparados para vacinar o povo.

O prefeito não vai ser cobrado pela chegada da vacina. Mas será pela desorganização, falta de comunicação com o munícipes e pelas longas filas para vacinar. Fora isso é politicagem e oportunismo!