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Daniela precisa ser uma governadora popular para sobreviver

A cada dia que passa, o presidente Jair Bolsonaro surpreende o país com comportamentos de um líder que está atento aos números de popularidade. Um agachamento junto com policiais rodoviários federais na capital catarinense, se molhar na água com crianças no nordeste, andar no meio da multidão fugindo do protocolo, andar de moto dando correria à sua segurança, são alguns dos diversos exemplos.

O presidente da República sabe que precisa do apoio popular, para isso, todos os atos de um Chefe de Estado popular precisam estar harmonizados com a simpatia popular. Tanto é verdade, que o próprio intocável Sergio Moro viu-se sucumbir em uma queda de braço com o presidente.

Em tempos de redes sociais, com a democratização da informação e a necessidade constante de estar alinhado aos algoritmos da internet, a governadora de todos os catarinenses precisa se portar como tal. Até agora, ela tem sido como os demais.

Daniela tem cumprido agendas tradicionais, visitando os mesmos lugares que governadores anteriores fizeram. Por exemplo: Visitar associações empresariais são extremamente fundamentais, mas não são agendas populares e muita das vezes questionadas pelo “povão”. Se isso acontecer, a governadora precisa fugir do protocolo e visitar o povo de fato. Ela precisa cair nas “graças” do catarinense.

Posar ao lado de prefeitos, deputados federais, deputados estaduais, presidentes de associações e empresários de multinacionais não vão amolecer o coração dos deputados e sustentarem seu governo. Somente por alinhamento ao povo, farão os deputados mudarem de ideia.

Ser popular é de extrema necessidade para a governadora, mais que seus antecessores. Daniela precisará provar que é uma boa governadora, mesmo com o nítido desinteresse do parlamento em torno disso. Ou seja, terá que ser mais que os demais. O apoio popular aterroriza políticos e só assim, colocará medo nos deputados.

Mas para ser mais, terá que ter o povo ao seu lado e não será, mantendo essa agenda tradicional dos governadores de Santa Catarina. Aliás, é isso que o catarinense não quer mais!