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Impeachment moises e daniela schuch

Schuch: Um voto que precisa ser emoldurado de tão genial

No mundo jurídico, o desembargador considerado o mais brilhante dentre os cinco que votaram no processo de Impeachment, é justamente aquele que considerou necessário o julgamento de Impeachment que se apresentara: Luiz Felipe Siegert Schuch. Registra-se que seu voto também foi fundamentalmente jurídico, mas em momento algum menosprezou o voto dos parlamentares, aliás, registrou o cerne do Impeachment e seus fundamentos políticos.

Com uma fundamentação impressionante, Schuch deu uma aula aos demais desembargadores do que é um processo de Impeachment e a sua natureza jurídica. A fundamental doutrina de Paulo Brossard sobre “O Impeachment” foi muito utilizada pelo magistrado e a história do Impeachment foi detalhada de forma genial.

“A responsabilização dos homens pelos seus atos remontam as raízes das comunidades humanos desde quando as tribos se reuniam para deliberar sobre a pena aplicável aos acusados de condutas graves (…)” Era assim que começava o apanhado histórico do ilustre desembargador. Citou casos da Antiguidade, rememorando o ateniense Temístocles  e Cipião Africano, o general romano. Ambos foram acusados por atos enquanto estavam no poder. O primeiro até conseguiu asilo em território que no passado fora seu inimigo. O segundo, foi acusado de ter roubado Antíoco III. Cipião ficou famoso pela frase “Pátria ingrata, não terás sequer os meus ossos!”

Por fim, com uma interpretação lógico-sistemática sobre o fato em tela, defendeu a continuidade do processo de Impeachment contra Moisés e Daniela. Sem dúvidas, o seu voto deveria tornar-se um livro, de tão esplendoroso!

Sugiro que assista, é um deleite: