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Análise: Impeachment é a vacina para salvar Santa Catarina

Não é novidade para ninguém que a vacina contra um governo doentio e eivado de irregularidades é o Impeachment, e como qualquer outra prescrição, inevitavelmente, não estará imune a efeitos colaterais. Portanto, a premissa de que o estado não merece passar por isso e que a economia vai ser prejudicada, são argumentos colaterais em relação ao problema central que é o próprio governador.

O governador de Santa Catarina, enquanto maestro de uma orquestra, atuou fora de tom e descompassado da realidade. Pressupondo que os empresários, políticos e demais autoridades não estavam no páreo de sua moralidade, foram sumariamente ignorados em sua gestão.

Pior que isso, no altar da sua moralidade fez questão de defender seus adeptos e por vezes ignorou aquilo que estava estampado como ato criminoso, uma fraude em equipamentos que servem para salvar vidas. Douglas Borba só faltou “sair de camburão” e só não aconteceu por ter renunciado. Helton Zeferino pediu o boné e os demais integrantes do governo com problemas somente saíram por decisões unilaterais, nunca partindo do governador.

Para piorar, mentiu à maior CPI da história do poder legislativo, fazendo de conta que o Poder que investigava o escândalo dos respiradores fosse apenas uma cena de teatro. Pagou para ver e viu!

Parece que não tem como piorar, mas tem. Ele conseguiu estampar na agenda da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, no Tribunal de Justiça de Santa Catarina, no Tribunal de Contas do Estado, no Ministério Público, na Polícia Civil, Polícia Federal e agora no Superior Tribunal de Justiça. Como sempre, faz cara de paisagem e diz que não tem nada a ver com isso.

Se fosse em dias normais, a inocência de Moisés era uma certeza até que fosse provado o contrário. Todavia, nesse nível do processo e sua conduta negligente no poder, fez abrir precedente para imensas dúvidas.

A pandemia ainda expôs uma face nefasta do governador: A arrogância. Usou e abusou da sua autonomia de mandar o povo ficar em casa e a economia praticamente parar. Ainda ousou em não ouvir ninguém, nem mesmo os prefeitos das cidades catarinenses. Tomadas de decisões conjuntas não aconteceram até que fosse necessário. Quando o negócio apertou e ele tinha que lidar com Impeachment, jogou no colo dos prefeitos municipais.

De fato, a vacina para salvar Santa Catarina vem depois de um dano irreversível, talvez tenhamos efeitos colaterais. Mas há uma grande certeza: O vírus da arrogância, da prepotência, da negligência e da soberba receberão os efeitos dos anticorpos. Infelizmente, o paciente continuará infectado e com diversas inflamações, precisando de atenção e cuidado.

Sexta-feira é o prazo para aplicação da vacina contra esse governo nefasto. Agora, aguardaremos ansiosamente a vacina contra a Covid-19 e o liame do julgamento de Moisés e sua vice.