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Oportunismo de Merísio escancara o egoísmo de Moisés

A arrogância de Moisés é o placebo para evitar a dor da queda. Seu discurso baixo contra a Assembleia Legislativa é o ópio nos dias finais da trágica atuação no comando do governo de Santa Catarina.

Atacar os oponentes não é peculiaridade deste governador e já vem sendo ensinado desde os tempos de “A Arte da Guerra”, aliás, o ensinamento é, nunca deixe seu inimigo encurralado que ele irá se voltar contra ti. Portanto, os ataques de Moisés é de um oponente encurralado, sem saída e que aguarda o golpe fatal com os votos dos parlamentares catarinenses.

No altar da soberba até tentou algumas estrategias, todas elas em vão ou mal elaboradas. As negativas para alguém assumir a Casa Civil demonstraram o total descrédito e o quanto era ruim para o currículo de um catarinense, assumir tal pasta em tempos de Moisés. Há quem diga que o governo ofereceu a pasta para Zé Milton (PP), que prontamente recusou, aceitando apenas assumir a Agricultura. Veja, numa lógica estrutural, todas as pastas são subordinadas à Casa Civil.  Zé Milton foi usado como exemplo, diante da proximidade de ambos.

Sem saída, chegou Fábio Schiochet (PSL): O deputado federal viria para reorganizar o governo de Santa Catarina e definir um nome de peso para a Casa Civil, além de outras pastas. Passaram-se semanas e nada mudou, o deputado demonstrou-se ínfimo na articulação política e no comando de seu partido. Convidou inúmeras pessoas e tentou alinhar-se com deputados em torno de um voto favorável à Moisés, mas nada conseguiu.

Diante desse cenário, surge o maior adversário político de Moisés: Gelson Merísio (PSDB) com a missão oficial de salvar Moisés. Merísio de maneira oportunista, se alia ao governo Moisés para “tentar” salvá-los. Se conseguir, assume a Casa Civil e se não conseguir: É premiado com a renúncia de Moisés e Daniela.

Para o governador, a renúncia é a saída com aura de vitória: Tira de Júlio Garcia (PSD) as chances de ser eleito por votação indireta na Alesc e dá à Merísio, o maior adversário político de Júlio, a chance de conquistar no voto popular, o Governo de Santa Catarina.

Isso demonstra puro egoísmo de um governador e o oportunismo de um político derrotado nas urnas. Essa é a união de conveniências.