Último Ato

O governador Raimundo Colombo faz hoje o seu último ato. Vai à Assembleia Legislativa na primeira hora da tarde e direto no gabinete do presidente, deputado Aldo Schneider (PMDB), entrega a sua renúncia. Formalidade exigida. Logo depois concede entrevista no mesmo ambiente atendendo a imprensa. Completa sete anos de mandato com uma despedida assim. Sábado em Lages começa nova vida.

Óbvio que ao analisar a estratégia há de se levar em conta que Raimundo Colombo poderia sair por um corredor de agradecimentos. Como estratégia, por passar o governo a um aliado, sua despedida poderia ter alguma carga de marketing ainda de governador, mas a opção foi aceitar a estratégia do PMDB, que antecipou a transição.

Pelo visto Raimundo Colombo terá ar de vida nova a partir de sábado, com o pré-lançamento da sua candidatura ao Senado. E é lá que ele vai usar o discurso do que deixou no governo. Vai dizer que pretende voltar ao Senado, agora com a experiência de dois mandatos de governador.

Municípios
O know how de ex-presidente da Assembleia Legislativa e prefeito de Itajaí, o atual presidente da Federação Catarinense dos Municípios, ex-petista e hoje peemedebista Volnei Morastoni, até que deu ligeiro tom de firmeza na união dos prefeitos. A entidade fez reunião extraordinária ontem. A ideia era ouvir consolo aos caixas municipais. Restou à reunião a cena de um consolar o outro: a situação caótica é geral.

Fala do Estado
Foram à reunião da FECAM os Secretários de Estado da Saúde e o de Fazenda. Nem Acélio Casagrande, tão pouco Paulo Eli, respectivamente, deram notícia boa. Apenas venderam esperança. Houve quem tentou forçar o Secretário da Fazenda dizer que o Fundam II “não sairá mais”. Por cautela política, ele disse que sairá, mas de outro modo. Não cravou espada nas costas de Raimundo Colombo, como alguns desejavam.

Assunto de Criciúma

Seguindo um raciocínio que faço há tempos em Criciúma, o prefeito Clésio Salvaro (Criciúma) sofre prejuízo da estratégia política por não ter alguém identificado como oposição, pasmen, este “remédio” pode sair de dentro do próprio partido. Explico: o vereador Júlio Kaminski, eleito pelo PSDB pediu para sair do partido. Tem-se como lógico que para onde ele for, irá para firmar-se com contundência ainda maior do que já faz no Legislativo. Sendo do partido do prefeito ele já é o campeão de requerimentos e protagonista de algumas saias-justas do governo. Não será surpresa se lá por meados do ano que vem ele se transforme no franco atirador contra o governo oferecendo o que Clésio Salvaro melhor sabe fazer: ir para o debate.

O salto
Júlio Kaminski não está saindo porque o PSDB não lhe garantiu a presidência da Câmara no início do ano passado, nem porque não tem cargos no governo ou qualquer outro destes argumentos que seriam óbvios. Vereador de primeiro mandato, ele têm mais pressa do que encontrou até então. Resta saber se para onde for também não terá que entrar numa fila longa.

Asas livres
Tucano ou não, Júlio Kaminski é do tipo que não pode ter asas presas. Dá-se muito melhor na oposição. Fosse um time de futebol, diria que ele joga mais parecido com o estilo de Ademir Honorato. Conhece dos assuntos onde se envolve e mergulha fundo.

BELA HISTÓRIA – Valberto Berkembrock, de 51 anos, será sepultado hoje em Forquilhinha, deixa uma ficha enorme de serviços na área pública. Foi assessor estratégico da prefeitura de Criciúma no governo de Décio Góes, quem acompanhou na prefeitura no Balneário Rincão e por oito anos atuou com o prefeito Douglas Guinga Warmling, em Siderópolis. Sabia como ninguém conciliar gestão com política.

Berkembrock foi encontrado, morto, no banheiro de sua própria casa pelo pai. Há seis anos passou por uma cirurgia bariátrica, depois teve complicações e agora aguardava o transplante de fígado. Nos últimos tempos evitava inclusive conversar com os amigos, que ele tinha em todos os partidos políticos e cidades da região. Foi vereador em Forquilhinha.

 

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