Tempos de tensão sindical

A reforma trabalhista segue expondo lentamente suas consequências na relação entre empregado e empregador. Nem os primeiros números ou fatos podem ser considerados, ainda. Há incertezas de ambos os lados. Certeza existe apenas nos intermediários desta relação, os sindicatos. Estes já sentem no caixa a consequência da nova legislação. Pode ser que no futuro o trabalhador sinta a ausência ou fragilidade do seu sindicato, mas hoje só o que é palpável é a fragilização deste setor. E na maioria o setor sindical laboral nunca foi tão bem relacionado com o trabalhador, porque a contribuição era obrigatória. Este setor é visto pela classe patronal como o “atravessador” da relação de capital e trabalho. Hoje nem a enorme instabilidade econômica abala tanto o setor empresarial ou o alto índice de desemprego é tão ameaçador ao empregado, quanto a legislação trabalhista afeta os sindicatos.

Resistência
Só irão resistir os sindicatos que tratarem seus associados com o respeito e a atenção que merecem. Sindicato que não se reinventar está fadado ao desaparecimento. O modelo antigo sucateou. Criciúma tem sindicatos que não terão tanta dificuldade. Além disso, as instituições sindicais de Criciúma sofrem com a imagem construída ao longo dos anos por seus próprios atos.

O amanhã
A prepotência sindical, assim como a arrogância de setores aliados que foram autoridade extrema, caiu com um só “golpe”. Esta constatação não deve ser vista como uma sentença, mas uma percepção. Ontem foi o PT quem perdeu, hoje é o movimento sindical que luta para sobreviver, já amanhã não sabemos. Se a análise vier de um sindicalista ele dirá que a vítima da vez será o trabalhador. Se a análise for do empreendedor ele dirá o inverso. Nem um, nem outro. Não se recomenda os extremos. O meio termo é sempre melhor

Grande erro
O uso do MST na breve greve dos metalúrgicos pode até ser uma demonstração de força do movimento sindical, mas foi um grande erro a medida que os Sindicatos precisam melhorar a sua imagem. O trabalhador sindicalizado não se vê comparado ou representado por este movimento que já tem a estrela cravada no peito.

Pedido de prisão
Informação desconversada pelas partes e até negada, mas confirmada por fontes jurídicas da coluna, revelam que o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Criciúma entrou com pedido de prisão do Secretário Municipal de Fazenda, Robson Gotuzzo. O juiz indeferiu a prisão, mas deu prazo à parte explicar questões administrativas.

Perda de receita
A ação ajuizada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Criciúma gira em torno da diminuição do repasse da contribuição sindical. A prefeitura que repassava ao Siserp mais de R$ 50 mil todos os meses, agora está repassando menos de R$ 30 mil. Como agora a contribuição não é obrigatória e o governo está em flagrante campanha contra a filiação, o faturamento do sindicato despencou.

Arrecadação
Estima-se, a partir de informações extraoficiais colhidas tanto com fontes do Sindicato como da prefeitura, que o orçamento do Siserp que superava a casa dos R$ 2 milhões/ano deve cair para cerca de R$ 800 mil/ano. Todos os sindicatos terão perdas.

Ministro novo
A deputada federal Geovania de Sá (PDSB) esteve ontem com o novo Ministro das Cidades, Alexandre Baldy. Entregou uma relação de pedidos de liberação de recursos para os municípios de totó o Estado. São projetos que já estão pré-selecionados no programa Avançar Cidades.

Crer ou não crer na fonte
Se a primeira fonte a me confirmar – há seis meses – que Júlio Garcia comandaria o processo político em nome do governador e o vice estiver certa de novo, o governador Raimundo Colombo fez ontem a segunda etapa de um planejamento acordado entre ele e o vice-governador. Foi o anúncio do pagamento do ano de 2016 aos servidores públicos. Seguindo o cenário arquitetado, agora seria o PMDB quem deveria fazer a sua parte, substituir o candidato a governador Mauro Mariani por Udo Döhler. Só então viria a próxima fase, o anuncia da data da licença ou renúncia de Raimundo Colombo. A dúvida é: crer ou não crer na fonte? Eis a questão.

EXTRAORDINÁRIA A Câmara de Vereadores de Criciúma tem um pacote de projetos que vota hoje na famosa operação “limpa pauta”.

SANGÃO No bairro Sangão (Criciúma) moradores aguardaram 15 dias para que aparecesse alguém da prefeitura para resolver o problema de esgoto. Nesta semana uma equipe esteve no local, mas arrancou a lajota paga pelos moradores e agora pediu pelo menos mais 15 dias para que outra equipe recoloque as lajotas. Espera-se que não obstruam o esgoto de novo.

ALÔ INTERIOR O prefeito JK de Orleans recebeu ontem o convênio de R$ 200 mil para instalação de Internet e telefonia Rural no interior do município. Agora a prefeitura colocará mais R$ 100 mil e Câmara de Vereadores outros R$ 100 mil.

PARTIDO O vereador Daniel Freitas (PP) estava em uma barbearia falando ao telefone. Concedia entrevista à produtora da rádio Eldorado sobre o projeto Escola Sem Partido, quando identificado por um professor que estava no ambiente e passou a agredir verbalmente o vereador por causa do Projeto Escola Sem Partido.

MULTA O vereador Zairo Casagrande (PSD) envolveu-se num bate boca com guardas de trânsito. Em Boletim de Ocorrência é acusado de ameaçar os agentes com transferência ou demissão do cargo. A discussão surgiu porque o carro do vereador estaria mal estacionando, com licenciamento em atraso e com R$ 2,5 mil em multas.

FRASE DO DIA
“O professor Dourival Giassi vai buscar na Justiça o reparo ao dano que lhe vem sendo causado. Primeiro pela CPI da Câmara de Vereadores, o que leva meu cliente a buscar o reparo em ação contra o município. Já a decisão do Conselho da Unesc e afastá-lo de um cargo ao qual ele foi eleito, e uma decisão política”.
Ivo Carminatti em meio à numa longa exposição em que invoca a inocência do seu cliente, professor Dourival Giassi, afastado de suas funções na Unesc, nesta semana.

Deixe seu comentário:

Pin It on Pinterest