A sintonia e lealdade de Raimundo e Eduardo

A posse de Eduardo Moreira, nesta sexta-feira, é a prova da sintonia e lealdade mantidas por ele e Raimundo Colombo. Afinal, qual governador abriria mão do cargo, dois meses antes, do prazo legal. E se diga de passagem, a transição se dá de um governador cujo presidente do partido diz que sob hipótese alguma fará aliança com o PMDB. E quem assume o cargo é o vice-governador de um partido cujo presidente diz que não há coligação com o PSD. Colombo e Moreira fazem o gesto que os mostra acima dos seus partidos. Lê-se claramente que Raimundo Colombo quer o PMDB para eleger-se Senador e aposta piamente que Eduardo Moreira vai lhe garantir isso.

No evento que acontece às 15h desta sexta-feira no Centrosul deve haver uma invasão de peemedebistas provenientes de todos os cantos do Estado. O PMDB é a sigla que melhor sabe potencializar estes momentos. Colombo vai ver um ato que seu partido nunca lhe fez. Aliás, há orientações para que os peemedebistas emocionem Colombo, como forma de agradecer o presente: o governo.

Eduardo Moreira terá a partir  de agora quatro meses para se cacifar à candidatura de reeleição em outubro. Para isso fará um governo técnico, enfrentando pontos cruciais como a Saúde e a Segurança Pública. Estas duas foram marcas em que Colombo ficou devendo. Na infraestrutura apenas deve manter o ritmo. O sul, por exemplo, não tem o que reclamar desta pasta.

Aliados de Moreira apostam na habilidade do peemedebista na hora de atender os prefeitos. Ele é considerado de agenda fácil e conversa agradável. Isso combinado com a caneta na mão constrói aliados inclusive de outros partidos. E são estes mesmos atributos e condições que podem reverter para Moreira o apoio que as bancadas estadual e federal têm hoje empenhados com Mauro Mariani.

Sobre a estratégia para ser o candidato peemedebista a governador Eduardo Moreira deve começar a mostrar hoje o exército com batalhões e pelotões espalhados por cada região catarinense. Como ninguém conhece melhor o partido do que ele, sua ação deve ser criar primeiro a de criar o movimento interno pedindo que ele seja o candidato. Depois virá a construção com outras siglas.

Minha aposta é que se Moreira levar uma semana para atrair o apoio integral da bancada de deputados à sua candidatura, não necessitará de mais tempo para obter o voto aberto de Udo Döhler, prefeito de Joinville, que é da terra de Mauro Mariani e já foi candidato a governador.

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