Sb as ondas das Eleições 2018 e outras da coluna do Sul

Amin e o surfe
Pai e filho sabem tudo de surfar a onda. João Amin, o filho, tem no calendário pessoal alguns dias do ano dedicados à prática de um dos esportes mais populares em Santa Catarina. Viaja para surfar. Pois o pai é expert em outro tipo de surfe, o eleitoral. Sábado da semana passada ele entrou mais uma vez em uma onda em Criciúma. E olha que essa onda começou a se formar na capital e por um criciumense, Eduardo Moreira. Experiente em mar de todo tipo, Amin entrou certo. Surfa a onda das circunstâncias. Se falar com o filho este fará a analogia à manobra conhecida como “dropar”, que e quando ele está na crista da onda e se prepara para ir à base dela, o que completa a manobra. Pois é ai que mora o perigo para o pai. Ele está na crista, agora resta saber como encerra, se pegando um belo “tubo” ou se vai para a “tirada”, que é quando é obrigado a sair porque deu errado.

INÍCIO
Desde os tempos em que Luiz Henrique da Silveira encorajou alguns progressistas a criar um projeto não dependente de Amin, existe o cenário que ele enfrenta hoje. Em 2014, Joares Ponticelli assumiu a liderança do que seria a renovação no PP. Só haveria renovação se Amin ficasse fora. Pois nos últimos minutos da convenção Amin ditou as regras e colou o PP vice do PSDB. O “novo” tinha outro rumo.

ESPELHO
O PP tenta fazer com Esperidião Amin o que o MDB pode ter feito com Eduardo Moreira agora. Ele ficou sem saída. É redundante, mas “a saída de Moreira foi procurar a saída”. A diferença é que no MDB brotaram várias lideranças sob a sombra de Luiz Henrique da Silveira, que as mantinha sob controle. O PP não criou ninguém sob a sombra de Amin. O correto da frase seria: o Amin não criou ninguém, nem para ficar sob o seu controle.

PRENÚNCIO
A minha insistência sobre as incertezas da onda que Esperidião Amin está surfando se justifica com as informações de que ele vai enfrentar muita dificuldade interna, seja no PP ou nos aliados. Devemos lembrar que um candidato é definido pelas convenções, não pelas pesquisas.

EXPERIÊNCIAS
Costuma-se ouvir aqui no Sul, que no Norte do Estado o desenvolvimento é maior por questões como entrosamento de lideranças e unidade partidária na defesa dos pleitos. Para conferir se “a grama do vizinho é mais verde”, acontece na semana que vem na Associação Empresarial um evento com a presença do prefeito de Joinville, Udo Döhler.

OBJETIVO
Óbvio que o objetivo dos promotores da palestra na ACIC, segunda-feira, não é comparar situações e estratégias, mas a oportunidade deve servir para desmisticar teses do segredo do maior desenvolvimento. Udo Döhler vai falar de experiências na gestão pública e trocar informações com gestores das áreas pública e privada do Sul, segunda-feira às 19h na ACIC.

SERVIÇO DOENTE
Um levantamento da prefeitura de Criciúma revela o assustador dado de que sete por cento dos servidores municipais com estabilidade estão com atestado médico. Quase dois terços destes são da Educação. O setor de saúde vem logo a seguir.

ATESTADO
É tão flagrante a desconfiança da administração municipal que será criado uma junta médica com a função específica de analisar os casos. Uma espécie de vigilância sobre os atestados médicos concedidos. Esta prática depõe contra a categoria.

Tensão sindical
A greve dos metalúrgicos deflagrada em duas diferentes empresas nos últimos dois dias é, além de uma ação sindical tradicional, um movimento que visa preservar a força sindical laboral. Isso é usado pelo setor patronal como estratégia de revide. É flagrante a fragilização dos sindicatos de trabalhadores em virtude da reforma trabalhista. A retirada da obrigatoriedade da contribuição sindical fulmina sindicatos que não forem fortes o suficiente para enfrentar essa guerra. Os patrões dizem aos trabalhadores que eles estão sendo “usados” pelos sindicalistas. O inverso sempre foi dito. Ambos os argumentos tem verdades e mentiras. Sindicatos de trabalhadores lutam em enorme desvantagem de circunstâncias.

O JOGO Quando chegou ao “piquete” no portão de uma empresa metalúrgica em greve, ontem faltando dez minutos para começar o jogo da seleção brasileira, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos encontrou apenas uma única pessoa.

SEM ISENÇÃO O Criciúma Esporte Clube não ira conseguir a isenção do IPTU como pleiteia. Isso já está bem claro nos bastidores da equipe do governo municipal criada para analisar os pedidos. O clube protocolou seu pleito sugerindo troca de serviços.

CASTACATA A razão para não conceder isenção de IPTU para o Criciúma Esporte Clube é que aberta a exceção ela levará dezenas ou até centena de outras entidades a pleitear o mesmo.

ANÁLISE A Câmara de Vereadores de Criciúma analisa a possibilidade de seguir as demais principais cidade do Estado e mudar o horário das sessões. As razões para isso vão desde economia ao fazer as sessões mais cedo – hoje é às 19h – a atrair maior atenção do público.

CONFLITO As sessões do Legislativo no horário atual eram validas quando os tempos eram dos vereadores que faziam a atividade como complemento à sua atividade. Hoje as estruturas cresceram e o horário conflita com agendas de outras instituições e custa mais caro, pois o sistema precisa estender horário.

FRASE DO DIA
“Esse assunto é relevante e é importante ser discutido. Para melhor avaliar, os especialistas irão auxiliar a Junta Médica, mas sem prejudicar o atendimento à população, para que possamos rever a quantidade de profissionais afastados”.
Clésio Salvaro, prefeito de Criciúma, justificando medidas para acompanhar o “adoecimento em massa” dos servidores públicos municipais de Criciúma.

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