Rumores sobre os riscos do Fundam II

Na terça-feira da semana passada, enquanto os rumores eram de que o Conselho Gestor do Governo do Estado estava reunido de forma emergencial para discutir alternativas ao que teria sido a negativa do BNDES ao financiamento que dará vida ao Fundam II, veio outro tipo de anúncio. O governador do Estado informou naquele dia que a demorada reunião havida naquele dia foi para definir a data de pagamento da primeira parcela do 13º salário e confirmar pagamento do salário de julho.

A assessoria do governador negou categoricamente que haja qualquer sobressalto no andamento do pedido de empréstimo R$ 1,5 bilhão. Ainda não foi aprovado, mas nada foi negado.

A suspeita que alimentou boatos sobre riscos à concessão do empréstimo de R$ 1,5 bilhão pelo BNDES ao Governo do Estado, para o Fundam II, encontra amparo na teoria lógica do momento político. O Governo Federal, que é o controlador do BNDES, pode condicionar a liberação do financiamento aos votos que Santa Catarina tem no plenário da Câmara dos Deputados e no Senado. É do jogo político. Se fizer isso não terá sido o criador desta estratégia.
Para o palácio do Planalto o governador Raimundo Colombo tem ascendência sobre os três votos do PSD, os dois do PP, os cinco do PMDB e os dois do PSDB. Totalizaria 12 dos 16 votos na Câmara dos Deputados e três dos três no Senado.

O Fundam II está na mão do BNDES que está nas mãos do Governo Federal que está nas mãos dos deputados e senadores que à teoria política em Santa Catarina estão na mão do Governo do Estado que está na mão do Fundam II para salvar o último ano do governo.

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