Racha entre PSD e MDB é irreversível, Pinho Moreira tenta barrar votação da MP do ICMS, MP da Saúde gera impasse entre outros destaques

Quem acessar a coluna do colega João Paulo Messer aqui no SCemPauta, verá que emedebistas e pessedistas estão cada vez mais distantes e, que não há chance alguma de reaproximação. Messer relata que o governador Eduardo Pinho Moreira (MDB) em um corte horizontal, tirou todos os cargos restantes do PSD no Sul do estado, sendo que alguns serão ocupados por filiados do MDB que serão remanejados.

Indicados do ex-governador Raimundo Colombo (PSD) e até de Júlio Garcia, perderam os seus espaços, dando a entender que se trata de um claro recado de Pinho Moreira ao PSD e, que ainda poderá ser ampliado. Acontece que na coluna de segunda-feira (30), relatei que em troca de apoio a Garcia, Astrit Tozzo teve a garantia de que ficará a frente da ADR de Chapecó, e que o vereador Aderbal Pedroso será mantido no comando regional da Celesc. Essa situação teria sido costurada pelo ex-conselheiro do Tribunal de Contas junto ao próprio Pinho Moreira, porém, qual seria a vantagem neste momento para o governador, manter um acordo que não lhe dará nada em troca, já que Júlio Garcia não conseguirá entregar o que lhe prometeu, no caso, o apoio do PSD ao MDB.

Isso, sem falar no desgaste que ele poderá ter na região de Criciúma, onde fica a sua base, caso mantenha pessedistas em seus cargos nas outras regiões, enquanto que no Sul foi passada a tesoura.  Portanto, novos cortes vem aí, além da apresentação de números como forma de tirar qualquer responsabilidade das costas do governo de Eduardo Pinho Moreira, jogando todos os problemas das finanças do Estado no governo Colombo. Dessa forma, alguém consegue imaginar um palanque com emedebistas e pessedistas se abraçando, depois de tudo o que aconteceu nos últimos dias?

MP do ICMS

A semana que encurtou com o feriado, deverá ter muita articulação nos bastidores da política catarinense. Na Assembleia Legislativa os deputados da oposição a Eduardo Pinho Moreira (MDB), tentarão colocar em pauta no plenário, a MP do governo rejeitada na Comissão de Constituição e Justiça, que estabelece a redução do percentual do ICMS. Essa possibilidade fez com que Pinho Moreira corresse para tentar junto aos deputados do MDB, sobretudo junto ao seu líder Valdir Cobalchini (MDB), evitar que vá para a votação. Ele tem a certeza que a MP também será rejeitada em plenário, sendo definitivamente derrubada.

Cobalchini foi chamado para barrar a votação da MP.

Voltou a criticar

O pré-candidato a governador, deputado Gelson Merisio (PSD), escreveu um artigo sobre a medida provisória a qual, segundo o governo de Eduardo Pinho Moreira (MDB), reduz o ICMS de 17% para 12%. No texto, Merisio escreve que em qualquer lugar do Brasil, a notícia de que um governo vai reduzir imposto seria recebida com festa pela população, em especial pelo setor produtivo, mas, que aqui em Santa Catarina um atropelo do Governo do Estado segundo o pessedista, acabou causando o efeito contrário. “Logo após o anúncio da Medida Provisória 220 – que teoricamente reduziria o ICMS de 17% para 12%, mas que, na prática, reduz o benefício fiscal oferecido para parte do setor produtivo – o que se viu foi uma romaria de empresários à Secretaria da Fazenda, preocupados com aumento do custo e à ameaça de desemprego em massa. Dois fatores chamaram muito a atenção ao anúncio: o caráter de urgência dado à alteração e a informação de que a mudança aumentaria em R$ 58 milhões a arrecadação do Estado. Ficou explícito que algo estava errado e que, como diz a expressão portuguesa, era caso de cortesia com o chapéu alheio”, escreveu Merisio.

Segue o artigo

Ainda em seu artigo, o deputado estadual Gelson Merisio (PSD) escreveu que a divulgada redução de alíquota trazia embutido um aumento na base de arrecadação. “Se sobrevivemos ao auge da crise de 2015 a 2017 sem aumentar impostos, porque admitiríamos isso agora, em momento de retomada, quando Santa Catarina já está com arrecadação 11% maior que a do ano passado? Apenas o anúncio dessa alteração já provocou cancelamentos de pedidos no setor têxtil. Felizmente o Legislativo teve o bom senso de perceber que uma medida como essa demandaria um debate muito maior. Se houvesse um problema fiscal que estivesse causando desemprego, caberia a MP. Mas não há o que justifique fazer com relevância e urgência somente para aumento de arrecadação. O impacto poderia ter sido devastador para a nossa economia. É preciso ter em mente que sempre que há um beneficiado, há também um prejudicado. Que o susto sirva de lição antes dos próximos anúncios de falsas bondades ao contribuinte”, criticou o líder pessedista.

MP da Saúde

Uma medida que serviu de contra-ataque do MDB na Assembleia Legislativa contra o PSD, foi a rejeição da Medida Provisória da Saúde, assinada em 2017 pelo então governador Raimundo Colombo (PSD), o que no entendimento dos emedebistas poderá deixar o pessedista inelegível. Deputados defendem que, com a derrubada da MP, as contas de Colombo serão rejeitadas. Porém, há uma discordância entre os parlamentares de vários partidos, sendo que alguns entendem que a medida estava em vigor ao final do ano passado, portanto, não caberia mais a rejeição no Tribunal de Contas do Estado, somente na Alesc. Uma fonte adiantou que indo ao plenário do parlamento, entraria em campo Gelson Merisio (PSD) para articular junto aos demais parlamentares a defesa de Colombo.

Colombo

O ex-governador Raimundo Colombo (PSD) estará hoje em Blumenau. Ele será homenageado pelo Colégio Militar. Um encontro com o prefeito Mário Hildebrandt (PSB) também está agendado, quando será discutido o cenário eleitoral deste ano. Colombo também está de olho na Justiça Eleitoral, pois, o ministro do Superior Tribunal de Justiça Luis Felipe Salomão, mandou a denúncia de crime de caixa 2 contra ele, para a Justiça Eleitoral. Colombo perdeu o foro privilegiado quando renunciou ao cargo, para ser pré-candidato ao Senado.

 

Encontro

Durante a abertura da 16ª Fearroz, em Massaranduba, no feriado do trabalho, o governador Eduardo Pinho Moreira (MDB) e o ex-prefeito de Blumenau, Napoleão Bernardes (PSDB) se encontraram e conversaram rapidamente, mas de forma bem festiva. O encontro que não havia sido combinado, foi na festa que mostra o potencial agrícola do Estado. Mesmo tendo apenas 1,12% do território nacional, Santa Catarina é um grande produtor de alimentos, e o segundo maior produtor de arroz do país. Um detalhe revelado por uma fonte, é que os emedebistas nunca conversaram com Bernardes a respeito de uma futura composição.

Outros encontros

O ex-prefeito de Blumenau Napoleão Bernardes (PSDB), também encontrou na Fearroz, outras lideranças, a exemplo do deputado estadual Darci de Matos (PSD), e demais líderes tucanos que aparecem na foto, a exemplo do deputado federal Marco Tebaldi (PSDB), deputado estadual Vicente Caropreso (PSDB), vereador Djonatan Cisz e o ex-prefeito de Massaranduba Fernando Reinke.

Com as famílias 1

O governador Eduardo Pinho Moreira (MDB), recebeu os netos na Casa D’Agronômica para passar o feriado. Na foto, o emedebista despacha com a neta Helena. “Hoje foi o dia de ouvir as contribuições da Helena”, escreveu.

Com as famílias 2

 O pré-candidato ao Governo do Estado Gelson Merisio (PSD), esteve na Feira do Trabalhador em Joinville. Segundo ele, como não deu para ficar em casa com a família, o negócio foi levar os familiares junto ao compromisso. Na foto, o deputado com a sua esposa Márcia Merisio.

Com as famílias 3

Outro pré-candidato a governador, deputado Mauro Mariani (MDB), aproveitou para almoçar com a esposa Cynthia Mariani, com as filhas trigêmeas, pais e demais familiares.

Com Bolsonaro

A suplente de vereadora de Chapecó Caroline de Toni (PSL), foi a Balneário Camboriú nesse final de semana, onde encontrou com o pré-candidato a presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL). Caroline que é a vice-presidente estadual do PSL, e pré-candidata a deputada federal, aproveitou a vinda de Bolsonaro para participar do evento evangélico dos Gideões Missionários, para conversar sobre a campanha em Santa Catarina.

Benção

O pré-candidato ao Governo do Estado, senador Paulo Bauer (PSDB), esteve em Camboriú onde participou do evento evangélico dos Gideões Missionários. Outra presença no evento religioso foi a do presidenciável Álvaro Dias (Podemos).

Bauer recebeu a benção.

Moro em SC

Confirmada para o próximo dia 25 de junho, a vinda do juiz federal Sérgio Moro a Santa Catarina. Ele participará em Florianópolis do Seminário “Os desafios do sistema de justiça frente ao crime organizado”. O evento que será promovido pelo Tribunal de Justiça do estado, também teve a confirmação do ministro Luís Roberto Barroso do Supremo Tribunal Federal.

Polícia Militar

Vi no shopping Pátio Chapecó, uma exposição muito interessante. Em comemoração aos 183 anos da Polícia Militar, está sendo realizado um evento em que é apresentado à população as fardas dos policiais, armamentos, além de viaturas e demonstrações de atividades. Além disso, as crianças saem com um brinde muito bacana. Vale a pena comparecer. A exposição encerra ao final desta semana.

Kassab delatado

O ex-presidente da Galvão Engenharia, Dario Queiroz Galvão Filho disse ao Ministério Público Federal, em delação premiada, que entregou R$ 1 milhão em 2008 ao ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, em troca da contratação da empresa pela Prefeitura de São Paulo. Kassab concorria na época à reeleição como prefeito e, segundo Galvão, pediu a quantia para sua campanha por meio de outro funcionário da construtora. Em troca, viabilizaria a participação da Galvão Engenharia na construção de um túnel na Avenida Sena Madureira.

Democracia?

O PT quer impedir que os julgamentos do STF sejam transmitidos pela TV. Uma proposta do deputado federal Vicente Cândido (PT) ainda em 2013, ganhou um pedido de urgência para que seja pautada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. O Partido dos Trabalhadores entendem que os julgamentos podem ter outro resultado sem a pressão da opinião pública. Para quem tanto fala em democracia, defender uma proposta dessas não é nada democrático.

“Me ouça de segunda a sexta as 13h15 na Super Condá AM 610”

“Também me leia no jornal Sul Brasil”

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