PSD defende frente contra Amin, Berger é lembrado, tucanos preparam a convenção entre outros destaques

“#Todoscontraamin”, foi o que eu ouvi ontem a noite de uma liderança pessedista, dizendo que se tornará uma máxima da eleição, após o dia de ontem, que deixou marcas profundas devido ao fim do noivado entre o Progressistas e o PSD. O sentimento de contrariedade é tão grande, que há setores que defendem uma “aliança branca” contra Amin, num eventual segundo turno que poderá unir o MDB, PSD e até o PSDB. Conversas já teriam começado.

Por outro lado, tem quem defenda uma atitude mais contundente, até mesmo propondo a união desses partidos em torno de Dário Berger (MDB), que poderia ser o cabeça de uma remontada tríplice aliança. “A questão não é querer fazer uma junção. Estaremos apenas defendendo o que sempre foi defendido, que é a renovação, que a família Amin deixe espaço para que outros nomes possam ter a oportunidade de disputar o Governo do Estado”, relatou uma liderança.

O tom reflete o sentimento entrem setores do PSD em relação a Amin, que está sendo considerado um traidor, já que segundo uma fonte, em Brasília teria apertado a mão de Gelson Merisio (PSD), dizendo que aceitaria a vaga de vice e ao Senado para o Progressistas. “Ele (Amin) não foi correto. Levou o Merisio até o carro e apertou a mão do Merisio, para depois nos trair como fez com o Sr. Jorge (Bornhausen) em 1994”, afirmou.

Dentro do clã pessedista ninguém quer falar abertamente, mas há outro personagem a quem também está sendo creditado o fim do noivado com o Progressistas. O ex-governador Raimundo Colombo (PSD), o qual, segundo uma fonte, conseguiu o que desejava desde o início, que era atrapalhar a Merisio, além de afastar Amin da disputa ao Senado por querer uma eleição mais fácil. “Qual eleição difícil o Raimundo já disputou? Ele quer ser aclamado”, criticou um pessedista.

Por sua vez, os principais personagens procuraram demonstrar tranquilidade. Merisio questionou através de nota, o cumprimento de um acordo que teria sido firmado na convenção do Progressistas. A manifestação será colocada na pauta da convenção de hoje na Alesc, para a deliberação. Por outro lado, Amin se disse tranquilo e que teve que tomar a decisão a pedido de seu partido, atendendo ao que chamou de circunstâncias.

Pelo visto, parece que está por vir uma das eleições mais pesadas da história de Santa Catarina, sobretudo após a fala de uma liderança. “Nós temos é que comemorar por termos involuntariamente desmascarado o Amin antes da eleição. Saibam que ainda tem 10 dias de pré-campanha que valerão por um ano”, alertou em tom enigmático a fonte.

Conversa

Na conversa derradeira, Gelson Merisio (PSD) e Esperidião Amin (Progressistas) discutiam passo a passo as propostas que eram feitas por cada um. Uma curiosidade, é que Raimundo Colombo (PSD) ligou no mínimo, umas três vezes para o progressista, até que na terceira vez o telefone foi passado a Merisio que desligou. Amin propôs repassar o último ano ao pessedista, que assumiria para se preparar para disputar a reeleição. Ouviu como resposta uma crítica de Merisio, ao fato de que Amin teria disputado em quatro oportunidades o Governo do Estado, enquanto que a sua esposa, Ângela Amin disputou duas. Foi quando que ambos viram que a situação não evoluiria naquela noite. João Paulo Kleinubing (DEM) também participou e logo se dirigiu a Blumenau conforme relatei na coluna de ontem, para o encontro quando disse não ao PSDB. Ontem, Amin saiu de seu escritório rumo a mais uma conversa com Merisio, com a disposição de anunciar que não abriria mão o que acabou encerrando as conversas.

Sobrou para o Dreveck

Para algumas lideranças do PSD, o presidente estadual do Progressistas Silvio Dreveck, foi “patético” na condução da construção da aliança. Durante a conversa entre alguns pessedistas, o que não faltou foi crítica a Dreveck, o qual, segundo os participantes do encontro, desempenhou um papel medíocre, mesmo depois, segundo eles, de ter sido ajudado por Merisio. “Ele foi líder do governo, presidente da Alesc e presidente do partido dele. A nossa tese ganhou a convenção do PP, e em todo esse tempo ele nada fez para fazer valer essa situação. Ele foi patético, fraquíssimo e se deixou dominar pelo Esperidião”, criticou um pessedista.

Estrutura

Segundo o acordo entre Esperidião Amin (Progressistas) e João Paulo Kleinubing (DEM), os partidos não coligarão na proporcional. Será uma chapa dos progressistas e uma dos demistas com o Partido Verde. Uma chapa majoritária que está sendo pensada caso não se viabilize um acordo com outro partido, teria Amin, Kleinubing e o vereador da Palhoça, Nirdo Luz, o Pitanta (DEM) ao Senado. Agora os números preocupam algumas lideranças dos partidos, por exemplo, o Progressistas a princípio, terá 13 candidatos a deputado estadual, enquanto que DEM e PV juntos, somam mais 17. Quanto a candidaturas a deputado federal, devem ficar entre três ou quatro, portanto, terão um grande trabalho nesta próxima semana, de tentar aumentar o número de candidatos. Um nome que poderá ser buscado, é o do empresário de Chapecó, Antonio Rebelatto.

Colombo opera

Conforme divulguei ontem, hoje na convenção do Progressistas, serão homologados apenas os nomes de Esperidião Amin ao Governo do Estado, e de João Paulo Kleinubing (DEM) para vice. As duas vagas ao Senado ficarão em aberto até a próxima semana. Se não conseguirem ocupar, pode entrar o vereador da Palhoça, Pitanta (DEM). Mas quem sonha em compor essa aliança é o ex-governador Raimundo Colombo (PSD), que não para um minuto se quer. Porém, por hora o pessedista só teve um sucesso, que foi afastar Amin da disputa ao Senado, pois, ontem ao tentar promover um encontro na casa do ex-governador Jorge Bornhausen com o senador Paulo Bauer (PSDB), acabou não sendo atendido. Segundo uma fonte, Colombo foi olimpicamente ignorado pelo tucano.

Outros alvos

O ex-governador Raimundo Colombo (PSD) tem procurado o ex-prefeito de Florianópolis e candidato a deputado federal, Cesar Souza Júnior (PSD), além de prefeitos e vereadores pessedistas, que não mostram tanta confiança nele. Boa parte lembra do dinheiro do Fundam que foi prometido, mas não liberado, enquanto que tem deputados que reclamam das emendas impositivas que não chegaram até eles.

Incerteza

Gelson Merisio (PSD) e sua equipe começam a repensar a estratégia para a eleição e o rumo que devem tomar. Conforme divulguei no abre da coluna, tem quem defenda no PSD que o partido provoque um acordo com o MDB e PSDB, para que todos com Dário Berger (MDB) como candidato a governador, se unam contra Esperidião Amin (Progressistas). Porém, Merisio quer manter a sua candidatura e tem o apoio de boa parte do partido. Ele recorre aos números para defender que conseguiu construir uma forte aliança, que contará com 144 candidatos a deputado estadual e, mais de 60 a deputado federal.

Vice

O vice dos sonhos de Gelson Merisio (PSD) se chama Ninfo König (PSB), vereador e empresário de Joinville. Porém, segundo uma fonte, houve um certo desgaste na relação com Ninfo, quando apareceu o nome de João Paulo Kleinubing (DEM) que foi sugerido por Esperidião Amin (Progressistas) para ser o vice. “Ele (Ninfo) se sentiu preterido”, relatou uma fonte. Os pessedistas trabalham com a possibilidade de um nome do Sul do estado, ou alguém do Planalto Norte, caso não prospere mais as conversas com Ninfo König. Até mesmo o nome de uma mulher está sendo pensado para compor de vice de Merisio.

MDB

Após as definições de ontem, a chapa do MDB ficou praticamente definida. Mauro Mariani terá Carmen Zanotto (PPS) de vice, com Jorginho Mello (PR) ao Senado, e a outra vaga devendo ser disputada entre Valdir Colatto e Paulo Afonso Vieira, com uma boa vantagem para Colatto, que conta com a simpatia e o apoio da executiva emedebista.

Tucanos

Hoje em Joinville o PSDB se prepara com reuniões durante o dia, para a convenção de amanhã. Após as definições de ontem, praticamente ficou desenhada a chapa tucana, com o senador Paulo Bauer ao Governo do Estado, Geovânia de Sá de vice e Napoleão Bernardes como o único candidato ao Senado. Por hora, lideranças tucanas garantem que não haverá surpresa, porém, até a hora da convenção tudo pode acontecer. Eu estarei em Joinville acompanhando a convenção.

Ideli ao Senado

A informação que divulguei ontem em primeira mão, de que Ideli Salvatti (PT) disputará ao Senado, mexeu com a esquerda catarinense. Há o reconhecimento de que Ideli realmente pode atrair o segundo voto dos partidos de centro esquerda. O sim de Ideli aconteceu após uma conversa com o ex-prefeito de Chapecó e ex-ministro José Fritsch, que também era postulante ao cargo. Ele disse a ela que a apoiaria, o que ajudou na decisão da petista.

Indicio de reconhecimento

A manifestação do ministro Dias Toffoli, sobre os pedidos de habeas corpus e da medida cautelar em favor do deputado federal, João Rodrigues (PSD), mostram que houve um entendimento favorável ao pleito do advogado José Roberto Cabreira Saibro. Conforme divulguei ontem em primeira mão, Toffoli considerou plausível a contestação da defesa de Rodrigues, sobretudo quanto a prescrição da pena. Ele enviará ao ministro Luiz Roberto Barroso que é o relator do caso, o pedido para que coloque em apreciação o caso de Rodrigues já no retorno das férias do judiciário.

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