Pinho Moreira pede a saída de Parente da Petrobrás

Em reunião agora a pouco com o Comitê Amplo de Gestão de Crise em Florianópolis, o governador Eduardo Pinho Moreira (MDB) defendeu a saída imediata de Pedro Parente da presidência da Petrobrás.

Participaram do encontro, secretários de estado e representantes da Marinha, Exército e Polícia Rodoviária Federal, além do prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (MDB), que se mostrou preocupado com a paralisação do transporte público na capital a partir de amanhã, devido a falta de combustível.

Em uma fala contundente, Pinho Moreira defendeu a saída de Parente, afirmando que seria uma decisão óbvia e necessária da parte do presidente Michel Temer (MDB), com quem falará por telefone nos próximos minutos. “O modelo de gestão que objetiva o lucro sem levar em consideração o bem estar do cidadão, não é aceitável. Não há mais condições do Parente permanecer no cargo, o Brasil caminha para o abismo e a sociedade não pode pagar a conta por uma série de equívocos”, disse Pinho Moreira aos presentes.

A maior crítica do governador desde que começou a crise, é com a política de preços estabelecida para a estatal. “Não dá mais para aguentar”, disse.

Suspeita

Vale destacar que uma matéria da revista eletrônica Crusoé, assinada pelo jornalista Filipe Coutinho, noticia que o banco JP Morgan no Brasil, teria recebido cerca de R$ 2 bilhões da Petrobrás, como pagamento adiantado de um empréstimo que venceria apenas em 2022.

Ainda de acordo com a publicação, Pedro Parente e o presidente da JP Morgan no Brasil, José Berenguer, são sócios. Essa situação tornou delicada a permanência de Parente a frente da estatal.

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