Os prejuízos ao agronegócio, Alckmin ao vivo na Super Condá, Pinho Moreira não poupa Temer entre outros destaques

Canton pede cautela para avaliar os prejuízos

O agronegócio tem sofrido um prejuízo absurdo de R$ 200 milhões por dia, fazendo deste momento, sobretudo ao setor de carnes que vinha tentando se reerguer depois dos estragos da Operação Carne Fraca, o pior de sua história. Conversei com o vice-presidente da Coopercentral Aurora, Neivor Canton, que explicou que está impossível de trabalhar. Mesmo que os grevistas liberem hoje os caminhões, a cooperativa terá que escoar o que já foi produzido como primeira medida, antes de reativar a sua produção.

Além disso, há a falta de alguns ingredientes e embalagens que estão nas estradas, sem previsão de chegada as unidades. A paralisação também tem causado um outro problema, que é o peso das aves e suínos que estão passando do limite suportado pelos equipamentos de abate, sendo que um frango pode ter no máximo, entre 2,8kg e 3kg, porém, já passam dos 4kg. “O prejuízo maior é o que está para acontecer. Tem que tratar um milhão de frangos a mais, 20 mil suínos a mais por dia. A atividade está ameaçada”, afirmou Canton.

O questionei a respeito de possíveis demissões por causa dos prejuízos, o que foi respondido que até o momento, desligamentos não estão sendo considerados, mesmo com os efeitos econômicos causados pela paralisação. Neivor Canton disse ainda, que a Aurora buscará auxílio junto ao Governo Federal para superar o prejuízo.

Um outro ponto de preocupação, é que para voltar a produzir plenamente, a Aurora precisará de três dias para normalizar os trabalhos após o fim da greve. Quanto mais dias parada, mais prejuízos a cooperativa terá, a exemplo também da BRF e demais empresas do setor. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), e Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), com os bloqueios cerca de 25 mil toneladas de carne de frango e suína, deixaram de ser exportadas, o que representa uma perda de US$ 60 milhões.

Pelo visto, a lerdeza do governo de Michel Temer (MDB), além de possíveis más intenções de infiltrados nas paralisações de caminhoneiros, gerará mais prejuízo do que era imaginado.

Segundas intenções

As pautas dos caminhoneiros eram justas, tanto, que o governo mesmo demorando, as atendeu. Diesel mais barato, reajuste mensal e não diário, isenção de pedágio para eixo suspenso, tabela de valor mínimo para frete, tudo isso veio num pacote só, após muitas negociações. Isso seria o suficiente para termos os caminhoneiros nas estradas, porém, não é o que está sendo visto. O problema é que a pauta do diesel já ficou em segundo plano. Lideranças muitas vezes não legitimadas, insuflam os motoristas a continuarem sob o argumento de que a categoria mostrou a sua força e que tem o poder de ditar o que achar melhor para o país. Em suma, tem gente gostando de ter o poder. Daí vem pautas totalmente difusas, que vão desde a redução no preço da gasolina nas bombas – o que diga-se de passagem, é justo, desde que os postos sejam desonerados também – até chegar ao pedido absurdo de intervenção militar. O fato é que caminhoneiro de verdade, não quer seguir com a paralisação, pelo contrário. Querem voltar às suas famílias e para a rotina de trabalho, afinal, precisam faturar. Mas se esses mesmos caminhoneiros não tiverem pulso firme e denunciar quem os ameaça, correm o risco de ver o apoio da população virando contestação e desaprovação a eles. É hora de bom senso.

Críticas abertas

O governador Eduardo Pinho Moreira (MDB) não esconde o seu descontentamento com o Governo Federal. Ontem em entrevista que concedeu à colega Raquel Lang e a mim, ele voltou a reclamar da lentidão do governo de Michel Temer (MDB), e da política de preços da Petrobrás, que culminou com um pedido a noite, para que Pedro Parente deixe a presidência da petrolífera. Porém, não foi a primeira crítica. Na semana passada, o governador fez duras críticas ao próprio Temer, ao dizer que o Estado e o país estão pagando as consequências de um governo fraco e de uma grande impopularidade. Isso quer dizer que, em defesa de seu governo, Pinho Moreira passou por cima da relação reconstruída com o presidente. Mas também tem uma lógica política nisso tudo: a tentativa de afastamento de Temer, que é um nome que poderá ser pesado de carregar nas eleições. De certo ao fazer uma análise do cenário, o governador deve ter percebido que o quanto mais longe do radioativo Michel Temer, melhor para quem for candidato, isso, caso ele seja.

Pinho Moreira não poupou o governo Temer.

Alckmin no ar

O presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), será o entrevistado de hoje no Estúdio Condá. O programa apresentado por Raquel Lang, mais uma vez terá a minha participação, a exemplo das demais entrevistas com pré-candidatos à Presidência da República. O programa na Rádio Super Condá AM 610, pode ser ouvido pelo rádio nos três estados da região Sul, ou em qualquer lugar através do portal ClicRDC, e na página da emissora no Facebook. Acompanhe a partir das 08h50. A Super Condá tem realizado entrevistas com todos os pré-candidatos a presidente da República.

Alckmin em SC

Geraldo Alckmin (PSDB) tem agenda marcada para Santa Catarina no dia 12 de junho. Ele poderá estender por mais de um dia a passagem pelo estado, já que terá agendas em Florianópolis, Chapecó e Joinville.

Encontro

Ontem uma fonte relatou que no último dia 20, um domingo início da noite, foram vistos chegando a residência do ex-governador Jorge Bornhausen, o deputado federal Esperidião Amin (Progressistas) e o ex-governador Raimundo Colombo (PSD). Segundo essa fonte, momentos após, saia do mesmo local o senador Paulo Bauer (PSDB). As lideranças não confirmam a participação no encontro, mas é dito que Bauer teria sido surpreendido com a chegada de Amin e Colombo.

Convite?

Quanto a polêmica envolvendo uma declaração do pré-candidato ao Governo do Estado, deputado Gelson Merisio (PSD), ao site da colega Karina Manarin, sobre não convidar o pré-candidato tucano, senador Paulo Bauer ao evento de lançamento de sua pré-candidatura. O tucano me disse ontem que não tem nenhuma restrição ao evento que será realizado por Merisio, mas, se mostrou muito incomodado com a situação, ao dizer que não faz sentido tanta polêmica quanto a algo que inexiste, já que segundo Bauer, nunca houve convite e nem ele esperou ser convidado. “Eu nunca esperei e nem faz sentido me convidar. Agora, transformar esse fato numa celeuma, que isso gente? Vamos ter um pouco de bom senso”, reclamou o senador.

Bauer se mostrou incomodado.

Lançamento do Merisio

Em nota enviada pela assessoria do deputado estadual Gelson Merisio (PSD), fui informado que por conta do momento de crise pelo qual o país está passando, foi transferido para o dia 09 de junho o evento de lançamento da pré-candidatura de Merisio ao Governo do Estado. A nota diz ainda que a prioridade da sociedade agora tem que ser com a busca por soluções para o Brasil. O evento terá início às 10h na Efapi em Chapecó.

Merisio quer aguardar o fim da crise.

Pavan na UTI

O deputado estadual Leonel Pavan (PSDB), segue internado na UTI do Hospital da Unimed em Balneário Camboriú. Ele já respira sem aparelho, porém, o estado de saúde ainda é considerado grave. Um sinal de recuperação é que Pavan reconheceu os filhos Júnior e Juliana, além dos netos, e disse que está bem.

Schneider

O presidente da Assembleia Legislativa Aldo Schneider (MDB), já recebeu alta e está repousando em sua residência. O parlamentar que passou por um procedimento de traqueostomia, ainda não tem previsão para retornar ao mandato. Schneider também não pode retomar as sessões de quimioterapia que tem realizado em São Paulo, até que os médicos o considerem apto a realizar o tratamento.

Disputa pelo petróleo

O deputado federal Esperidião Amin (Progressistas), enviou ao procurador geral do Estado de Santa Catarina, Juliano Dossena, uma mensagem. Amin pediu que seja enviado a todos os parlamentares da bancada catarinense, a cópia do memorial que será entregue aos ministros do Supremo Tribunal Federal, que analisarão no próximo dia 27 de junho a Ação Cível Originária. Amin tem acompanhado a ação há algum tempo, que visa refazer o traçado das linhas dos limites territoriais no mar, entre Santa Catarina, Paraná e São Paulo, o que tem provocado perdas a todos os catarinenses. Acontece que o Estado não está tendo acesso a participação no lucro da exploração do petróleo ou gás natural extraído da costa. A ex-vereadora de União do Oeste, Jayana da Silva em seu trabalho de conclusão na faculdade, apresentou dados esclarecedores que podem ser pesquisados a respeito dessa disputa.

Monitoramento em Joinville

Os secretários de governo de Udo Döhler (MDB), que integram o comitê que monitora a crise causada pela paralisação dos caminhoneiros, estiveram reunidos no final da tarde de ontem com o prefeito para fazer um monitoramento do impacto da greve no município. Foi definida uma atenção ao atendimento das refeições na área da saúde e educação. Será solicitado à Defesa Civil do Estado apoio de escolta para a aquisição de insumos, principalmente de gás de cozinha, para atender as demandas das escolas e também para dar apoio às necessidades do Hospital Municipal São José. A Prefeitura também monitora o fornecimento de combustíveis para atender as demandas dos veículos emergenciais, principalmente da saúde.

Medicamentos

A Secretaria da Saúde de Joinville está priorizando a coleta diretamente nos fornecedores próximos de medicamentos, considerados prioritários para atendimentos emergenciais e de urgência. O transporte coletivo teve mudanças de horários, com prioridade no atendimento nos períodos de pico, como começo da manhã, meio-dia e final da tarde. O serviço de coleta de resíduos continua normal. Hoje às 16h, os secretários voltam a ser reunir para novas avaliações da situação.

Intervenção

Está faltando uma dose de bom senso a alguns brasileiros. Tem quem esteja fora da realidade ao pedir a intervenção militar, como se isso fosse a solução para os problemas do país. É importante a essas pessoas, que busquem estudar um pouco aquele período. Se pensam que o roubo da Petrobrás começou agora, se engana, vem desde a época da ditadura. Está certo que agora foi mais escrachado, sobretudo durante os governos de Lula (PT) e Dilma Rousseff (PT), e nenhum governo passa incólume da espoliação cometida contra um dos maiores patrimônios do país, que por sinal, já deveria ter sido privatizado. Esses defensores do regime militar, deveriam lembrar do rio de dinheiro gasto na chamada Transamazônica, em obras realizadas por empreiteiras que inclusive, estão enroladas na Lava Jato. E mais, hoje o país está nas mãos do transporte rodoviário, pela simples falta de interesse e planejamento naquele tempo e, nos anos que se seguiram até hoje, de implantar as ferrovias. Portanto, meus caros, não há segredo e nem fórmula mágica. A decisão de quem governará o Brasil tem que ser através do voto, na velha e boa democracia, não vamos terceirizar as nossas decisões.

Petrobrás

Em outra oportunidade eu escreverei um comentário mais consistente, mas já passou da hora de termos um Estado Mínimo, sem os penduricalhos que somente servem para acomodação política, e pouco ou quase nada servem à população, perdendo totalmente a sua finalidade de estatal. Esse negócio de “O petróleo é nosso”, que a Petrobrás é um patrimônio do povo não passa de pura falácia. Dilma Rousseff (PT), tanto como presidente do conselho da estatal, assim, como, presidente da República, arrebentou com a empresa, sobretudo pelo motivo que escrevi ontem, que foi o da política de subsidio irresponsável, o que tornou os preços praticados dos combustíveis na bomba, muito atrativos para a população num primeiro momento, porém, nocivo no médio e longo prazo, quase quebrando a Petrobrás. Que seja privatizada sim, e que haja uma fórmula de regulação, ao ponto de garantir a não exploração do consumidor. Agora me responde sinceramente a seguinte pergunta: Você realmente se acha dono da Petrobrás, sobretudo quando abastece o seu veículo? Deixo a resposta para vocês, caros leitores.

“Me ouça de segunda a sexta as 13h15 na Super Condá AM 610”

“Também me leia no jornal Sul Brasil”

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