Os convidados de Merísio

O “recesso” de campanha criado também função da greve dos caminhoneiros abre luz sobre um fato que começa a expor fragilização da liderança do deputado estadual Gelson Merísio, presidente estadual do PSD e pré-candidato a governador pelo partido. É que ele não convidou para festa de pré-lançamento de candidatura, que aconteceria no ultimo fim de semana, o PSDB de Paulo Bauer. Em princípio é porque Bauer é pré-candidato a governador como Merísio. Diante deste cenário, e como o PP de Esperidião Amin muito quer coligar com o PSDB, embora esteja pré acordado com o PSD, pode provocar um novo fato, qual seja o de Amin comparecer ao evento de Merísio e dizer em discurso que também será pré-candidato. Ao não convidar o PSDB, Merísio pode estar criando dificuldades com os aliados de Amin do PP.

Sob o olhar da reciprocidade não há nada errado em Merísio não convidar Bauer, pois Bauer não convidou Merísio para o ato em que se lançou pré-candidato a governador. O quadro de atenção para Merísio não é criado pelo PSDB, mas pelo PP que parece não ter confiança suficiente numa candidatura sem o PSDB.

Existem especulações de que surja um ensaio de uma candidatura que isole o PSD. Seria a reunião do PSDB (de Bauer), PSB (de Bornahausen) e o PP (de Amin).

“Sobra desinformação”
Compara-se a atos de corrupção, irresponsabilidade administrativa, boato, fofoca, etc… o que mais se viu nestes últimos dias nas redes sociais. O mesmo país que vota mal, por isso elege mal, mostra sua inconsequência de atos nas redes sociais, especialmente o whatsapp, onde são distribuídas notícias mentirosas a respeito do que vem acontecendo. A fake news se tornou um dos problemas da sociedade. Problema que descende da mesma sociedade que trocou o diálogo pelas agressões vazias e odiosas nas redes sociais. O país trocou o diálogo pela agressão e isso é retrato de uma sociedade que se automutila. A pirataria inconsequente é a arma usada por quem sai atirando a esmo e na intenção de ajudar fulmina suas próprias reivindicações. O Brasil está como está porque foi tomado de assalto por uma corja bandida, de todas as matizes partidárias, eleita pelo mesmo povo que reage à crise espalhando notícias tão mentirosas quanto as que ele condena por serem distribuídas sob o patrocínio do governo. Além de todas as crises juntas, soma-se a da irresponsabilidade individual. Se houver intervenção militar, por certo a primeira coisa que o exercito fará será cortar o acesso a estas ferramentas pelas quais o povo ajuda a desestabilizar o país.

E daí…
Fico sem palavras quando ao condenar as fake News me deparo com o que todos estão denunciando; a suposta manipulação dos fatos pela maior rede de televisão do país.

Sem norte
Quando isso tudo vai acabar não se sabe. Não se sabe nem como vai acabar, pois o governo sequer sabe com quem negociar. Primeiro foram os coxinhas, depois o pão com mortadela, agora é de fato o povo que está nas ruas.

Estado grave
O quadro de saúde do prefeito de Orleans, Jorge Koch inspira cuidados. Ele está internado em UTI da Socimed em Tubarão, desde ontem a tarde. Seu quadro é de infecção quase generalizada e a previsão e de que permanecerá na UTI por pelo menos quatro dias, se tudo correr bem. Médicos temem avanço da pneumonia a quadro de tuberculose.

Brasília urgente
Se há uma crise numa empresa o que e espera é que os seus funcionários esteja na empresa, se houver uma emergência se espera que os médicos estejam no hospital, pois é lá onde tomam as decisões, mas os deputados federais parecem pensar diferente. Aparentemente distantes da realidade quase todos retornaram às suas bases. Aqui no sul houve quem aproveitasse para participar de ato político de olho na eleição.

Folgão
Não é nada saudável aos olhos e ouvidos do contribuinte ler e ouvir sobre a decisão do presidente de Tribunal de Justiça de Santa Catarina que decidiu dar uma semana de recesso ao Judiciário catarinense. Não haverá expediente em nenhum fórum. Os prazos estão suspenses. Para não dizer que a paralisia é total, foi criado um gabinete de crise – plantão.

Primeiro sinal
A primeira demonstração de fragilização da saúde do prefeito Jorge Koch ocorreu ainda na semana passada em Brasília, quando teve que ficar internado por algumas horas. De volta à Orleans, quinta-feira à noite teve que procurar o atendimento de urgência do Hospital local. Ontem de manhã ele passou mal, foi levado às 11h ao mesmo hospital e a tarde transferido.

FERIADÃO O ponto facultativo da próxima sexta-feira vai depender da greve dos caminhoneiros. Se ela prosseguir ao longo desta semana, mesmo os governantes como Eduardo Moreira (Estado) e Césio Salvaaro (Criciúma), que abandonaram este “expediente” podem dar feriadão.

DÚVIDA Um destes grupos de café discutia em chegar a uma conclusão se o que está acontecendo é antecipação da vitória dos “bolsonarianos” ou o sepultamento da candidatura do presidenciável.

INTERVENÇÃO É desconfiança de alguns que o Exército vai “trair o desejo” – não falo de confiança de alguns. Quer dizer, não vai acontecer o que a massa deseja: a intervenção e posse dos “milicos”.

MENTIRA O suplente de deputado federal Edson Bez de Oliveira (MDB) foi alvo de uma fake news distribuída por centenas de pessoas, no fim de semana. Ele denunciou o caso à polícia ainda no sábado à noite. Uma fala com voz pouco parecida com a dele revela o que seria articulação do governo federal em relação a greve.

COINCIDÊNCIA Na quinta-feira da semana o empresário Jânio Koch, irmão do prefeito Jrge Koch e um dos sócios da empresa Copobrás, deu alta após vários dias de internação hospitalar por quadro de pneumonia, a exemplo do que afeta o seu irmão prefeito.

FRASE DO DIA
“Ambulâncias não circulam por falta de manutenção há anos! Cirurgias são canceladas todos os dias por falta de leito, materiais, condições de trabalho e médicos, a medicação fornecida pelo SUS está em falta há anos, e agora querem culpar os caminhoneiros…!”
Frase sem autor identificado e recolhida das redes sociais.

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