Os bastidores da soltura de JR, PF apreende documentos no caso Hypermarcas entre outros destaques

Rodrigues está livre para disputar a eleição.

Logo após ter sido preso, o deputado federal João Rodrigues (PSD) ouviu de seu advogado, Jackson de Andrade, que ele teria que ter paciência, pois, o seu caso somente seria resolvido aos poucos. E assim foi.

Ele conseguiu a transferência para Brasília, pois, queria retomar o seu mandato e após muitas discussões, conseguiu a autorização. Depois, o julgamento dos embargos e recursos que não deram em nada. A cada dia que passava Rodrigues se mostrava mais desanimado, apesar de esperançoso. Ao se aproximar todas as noites do complexo penitenciário para se reapresentar, geralmente levado por um de seus advogados, o barulho que os presos faziam e a gritaria de uma ala para a outra, deixavam o parlamentar aflito. “Toda a noite é isso. Isso aqui é um inferno, cara”, chegou a me dizer no momento em que retornava para dormir na prisão.

Ontem foi um dos dias em que Rodrigues não esteve bem durante o dia, segundo relatos de pessoas que estiveram com ele. Ansioso, via o prazo quase se findar para o registro final das candidaturas, além da aflição de todo o fim de tarde ter que retornar à Penitenciária da Papuda. Cabisbaixo, olhou para o seu advogado e disse que iria lutar até o fim. “Se eu não puder ser candidato, vou continuar. Vamos fazer a revisão da pena e vai ser provada a minha inocência”, afirmou.

Quando no início da noite o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Rogério Schietti Cruz, determinou a soltura, a primeira atitude de Jackson foi ligar para Fabiana Rodrigues, esposa do deputado que num primeiro momento, ligou duas vezes de volta para o advogado para questionar ser era verdade. A partir da informação, Fabiana já marcou a passagem no vôo da Avianca, com saída de Chapecó por volta das 06h15 desta quarta-feira (15), e com chegada a Brasília logo após as 10h. Quando pousar no aeroporto Juscelino Kubitschek, Fabiana irá direto para a Câmara dos Deputados ao encontro de Rodrigues.

Já a saída de hoje do deputado, conforme o costume, deve acontecer após as 08h. Logo que passar pelo portão, receberá a notícia que passou a noite toda sem saber, que é a expedição de sua soltura. O deputado que hoje aproveitará para oficializar a sua candidatura à reeleição, volta ao cenário eleitoral catarinense.

Hypermarcas

Uma fonte relatou que ao mesmo tempo em que a Polícia Federal esteve na empresa Icatu de Araquari, na segunda-feira (13), também esteve durante quatro horas e meia dentro do escritório de advocacia Prade & Prade Advogados. Os agentes estavam de posse de uma ordem de busca e apreensão e foram recebidos pelo advogado Péricles Prade. Eles saíram com diversas caixas contendo contratos, notas fiscais entre outros documentos. A informação foi confirmada por uma fonte da PF, que confirmou que os trabalhos foram realizados de forma simultânea. As ações da PF fazem parte das investigações do caso Hypermarcas, que tem como alvo o senador Paulo Bauer (PSDB).

Desgaste

Bauer é investigado por suposta propina.

O senador Paulo Bauer (PSDB) é inocente até que se prove o contrário, a exemplo de qualquer pessoa. Mas, divulgar as etapas das investigações não tem como objetivo de gerar qualquer prejuízo político a Bauer, que tenta se reeleger ao Senado. Como figura pública, o tucano e seus correligionários devem saber, que a investigação será acompanhada, principalmente pelo fato de provocar o interesse da população. Que isso não seja interpretado nem pelos políticos e, muito menos pelos leitores, como alguma forma de gerar prejuízo político a alguém. As investigações seguem, preocupa aos tucanos nas internas e veremos mais para frente qual será o seu desfecho.

Candidatos na Fiesc

Em reunião na sede da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), o recém-empossado presidente da entidade, Mario Cezar de Aguiar, lembrou ao candidato ao Governo do Estado, Mauro Mariani (MDB), e o seu vice, Napoleão Bernardes (PSDB), que a indústria representa 30% do PIB catarinense e precisa ser ouvida pelos candidatos. Ontem ele propôs a redução do tamanho do Estado, a busca por uma gestão eficiente, o não aumento de impostos e a melhoria da infraestrutura foram alguns dos principais pleitos apresentados pela Fiesc. Mariani se comprometeu com as demandas do setor, em especial na busca pela realização de obras estruturantes, tanto na esfera estadual quanto na federal, utilizando o peso político de governador. Citou como exemplo a ferrovia Norte-Sul. “Essa é uma obra que vai facilitar a logística do transporte de grãos que alimenta o nosso agronegócio, ligando também os nossos portos. Tem de ser a prioridade número um”, disse Mariani.

Guerra dos números 1

Durante a apresentação das propostas para as entidades dos hospitais filantrópicos, o candidato Mauro Mariani (MDB), acompanhado de Napoleão Bernardes (PSDB), Paulo Bauer (PSDB) e Jorginho Mello (PR), comemoraram o levantamento a respeito dos parlamentares da coligação “SC quer Mais”. Eles teriam destinado, segundo a coordenação de campanha, dez vezes mais recursos para os hospitais filantrópicos do que os membros da coligação adversária. Juntos, MDB, PSDB, PR e PPS destinaram R$ 87 milhões contra R$ 8,9 dos deputados do PSD, PP e DEM.

Guerra dos números 2

Apesar de ter definido a Segurança Pública como sua prioridade, o candidato a governador Gelson Merisio (PSD), informou que só com a PEC da Saúde que aumenta de 12% para 15% o gasto obrigatório da arrecadação de impostos ao setor, devendo gerar mais de R$ 1 bilhão a mais neste ano e, outros R$ 8 bilhões nos próximos dez anos. O autor da PEC da Saúde foi o próprio Merisio, em sua atuação como deputado estadual. Ele lembra que não foi a primeira medida dele, pois, também em 2016 o então presidente da Alesc devolveu R$ 100 milhões das economias em prol dos Hospitais Filantrópicos.

Soma

Segundo a assessoria do candidato a governador Gelson Merisio (PSD), quando somadas as emendas destinadas para a área da Saúde pelo deputado federal Esperidião Amin (Progressistas), o volume ultrapassa aos R$ 62 milhões, apenas com os dois parlamentares que compõem a majoritária da coligação liderada por Merisio. Nos últimos quatro anos, Amin teve como um dos focos de atuação a ajuda ao setor da Saúde e, destinou R$ 37 milhões da sua cota no orçamento do Governo Federal para ações que ajudassem a reduzir os efeitos da crise econômica nos hospitais públicos catarinenses.

Olho no PSL

O candidato ao Governo do Estado, Décio Lima (PT), está de olho no desempenho do PSL aqui no estado. Acontece que para o petista, caso Jair Bolsonaro (PSD) que lidera as pesquisas à Presidência da República com cerca de 20%, consiga transferir um bom percentual ao candidato ao Governo, Carlos Moisés da Silva, o PT poderá ser beneficiado, pois o eleitorado que vota em Bolsonaro sairá das candidaturas de Gelson Merisio (PSD) e Mauro Mariani (MDB).

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