Os bastidores da rejeição da MP do ICMS, Breithaupt nega que concordou com a MP, Jorginho Mello apoiará Bolsonaro entre outros destaques

Cobalchini e Merisio promoveram um grande debate no plenário.

O governador Eduardo Pinho Moreira (MDB), foi pego de surpresa ao ser informado que a Medida Provisória que reduziria de 17% para 12%, a alíquota do ICMS, para operações com mercadorias destinadas ao contribuinte para comercialização, industrialização e prestação de serviços, havia sido rejeitada. A votação terminou com uma derrota considerável do Governo do Estado, por 24 votos a 12.

Até ontem, parecia que a questão estava pacificada, quando Pinho Moreira aceitou excluir da MP a indústria têxtil, fazendo com que os artigos de vestuário e calçados continuassem a pagar 3%, emitindo nota de 17% para que, assim, o crédito presumido continuasse em 14%. Porém, mesmo assim, a Fecomércio sentindo que não havia garantia de que a MP não geraria um aumento de impostos ao comércio e a parte da indústria, queria a derrubada da medida, para que outra proposta fosse apresentada ao parlamento.

O presidente da entidade Bruno Breithaupt, foi chamado para uma reunião logo cedo no gabinete do presidente da Alesc, Aldo Schneider (MDB). Lá, também estavam os deputados Marcos Vieira (PSDB) e Valdir Cobalchini (MDB), além do presidente da Câmara de Assuntos Tributários e Legislativos da FIESC, Evair Oenning, que representou Glauco Côrte que estava em Brasília. Enquanto que Cobalchini no papel de líder do governo tentava construir um acordo final para salvar a MP. Em seu gabinete, o deputado Gelson Merisio (PSD) convidava um a um, os líderes de bancadas para reuniões individuais.

O argumento do pessedista era que a MP já estava causando grande prejuízo, pois, algumas indústrias temendo uma maior tributação, estavam cancelando contratos de compra e venda no setor têxtil e calçadista. Além disso, também relatou perdas ao setor varejista e à indústria que trabalha com plástico reciclado. Merisio propôs durante as conversas com as lideranças, que fosse derrubada a MP. “A tributação de qualquer setor não pode ser alterada sem uma regra de transição, ou através de um novo projeto de lei com amplo debate”, defendeu, obtendo o apoio dos líderes.

Encerradas as reuniões, Merisio foi almoçar com os deputados de seu partido, que contou com a presença do presidente da Fecomércio Bruno Breithaupt, e com uma rápida passagem do empresário Luciano Hang, que pediu aos parlamentares que derrubassem a medida. Como resposta, Merisio garantiu que estava praticamente certa a votação em plenário, e que a rejeição já estava encaminhada, o que acabou se confirmando na sessão.

Merisio ainda propôs que o governo envie um projeto de lei, para que após uma ampla discussão entre os setores, seja construído um modelo, o qual, segundo ele, não prejudique a ninguém, tramitando em regime de urgência sem implicar no aumento da carga tributária.

Descumpriram o acordo

O líder do governo na Assembleia Legislativa, Valdir Cobalchini (MDB), reclamou ao final da sessão que o acordo que havia sido costurado para a aprovação da MP, não foi mantido. Para ele, os deputados votaram contra os interesses da Fiesc e da Fecomércio que concordaram com o acordo para a manutenção da MP, com a exclusão dos setores calçadista, têxtil e varejista. Está marcada para hoje de manhã uma reunião no Centro Administrativo, entre o governador Eduardo Pinho Moreira (MDB), Cobalchini e o secretário de Estado da Fazenda, Paulo Eli. “Rasgaram o texto acordado”, afirmou o deputado emedebista, que atribuiu ao resultado, intenções meramente política de todos os parlamentares que votaram contra a medida.

Relação

Questionei o líder do governo na Alesc, Valdir Cobalchini (MDB), se a rejeição da MP do ICMS abalaria mais ainda a relação entre emedebistas e o PSD. “Não tem muito o que piorar”, respondeu Cobalchini, dando o tom do clima que tomou conta do parlamento neste período. Segundo ele, é esperado o bom senso em questões importantes para o Estado. “O governo quer cobrar impostos de quem pouco ou nada paga”, afirmou.

Breithaupt apoiou a rejeição

Tentei ligar para o presidente da Fiesc, Glauco Côrte, mas o telefone estava desligado. Já o presidente da Fecomércio, Bruno Breithaupt, respondeu ao telefonema após algumas tentativas. Segundo ele, a Assembleia Legislativa impediu que houvesse um aumento de impostos para o setor produtivo no estado. O dirigente atribuiu a uma falta de diálogo do governo, que criou uma MP para aumentar impostos, o que de acordo com Breithaupt, nunca foi visto na história de Santa Catarina. Mesmo assim, ele disse que não teve vencido ou vencedor. Ao contrário do que disse o líder do governo na Alesc, Valdir Cobalchini (MDB), o presidente da Fecomércio negou que tenha concordado com a manutenção da medida. “Não discutimos o mérito do teor da possível mudança. Eu mantive a minha posição que a MP deveria ser revogada, para que outra fosse apresentada com um teor construído junto com a Fiesc. Dessa forma, não teria margem para questionamentos”, explicou Breithaupt.

Breithaupt reclamou por não ter sido ouvido.

Distorção

O presidente da Fecomércio Bruno Breithaupt, me disse que não houve nenhum acordo no gabinete do presidente da Assembleia Legislativa, Aldo Schneider (MDB). Para ele, foi distorcido o teor da reunião. “A Fecomércio não roeu acordo nenhum, pois, sempre manteve a mesma posição e não deram a devida atenção para aquilo que eu falava. Somente davam atenção ao teor da proposta”, reclamou Breithaupt, acrescentando que sempre recebia respostas evasivas quando se reuniu, tanto com a Secretaria de Estado da Fazenda, quanto com a Fiesc. “Quando eu colocava a minha opinião, não davam atenção. Era uma condição da Fecomércio o encaminhamento jurídico desse assunto na Alesc”, afirmou.

Contra o aumento

O presidente da Fecomércio Bruno Breithaupt, foi além, ao dizer que a entidade sempre foi contra qualquer tipo de aumento da carga tributária. Segundo ele, cabe ao governo tornar o Estado menor e, defendeu a privatização de estatais que estão dando prejuízo e que somente servem como um braço político, para acomodações. “Tem muita estatal inchada, é preciso reduzir. Isso também influenciaria no aspecto previdenciário, o que ajudará ao Estado ter mais estabilidade. É irreversível essa mudança para que de fato, as contas públicas possam ser fechadas”, disse. De acordo com Breithaupt as empresas estão tendo um crescimento pífio, e qualquer aumento de impostos pode levá-las a uma situação de dificuldade.

Decidido

O governador Eduardo Pinho Moreira (MDB), está decidido a nomear o empresário Sérgio Galli, como o novo secretário executivo da ADR de Chapecó. Segundo uma fonte, a troca acontecerá nos próximos dias. Já quanto a Celesc, não há uma definição. O certo é que Pinho Moreira acatará ao pedido dos deputados emedebistas, que não aceitaram a manutenção de filiados ao PSD, indicados por Júlio Garcia.

Crítica

O deputado federal Esperidião Amin (Progressistas), disse que o Governo de Eduardo Pinho Moreira (MDB) está adotando a velha política. Amin se referiu aos cortes na Secretaria de Estado da Educação, que posteriormente terá a metade dos dispensados, reacomodados em cargos a serem determinados. Para Amin, quem se filiar ao MDB será recontratado.

Repasses aos municípios

Os municípios que serão contemplados com repasses do governo de Eduardo Pinho Moreira (MDB), deverão receber a primeira parcela até o dia 07 de Julho. A Lei Eleitoral dá esse prazo para que as primeiras parcelas ou os repasses integrais de convênios sejam depositados. Se optar pelo parlamento, Pinho Moreira terá até 31 de dezembro para pagar a última parcela.

Sétimo dia

Ontem a noite um grande número de lideranças políticas foi até a Igreja do Colégio Catarinense, em Florianópolis. É que foi celebrada a missa de sétimo dia de Dulce Augusta Buendgens Bornhausen, esposa do ex-governador e senador Jorge Bornhausen.

Apoio a Bolsonaro

No debate entre os pré-candidatos ao Governo do Estado, promovido pela Maçonaria, o deputado federal Jorginho Mello (PR) declarou que vai dar palanque para o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). O senador Magno Malta, do Partido da República, será o vice de Bolsonaro.

Bolsonaro terá o apoio de Jorginho Mello.

Apoio ao leite

O governador Eduardo Pinho Moreira (MDB) aderiu a campanha de promoção do leite catarinense. Uma das mais importantes bacias leiteiras do país, Santa Catarina se prepara para intensificar a exportação do produto. Ao ser fotografado no café da manhã segurando um copo de leite, Pinho Moreira disse que o produto fortalece a economia local, valorizando a produção catarinense. “Lembrando que o leite catarinense está entre os mais competitivos do país”, afirmou.

Emendas

A deputada federal Geovania de Sá (PSDB) acaba de encerrar roteiro de seis dias pelo Oeste Catarinense. Desde a última quinta-feira na estrada, ela passou por 31 municípios para anunciar a destinação de emendas parlamentares que somam mais de R$ 4,6 milhões para a região. Deste valor, R$ 3 milhões serão empregados na saúde de Xanxerê, Águas de Chapecó, Belmonte, Passos Maia, Concórdia, Monte Carlo, Ipumirim, Quilombo, São Bernardino, Novo Horizonte, Jardinópolis, Águas Frias, São Carlos, Palmitos, Descanso, Guarujá do Sul, Entre Rios, Abelardo Luz, Salto Veloso, Água Doce, Rio das Antas, Fraiburgo, Ipira e Joaçaba. R$ 1 milhão contemplará a infraestrutura e mobilidade urbana de Caçador. Na foto, Geovania no gabinete do prefeito de São Carlos Rudi Sander (Progressistas).

Empresários

Além de investir no setor automobilístico há anos, o empresário Izair Gambatto parece não ter receio da situação econômica do país. Investiu em um posto de combustível que fica na Fernando Machado o que já tem atraído bons resultados. Gambatto é um dos empresários que provocam a economia de Chapecó e da região a se desenvolver. Ainda ontem também estive com o empresário Amauri Battiston, que segue inovando no setor supermercadista. O perfil do empresariado do Oeste e das demais regiões de Santa Catarina, faz com que o estado enfrente a crise com mais força.

Novo secretário

Fernando Mattos deixou o cargo de assessor de imprensa da Chapecoense, para assumir como Secretário de Comunicação de Chapecó. Ele ocupará a vaga no lugar de Mário Tomasi. Ainda não há informação se Tomasi segue no governo de Luciano Buligon (PSB), ou se ele será desligado por completo.

“Me ouça de segunda a sexta as 13h15 na Super Condá AM 610”

“Também me leia no jornal Sul Brasil”

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