O mate de lageano

Se as definições da política de Santa Catarina andam devagar, tudo tem a ver com o estilo do governador Raimundo Colombo. E agora de novo o jogo volta a depender do principal personagem da política catarinense nos tempos atuais. A rigor, ele já foi atropelado duas vezes. Primeiro dentro do próprio PSD, quando Gelson Merísio impôs o seu ritmo ao partido. Depois por Eduardo Moreira no governo, quando este decidiu o dia em que a cadeira de governador seria substituída. Para alguns essa demora é tudo, menos estratégia. No próximo sábado Colombo deve lançar-se pré-candidato a Senador, sem saber por qual chapa. Bem diferente de todos os outros, ele que pela regra é quem joga de mão, segue olhando o jogo. Fosse num jogo de xadrez, diríamos que ele adotou a estratégia de cuidar dos peões. Neste jogo, entretanto, os mais audaciosos miram sempre o “mate” da jogada. No caso de Colombo, como bom lageano, ele parece preferir sentar, tomar um “mate” e esperar mais um pouco.

Quem joga
O PP e PSDB, por exemplo, tem propagado dentro de suas corporações que a opção de movimentar o jogo não é deles. Há os que entendem que é o PSD (leia-se Raimundo Colombo) é quem tem que definir. Outros entendem que é o PMDB quem tem que definir o seu candidato, pois só então o jogo pode começar. O problema é que o PMDB espera por Colombo.

No PSDB
Mesmo com aquele abalo, que não se sabe quanto mexeu na estrutura de Paulo Bauer, quando foi denunciado de receber R$ 11,5 milhões da Hypermarcas, o PSDB insiste em dizer que o seu jogo está definido. Mesmo assim ainda não deixou claro com qual grau de chapa pura. Por via das dúvidas tem candidato a governador, a senador e a vice.

No PP
O Partido Progressista adotou um discurso que não é novo em suas hostes. É a tese de que está fechado com o PSD, mas é só o partido de Gelson Merísio demorar além da conta para dar segurança que a banda que se assanha ao ver um bico tucano se atira de corpo e alma só para ver o PMDB ficar isolado. E olha que hoje não existe mais um só progressista com alguma simpatia ao PMDB, como foi em outra época.

Se Pavan vai
Hoje deve se definir a última movimentação que falta nestes tempos de revoada. O deputado Leonel Pavan tem convites do PMDB, do PDT e do PODEMOS. Mas ele pode decidir o seguinte: ficar no PSDB e fazer como fizeram os demais líderes “escolher posição” para jogar. Ser a opção do partido a vice em caso da coligação exigir.

Tucanos definidos
No PSDB o atual senador Paulo Bauer já disse que quer ser candidato a governador, Napoleão Bernardes escolheu a vaga de Senado, enquanto Marcos Vieira também quer o Senado onde são duas vagas. Quer dizer, nenhum tucano ainda se escalou na posição de candidato a vice. Pode ser o que Pavan vai pleitear para continuar no time.

Sempre será negado
Curioso o que se ouve aconteceria se Leonel Pavan fosse para o PDT. Seria o representante do partido numa disputa com os demais chamados pequenas da base aliada de Gelson Merísio para pleitear vaga de candidato a vice na chapa. Senão der, poderia ser o candidato a deputado federal. Ai alguém vai dizer: “Ops, mas o PDT diz que a prioridade é eleger Manoel Dias deputado federal”. Verdade, mas há quem entenda que poderia ser uma saída honrosa em caso de “ficar ruim”. Uma coisa é Maneca gerir o partido, a outra é o teste da urna.

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