O adeus a Aldo Schneider, a análise das pesquisas entre outros destaques

As duas primeiras pesquisas ao Governo do Estado divulgadas na sexta-feira (17), primeiramente, mostram que grande parte do eleitorado está realmente indeciso. Enquanto que no levantamento do Mapa, 46% não se decidiram, na pesquisa do Ibope encomendada pelo Grupo NSC, 57% estão indecisos. Esses números mostram um campo vasto a ser desbravado, o que exigirá muito trabalho e boas propostas de parte dos candidatos para tirarem o eleitor da indecisão.

Agora, chama atenção a diferença de percentual alcançada pelos candidatos em cada pesquisa. Mauro Mariani (MDB) no Mapa, e Décio Lima (PT) no Ibope, se revezam no primeiro lugar, além de estarem tecnicamente empatados devido as margens de erro que chegam aos 3%. E se pegarmos a mesma margem, entra Gelson Merisio (PSD) na disputa, incluindo na espontânea do Mapa onde assume o segundo lugar.

Já na rejeição, Lima é o que apresenta o maior percentual em ambas as pesquisas, com 33,4% no Mapa, e 21% no Ibope. Mariani nas duas, também aparece em segundo com 17,7% e 15%, enquanto que Merisio é só o quinto mais rejeitado no Mapa com 14,5%, e o terceiro ao lado de Leonel Camasão (PSOL) no Ibope.

Olhando pelas três maiores candidaturas, um fato novo chama a atenção, que é o desempenho de Décio Lima (PT), mesmo com chapa pura, liderando a pesquisa do Ibope com boa vantagem sobre o segundo colocado, que é Mauro Mariani. Neste caso, fica clara a personalização da análise do eleitorado, tanto, que boa parte da rejeição atribuída a Lima pertence ao PT.

Outro ponto favorável ao petista, é que ele tem um eleitorado cativo, que são os próprios petistas, além de um percentual no Vale do Itajaí, já que foi prefeito de Blumenau. O seu ponto fraco seria a falta de uma maior capilaridade e, o desgaste causado pelo ex-presidente Lula, que tem gerado rejeição do eleitorado a todo o partido. Portanto, o que fará Lima para se manter na ponta?

Por sua vez, Mariani lidera no levantamento do Mapa e fica em segundo no Ibope. Tem em sua coligação dois candidatos com fortes colégios eleitorais, a exemplo de Joinville e o Vale do Itajaí. O ponto fraco é que em um eventual segundo turno, não teria o apoio das campanhas de Gelson Merisio e nem de Lima.

Já Merisio que aparece em terceiro, apresenta uma rejeição menor do que Décio Lima e Mauro Mariani, tendo espaço a conquistar. Além disso, tem em sua chapa o então líder das pesquisas a governador no período pré-eleitoral, Esperidião Amin (Progressistas). A sua dificuldade seria um eventual segundo turno contra o PT, já que não receberia o apoio do MDB.

Senado

As duas pesquisas confirmam que os ex-governadores Raimundo Colombo (PSD) e Esperidião Amin (Progressistas), largam com vantagem contra Paulo Bauer (PSDB), Jorginho Mello (PR) e Ideli Salvatti (PT). A estratégia de Bauer e Mello nos próximos dias deve mudar, passando às críticas contra o governo Colombo. A ideia é desgastar o pessedista, que ontem dormiu comemorando o resultado de um ranking que coloca o nosso estado em uma condição diferenciada. Com os números de baixo do braço, Colombo ao lado de Amin em uma verdadeira eleição casada, sairá pelo Estado mostrando os números. Amanhã eu analiso os resultados do levantamento que cita SC.

Aldo Schneider

O corpo do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Aldo Schneider (MDB), está sendo velado na Igreja Católica no centro de Ibirama. A previsão é que os atos fúnebres que serão realizados com honras de chefe de Estado, aconteçam até ao meio-dia. Após, o corpo de Schneider será levado no início da tarde para ser cremado em Balneário Camboriú, com uma pequena solenidade fechada aos familiares.

A luta

Em julho do ano passado escrevi que Aldo Schneider (MDB) enfrentava um câncer. A situação do emedebista começava a se tornar difícil, logo após começar a sentir fortes dores nas costas. O emedebista era um dos principais amigos de Gelson Merisio (PSD) no parlamento, tanto, que partiu do pessedista a indicação do médico Fernando Maluf, referência em oncologia no país e, que atende no Hospital Albert Einstein em São Paulo. Ao ser internado, Schneider relatou que sentia dores na região do fêmur, de onde foi tirado um pedaço de osso para um enxerto entre a quinta e sexta vértebra, onde estava o tumor. De acordo com a equipe médica, as dores aumentaram após uma reação a cirurgia. Logo após, um Pet Scan identificou outro tumor, dessa vez no pulmão, foi então que a equipe de Maluf determinou a realização de cinco sessões de quimioterapia, sendo as duas primeiras mais fortes, porém, o prognóstico já não era bom, inclusive, houve até uma projeção de sobrevida de alguns meses. Depois apareceu um tumor no pescoço em meados de maio, que o levou a fazer radioterapia uma traqueostomia, procedimento necessário para aliviar o sistema respiratório comprometido por conta do tratamento.

Enfraquecimento

Desde que começou o tratamento, Aldo Schneider (MDB) começou a ver a sua saúde em situação de extrema dificuldade. Debilitado, seguia com os tratamentos, tanto que, diversas vezes abriu espaço para o deputado Silvio Dreveck (Progressistas) assumir a presidência. Nas reuniões a sua voz já não tinha mais a mesma força, tanto, que mesmo com as pessoas próximas a mesma mesa, ele precisava de um microfone para ser ouvido. Há cerca de quatro semanas ao se sentir melhor, Schneider resolveu realizar alguns roteiros, situação que baixou a sua imunidade, provocou uma infecção no pulmão e nos últimos dias se generalizou por todo o corpo. Antes de ser colocado em coma induzido, Schneider conversou rapidamente com familiares e, com o seu principal assessor, Jerry Comper, a quem deu o seguinte conselho: “Se acontecer qualquer, coisa você será o candidato”, afirmou Aldo a Comper. Na quinta-feira, a esposa de Schneider ao lado do deputado federal Rogério Peninha Mendonça (MDB) e o próprio Comper, anunciaram em coletiva no município de Rio do Sul, a desistência do deputado de disputar a reeleição. Naquele momento, Aldo Schneider já estava em coma induzido.

Presidência

Dreveck recebendo Schneider, em um dos retornos de licença médica do emedebista.

Como primeiro-vice-presidente, o deputado Silvio Dreveck (Progressistas) já estava intercalando o posto de comando do parlamento com Aldo Schneider (MDB), devido aos afastamentos para tratamento de saúde. Com o falecimento do emedebista, Dreveck assume automaticamente a presidência da Alesc. Uma nova eleição definirá o próximo primeiro-vice.

Encontro do PSD

Rodrigues abraçou a candidatura de Merisio.

Cerca de 500 pessoas lotaram o Clube Industrial em Chapecó, na noite de sexta-feira, para o primeiro encontro da coligação “Aqui é trabalho” no Oeste, região do candidato a governador Gelson Merisio (PSD). Mais uma vez acompanharam todas as agendas o candidato a vice-governador, João Paulo Kleinubing (DEM), e os candidatos ao Senado, Raimundo Colombo (PSD) e Esperidião Amin (PP), além da presença do deputado federal João Rodrigues (PSD). “Nessa primeira semana de campanha nós quatro temos andado sempre juntos e, mostrado como estamos unidos desse lado do rio, deixando claro onde estão nossos adversários, lá na outra margem”, disse Merisio, destacando em seguida porque acredita que a coligação precisa vencer a eleição neste ano: “Bastou o PMDB assumir, com sete meses de mandato, e já atrasaram o décimo terceiro. Deram o cartão de visita do que será o governo se assumirem no ano que vem”, criticou Merisio.

Kleinubing se manifestou

O candidato a vice de Gelson Merisio (PSD), o deputado João Paulo Kleinubing (DEM) deu sinais de que abraçou a campanha do pessedista. “Quero aqui reconhecer a tua obstinação, a tua coragem nessa trajetória. E é de coragem que Santa Catarina precisa nesse exato momento. Nosso estado tem na força da sua gente a sua maior vantagem, e você é um grande catarinense, Merisio”, afirmou João Paulo Kleinubing, no palco lotado de prefeitos e candidatos a deputado estadual e deputado federal.

Volta de Rodrigues

O encontro em Chapecó teve um elemento a mais. A presença do deputado federal João Rodrigues (PSD), também mobilizou a militância e foi destaque na reunião dos partidos da coligação. “Vamos ter um candidato do Oeste. E é a primeira vez que é alguém do nosso grupo. Será extremamente importante termos alguém com origem na nossa região no governo do Estado”, afirmou Rodrigues, em seu primeiro encontro político desde que teve a prescrição de pena reconhecida por liminar e pôde voltar a Chapecó. Quando anunciado, ele foi ovacionado pelo público presente.

Lançamento emedebista

Mariani discursou com a jaqueta que foi de LHS.

De acordo com a organização do evento, mais de dez mil pessoas participaram do lançamento oficial da campanha da coligação “Santa Catarina Quer Mais”, com Mauro Mariani (MDB) e Napoleão Bernardes (PSDB) ao Governo do Estado, e Jorginho Mello e Paulo Bauer ao Senado. O Centro de Eventos Sítio Novo, em Joinville, ficou lotado, tanto que várias pessoas ficaram do lado de fora. Ao todo, cerca de 2,7 mil carros e 40 ônibus saíram de todas as partes do Estado para prestigiar o evento. Mariani renovou seus compromissos com um Estado eficiente e agradeceu os gestos praticados pelos partidos da coligação que permitiram a sua candidatura. “Vocês não imaginam a emoção que vai tomando conta do nosso coração. “Podemos e vamos acelerar o nosso Estado. Queria pedir, com muita humildade, que vocês nos ajudem nessa caminhada. Aqui é a nossa largada. Vamos orgulhar o voto de vocês, com muito senso de responsabilidade”, afirmou.

Bernardes

O tucano Napoleão Bernardes (PSDB), candidato a vice de Mauro Mariani (MDB), destacou a capacidade de desprendimento de todos que subiram ao palco, unidos em torno de um projeto que coloca Santa Catarina à frente de ambições pessoais. O ex-prefeito ainda se disse emocionado pelo clima do encontro e com a animação da militância dos nove partidos. “É hora de encerrar este ciclo e começar uma nova página. Estamos todos em uma comunhão de esforços movidos por um único ideal”, discursou o tucano, elogiado por todos que falaram ao público.

Jaqueta da Vitória

Após a sua fala, a ex-primeira dama Ivete Appel da Silveira, muito emocionada, repetiu o gesto de seu marido, em 2010, e entregou a Mariani a jaqueta que Luiz Henrique utilizava em suas campanhas e vitórias. “Esta jaqueta já venceu muitas eleições e vai ganhar mais essa”, lembrou.

Lima pelo Oeste

Décio Lima comemorou o primeiro lugar em uma das pesquisas.

O candidato ao governo de Santa Catarina, Décio Lima (PT), cumpriu agenda no Oeste e extremo Oeste, onde percorreu sete municípios em três dias, com a Caravana Renova Santa Catarina.  Lima apresentou suas propostas de governo para lideranças, prefeitos, vices, vereadores, comunidade e a militância. Em sua passagem pelas regiões Extremo Oeste e Oeste, assumiu o compromisso com o fortalecimento da agricultura, por meio da oferta de crédito e a criação do programa, PROVE/SC, para incentivar a compra de produtos da agricultura familiar. Décio destacou sua proposta de dobrar o piso salarial dos professores e desbloquear a tabela. “Vou ser um governador dos municípios pequenos e grandes. Um governador das cidades, que pise nos 295 municípios”, afirmou.

Ranking

Como ainda não avaliei o ranking que coloca Santa Catarina como Estado destaque, deixei para amanhã a minha análise dos números.

ATENÇÃO!! As atividades eleitorais dos candidatos à majoritária, são divulgadas conforme são repassadas as informações pelas coligações.

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