Muito dinheiro, pouca esperança

O orçamento impositivo que deve ser adotado pela primeira vez na Assembleia Legislativa de Santa Catarina neste ano não parece animar tanto assim os deputados estaduais. Pela lei cada deputado teria R$ 5,7 milhões do orçamento geral do Estado para indicar em 2018. A lista de indicações deve terminar hoje. Os maiores percentuais devem ser para a Saúde e Educação, seguindo o que ocorre com o orçamento do Executivo. Acontece que apesar do grande volume de dinheiro e dos deputados que estava licenciados terem retornado ás suas cadeiras, eles demonstram pouca esperança de que o governo fará cumprir estes investimentos. Isso porque o orçamento está apertado e porque é ano eleitoral. A suspeita é de que assim como ocorre com o orçamento impositivo federal, o governo vai atender primeiro os deputados aliados.

BOA GRANA A rigor os deputados estaduais deveriam estar animados, pois para 2018 teriam além dos R$ 5,7 milhões do orçamento impositivo, algo em torno de R$ 4 milhões do Fundam II. Com este dinheiro os deputados indicam setores que devem ser atendidos.

REELEIÇÃO Com um orçamento superior a R$ 10 milhões de indicações os atuais deputados estaduais que forem à reeleição entram em vantagem na disputa, afinal estes recurso do Estado são facilmente transformados em votos.

Fim de ano legislativo
Nesta semana as Câmaras de Vereadores fecham o ano legislativo, com poucas chances de sessões extraordinárias. Içara deve ser uma exceção. Em Criciúma os últimos dias foram marcados por pauta carregada. Como o mandato de presidente é de dois anos o recesso deve ser tranquilo, apesar de um ensaio que houve recentemente por parte do vereador pastor Jair Alexandre, que ensaio, com apoio do prefeito Clésio Salvaro, uma tentativa de mudança num acordo firmado ás vésperas do atual mandato. O PSB, partido do atual presidente do legislativo criciumense, Júlio Colombo anunciou ao vereador para que não seja feita nenhuma nova discussão.

Na Amrec
Dois assuntos devem dominar a última reunião dos prefeitos da região da Amrec, amanhã. Um deles é a eleição do novo presidente da Associação. Por força de acordo feito no início da gestão, o próximo presidente deve ser do PMDB. Outro assunto é a mudança na gestão do consórcio de saúde. O novo presidente deve assumir no fim do ano.

Artigo 170
O professor Everaldo Tiscoski (Esucri) de Criciúma tratou ontem na Assembleia Legislativa do projeto que deve mudar a forma de distribuição das bolsas de estudo do artigo 170. Ele representou a associação de entidades mantenedoras de cursos superiores particulares do Estado. A matéria sugere que gradativamente a distribuição das bolsas se altere até equilibrar bolsas aos alunos das particulares com as comunitárias.

SINAL O município de Nova Veneza, no Sul do Estado mobilizou geral para que as empresas de telefonia celular resolvessem um problema de sinal. A cidade turística ficou quase duas semanas com sistema precário na telefonia.

FOGOS Em Laguna a suplente de vereadora do PMDB, Nàdia Tasso Lima, assumiu e apresentou projeto para criar lei municipal proibindo o uso de fogos de artifício no município. Proibição geral seja para locais públicos ou mesmo em propriedade particular. O argumento é que os animais sofrem muito com o barulho.

MISTÉRIO Fato curioso flagrado pelos funcionários que fazem o corte da grama e manutenção do canteiro central da avenida Centenário. Sempre que é feito o corte, um cidadão passa pelo local despejando grande quantidade de papel cortado em pequenos pedaços.

FLAGRANTE Depois de constatada a repetição do episódio do papel jogado no canteiro central da avenida Centenário, funcionários da prefeitura tentaram flagrar o autor, até agora sem sucesso.

ECONOMIA Só a prefeitura de Criciúma deve injetar algo em torno de R$ 42 milhões na economia do município. É a soma dos valores das folhas de pagamento de novembro, dezembro, segunda parcela do 13º salário, bolsas de estudo e rescisões dos funcionários Admitidos em Caráter Temporário (ACTs).

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