Mariani quer manter a descentralização, o depoimento de Titon, Fundo cria problema no PSDB entre outros destaques

Ontem o candidato do MDB ao Governo do Estado, Mauro Mariani, foi o sabatinado na série de entrevistas realizada pela Super Condá AM 610 em parceria com a Unochapecó.

Mariani lembrou que o gasto para os cofres do Estado com os aposentados, chega aos R$ 400 milhões, dinheiro que é preciso buscar no tesouro para conseguir custear. Lamentou que no passado os governos tenham sido pouco previdentes, não fazendo o dever de casa o que atenuou o que chamou de bomba relógio. Segundo o emedebista, o falecido ex-governador Luiz Henrique da Silveira chegou a criar um fundo, mas, que teve o dinheiro usado de modo geral pelo também ex-governador, Raimundo Colombo (PSD). “Os governos foram irresponsáveis. Usaram o dinheiro do fundo para obras”, criticou.

Mesmo assim, Mariani lembrou que o próprio Colombo, enviou à Assembleia Legislativa um projeto que avançou na questão previdenciária, se diferenciando de outros estados. Mas, lembra que não é possível mexer nos atuais aposentados por já terem o chamado direito adquirido, vendo como as únicas alternativas, um novo cálculo atuarial, além do controle de gastos e ações que provoquem o crescimento econômico.

No tocante a descentralização, Mauro Mariani disse que há 16 anos atrás, as ADRs foram importantes, porém, entende que a presença física poderá ser substituída, mas, sem acabar totalmente com as regionais. De acordo com o candidato, se for governador, irá reduzir para no máximo sete secretarias. “Um exemplo em Chapecó a Secretaria do Oeste, com orçamento, dinheiro para resolver o problema da escola e da estrada”, anunciou.

Quanto ao desenvolvimento, o emedebista disse que a questão ferroviária é importante, mas, que está sendo dado um foco errado. Ele criticou o gasto de dinheiro e tempo em projetos das ferrovias do frango e litorânea, quando deveriam se esforçar pela Norte Sul, que trará os grãos do Centro-Oeste para o Oeste catarinense. “Essa é a principal, sem essa as outras não se viabilizam”, afirmou.

Por fim, na questão das rodovias, voltou a criticar Raimundo Colombo, o qual, segundo Mariani, conseguiu o maior volume de recursos já obtido, na época do governo Dilma Rousseff (PT), mas que não fez nenhum esforço para resolver a questão das estradas.

Lima na Super

Hoje foi a vez do candidato a governador, Décio Lima (PT), ser o sabatinado na Super Condá AM 610, que realiza em parceria com a Unochapecó a série de entrevistas.

Pesquisa

A pesquisa encomendado pelo Grupo RIC em parceria com a Fecomércio junto ao Instituto RealTime Big Data, mostra claramente que a eleição está totalmente em aberto aqui no estado. Quando se tem numa pesquisa espontânea, 64% do eleitorado sem saber em quem votar, mais 12% de brancos e nulos, mostra o campo vasto a ser explorado. Mauro Mariani (MDB) e Gelson Merisio (PSD) estão empatados com 8%, enquanto que Décio Lima (PT) aparece com 5% e o Comandante Moisés (PSL) tem 3%. Os restantes não pontuaram. Um ponto principal, é que os candidatos carecem de mais visibilidade e de espaços de diálogo para debater com o eleitor. Quem se lembrou dos candidatos espontaneamente, é porque sabe que Mariani e Lima são deputados federais, enquanto que Merisio é estadual e já presidiu a Assembleia Legislativa. Fora esses, apenas Moisés, o que se leva a crer, que o fato dele estar no mesmo partido de Jair Bolsonaro (PSL), pode ter feito alguma diferença.

Estimulada

Mauro Mariani (MDB) lidera com 20%, tendo Gelson Merisio (PSD) 18% e Décio Lima (PT) na cola com 16%. Essa com certeza, deverá ser a eleição mais disputada da história de Santa Catarina e, o mais interessante, é que até o momento o fator capilaridade em relação aos partidos e estrutura das alianças, não fez a diferença, caso contrário, o petista não estaria colado nos dois primeiros colocados. Só que ainda são 25% de indecisos, somados aos 12% de nulo ou branco, ou seja, temos 37% do eleitorado a ser conquistado pelos candidatos. Com essa divisão se mantendo até o fim do primeiro turno, o terceiro colocado ganhará peso de ouro, pois, para o lado que pender poderá fazer a diferença.

Segundo turno

No segundo turno previsto na pesquisa, Mauro Mariani (MDB) vence nos dois cenários, contra Gelson Merisio (PSD) e Décio Lima (PT), enquanto que Merisio venceria o petista no segundo turno. Porém, o que chama a atenção é que numa eventual disputa entre o emedebista e o pessedista, é quase que um empate técnico, estando 33% a 30%, tendo uma margem maior apenas quando os confrontos são contra Lima. Portanto, até no segundo turno dependendo de quem estiver, poderemos ter mais uma disputa equilibrada.

Região

A pesquisa mostra a força de Mauro Mariani (MDB) no Norte do estado, onde teria 38% das intenções de voto. Na Grande Florianópolis perde para Gelson Merisio (PSD) e Décio Lima (PT), que estão empatados com 15%, muito embora o emedebista tenha 14%. Merisio vence no Oeste com 34% e no Sul com 20%, enquanto que no Vale do Itajaí, Lima é o primeiro com 19%. Isso demonstra que o fator local está sendo importante e, que o Sul e a região da capital podem ajudar a influenciar no resultado.

Senado

Na disputa entre os candidatos ao Senado, nenhuma novidade. Apenas o fato de Esperidião Amin (Progressistas) ter retomado a liderança nas intenções de voto, agora com 31%. Raimundo Colombo (PSD) está com 29% e, já tem na sua cola, o senador Paulo Bauer (PSDB) que subiu para 24%. A disputa pelas duas vagas deve ficar por aí, a menos que tenhamos um fato novo. Pelo que está se desenhando, poderemos ter mais a frente, Amin se distanciando, enquanto que Colombo e Bauer brigarão pela segunda vaga. A surpresa fica por conta de Roberto Salum (PMN) que tem 7%, e aparece a frente de Ideli Salvatti (PT) que está abaixo do esperado devido ao seu capital político, com apenas 6%, empatada com Jorginho Mello (PR) com a mesma pontuação.

Cella com Mariani

O vice-prefeito de Chapecó Elio Cella (PR), se posicionou oficialmente e apoiará o candidato ao Governo do Estado, Mauro Mariani (MDB). Inclusive, ontem Mariani e o senador Dário Berger (MDB), gravaram apoio ao republicano, e receberam declarações de apoio. Informações de bastidores é que Cella estaria descontente com o fato de Buligon não ter lhe apoiado no pleito, porém, a informação não é confirmada pelo vice-prefeito, que garante que está tudo bem entre ele e Buligon. A princípio, segundo uma fonte, o acordo era de que Cella se manteria neutro, com a decisão, veremos o que acontecerá nos próximos meses na Administração Municipal.

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Encontro

Prefeitos e vice-prefeitos dos partidos da coligação “Aqui é Trabalho”, se reuniram ontem em Palhoça. O grupo foi recepcionado pelo candidato a governador Gelson Merisio (PSD) e pelos candidatos a vice-governador João Paulo Kleinübing (DEM) e a senador Raimundo Colombo (PSD) e Esperidião Amin (PP). O quarteto vem realizando praticamente todas as agendas pelo Estado em conjunto. “Podem ter certeza absoluta que vamos fazer um processo duro e efetivo de enfrentamento do gigantismo do Estado. Precisamos de um governo enxuto, que entregue muito mais em serviços públicos”, afirmou Merisio aos presentes.

Depoimento de Titon  

Está marcado para o próximo dia 17, o depoimento do deputado estadual Romildo Titon (MDB), no Tribunal de Justiça de Santa Catarina. O parlamentar possui foro privilegiado, por isso, seu processo se arrasta há pelo menos quatro anos na corte de justiça do estado. Titon é acusado de organização criminosa, corrupção passiva e improbidade administrativa. Ele teria supostamente recebido R$ 60 mil, e encomendado um poço artesiano em sua propriedade no valor de R$ 275 mil, com recursos públicos. Titon pediu o adiamento do depoimento, mas tomou uma reprimenda da desembargadora encarregada do caso que não aceitou o pedido.

Divergência

Depois da manifestação pública do candidato estreante a deputado federal pelo PSDB, o ex- defensor Público-Geral do Estado, Ralf Zimmer Junior, repudiando a informação de que somente quem já tem mandato, seria contemplado com recursos do Fundo Eleitoral, diversas outras reclamações de candidatos também surgiram nos bastidores da campanha eleitoral dos tucanos em variadas regiões do estado. Todos, com a mesma disposição de Zimmer de estudar a viabilidade de ação judicial para garantir uma distribuição mais igualitária e democrática dos recursos. Os candidatos estreantes também reclamam que estes critérios definidos pelas executivas nacionais dos partidos, a serem confirmados, não permitem a renovação dos quadros partidários pela competição desigual de recursos.

Divisão

Entre todos os partidos, 247 nomes foram registrados como candidatos a deputado federal em Santa Catarina, e os problemas na distribuição equilibrada dos recursos do Fundo estariam ocorrendo em todos os partidos, mas com uma concentração maior em relação ao PSDB. Dos 17 tucanos que tentam cadeiras na Câmara Federal, apenas dois foram contemplados pelo partido justamente os atuais deputados Geovânia de Sá e Marco Tebaldi. Foram destinados R$ 1 milhão para Geovânia e R$ 500 mil para Tebaldi. Diante das reclamações o presidente estadual do PSDB, deputado estadual Marcos Vieira, já teria encaminhado no início desta semana, oficio à direção da Executiva Nacional do partido solicitando a urgente revisão nos critérios de distribuição dos recursos do fundo, sob pena da possibilidade de desistência de muitos candidatos do partido à Câmara Federal.

Os critérios

Essas são as primeiras eleições majoritárias e proporcionais após a proibição do financiamento empresarial de campanha. Criado no ano passado para regulamentar o repasse de recursos públicos entre as legendas, o Fundo Especial de Financiamento totalizou R$ 1,716 bilhão este ano de dinheiro público. A maior parte foi dividida proporcionalmente entre os partidos, levando em conta o número de representantes no Congresso Nacional. Ou seja, as siglas que elegeram o maior número de parlamentares em 2014, MDB, PT e PSDB, tiveram direito à maior fatia do bolo. Conforme a regulamentação do TSE, ocorrida em maio último, os recursos do Fundo ficariam à disposição dos partidos somente após a definição pelas siglas dos critérios para a sua distribuição, que deverão ser aprovados pelos membros do órgão de direção executiva nacional da agremiação.

ATENÇÃO!! As atividades eleitorais dos candidatos à majoritária, são divulgadas conforme são repassadas as informações pelas coligações.

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