Lideranças de Chapecó preocupadas com espaço na Câmara, governo catarinense preocupado com a entrada de bandidos do RJ, não tem dinheiro para o Orçamento Impositivo entre outros destaques

Lideranças de Chapecó temem perder espaço.

Lideranças políticas de Chapecó estão preocupadas com a possibilidade da redução do número de representantes da capital do Oeste na Câmara dos Deputados. Ao mesmo tempo, aumenta a possibilidade de novos nomes surgirem, como uma forma de tentar ocupar o espaço que será aberto.

Um exemplo vem do MDB, já que Valdir Colatto deseja disputar uma vaga ao Senado. Do PSD, João Rodrigues com toda essa situação que envolve a sua prisão, deixa uma grande interrogação no ar, pois, tudo dependerá da justiça, enquanto que os petistas Pedro Uczai e Claudio Vignatti caminham rumo a uma disputa fratricida, com um resultado sem precedentes para o PT de Chapecó.

Por isso, é hora de todos os partidos avaliarem se os seus nomes tem a capilaridade necessária, para um pleito que exige uma grande caminhada por todo o estado. Devido a densidade eleitoral, nomes do Norte e do Vale do Itajaí até poderiam ter uma certa vantagem, caso, deputados dessas regiões não fossem para a reeleição, ou no caso de Décio Lima (PT) que optará pela majoritária, que terá em sua esposa a atual deputada estadual, Ana Paula Lima (PT), a sua herdeira já que ela tentará uma vaga em Brasília.

Se contar o Grande Oeste a baixa pode ser ainda maior, já que Jorginho Mello (PR) que tem base na região de Joaçaba, também tenta emplacar na majoritária, restando apenas Celso Maldaner (MDB) que é de Maravilha, que pensa em tentar mais uma reeleição. Portanto, vaga tem, só restando aos futuros candidatos fazerem uma boa campanha.

Encontro em Xaxim

O pré-candidato ao Governo do Estado Gelson Merisio (PSD), jantou com o prefeito de Chapecó Luciano Buligon (PSB), na Feira da Novilha e do Gado Leiteiro em Xaxim. Além deles, também participaram da conversa o prefeito anfitrião Lírio Dagort (PSD), além de Alexandre Zancanaro (PSD) de Campos Novos, Avelino Menegolla (PSD) de Xanxerê, e o presidente do Badesc, o ex-prefeito José Caramori. Antes do jantar onde foi servido pernil de carneiro e carne de porco assados na brasa, em conversa mais reservada, Merisio desabafou com Buligon que o chamou de “governador colono”, dizendo que a prisão de João Rodrigues (PSD) atrapalha o projeto de candidatura majoritária do Oeste. Depois em grupo, falaram da produção leiteira da região.

Merisio tem a fidelidade de Buligon.
Foto: Rodrigo Zani

Criticou a Adin

O deputado estadual Gelson Merisio (PSD), criticou a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) que o governo protocolou contra a lei de sua autoria, que aumenta o percentual mínimo de gastos na saúde. De acordo com Merisio, a saúde é uma questão de prioridade, avaliando que quando se aumenta o investimento no setor, as demais áreas podem ser tratadas de outra forma. “A Adin é equivocada, a lei é constitucional”, garantiu.

Orçamento impositivo

O governador em exercício Eduardo Pinho Moreira (MDB), foi taxativo: Não há dinheiro para o Orçamento Impositivo, que é uma espécie de emenda parlamentar dos deputados estaduais. Quando questionado a respeito de possíveis retaliações que poderá sofrer na Assembleia Legislativa, Pinho Moreira respondeu que está trabalhando para viabilizar o Fundam, e que ninguém será discriminado, todos serão atendidos. Ele ainda aproveitou para criticar. “Com tudo o que o Raimundo fez, eles mudaram os projetos dele, com essa base aí é complicado, o que eles criaram de problema para o Raimundo. De qualquer maneira vou limitar os projetos ao mínimo necessário, e tenho a certeza que o PSDB não fará oposição gratuita”, afirmou Pinho Moreira.

Agenda cheia

O governador em exercício Eduardo Pinho Moreira (MDB), inicia a agenda de trabalho com intensas atividades. Hoje pela manhã, acompanha o repasse de mais de R$ 9 milhões para hospitais filantrópicos do estado. Na sequência, embarca para a Capital Federal onde participa do Fórum Permanente dos governadores. Na oportunidade, reúne-se também com lideranças na busca de recursos para áreas prioritárias de sua gestão: Saúde e Segurança Pública.

Liderança

A liderança do governo na Assembleia Legislativa ainda não foi definida, mas nos bastidores aparecem os nomes dos deputados estaduais do MDB, Valdir Cobalchini e Mauro De Nadal. De acordo com uma fonte, ambos tem o perfil desejado pelo governador em exercício Eduardo Pinho Moreira (MDB).

Segurança

A intervenção federal no Rio de Janeiro deixou o governo catarinense em alerta. A preocupação é de evitar que bandidos em fuga venham para o estado. A pedido do governador Eduardo Pinho Moreira (MDB), já está em andamento a montagem de um plano de monitoramento e cuidado com os limites de Santa Catarina e, a inteligência deve intensificar os trabalhos nesta semana. Hoje os secretários de Estado da Segurança Pública do Espirito Santo, Minas Gerais e São Paulo se reunirão em Brasília com o governo ações que evitem a entrada de criminosos em seus estados, ao fugirem das ações provocadas pela intervenção.

PT é contra

No mínimo irresponsável a decisão dos líderes do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta, e no Senado Lindbergh Farias, de orientar as bancadas a votarem contra o decreto de intervenção no Rio de Janeiro. Eles argumentam que o presidente Michel Temer (MDB) visa com a medida, ofuscar a incapacidade de obter os votos para a reforma da previdência. É lamentável que num momento como esse, o partido se preocupe mais em derrotar o governo, do que ajudar o estado fluminense que vive uma verdadeira guerra civil. Sem contar os argumentos contrários, de que intervir não resolve, ou seja, pelo visto, na visão dessas lideranças o ideal seria recorrer ao Batman.

O óbvio

O discurso que a violência se resolve com saúde, educação e oportunidade de trabalho não está errado. O problema, é a forma como é aplicado. É preciso entender que a população é refém dos criminosos que colocaram o nosso país numa verdadeira guerra civil, aí vem a pergunta: Ao pegar um criminoso acostumado a traficar, matar entre outros atos de violência. Será que se for oferecida a ele, saúde, educação e oportunidade de trabalho, ele abandonará o crime? A resposta é óbvia, é claro que não. Portanto, a força deve ser usada neste momento, para que as ações sociais surtam efeito num futuro próximo, em quem ainda não foi tocado pelo crime.

PSOL na eleição

Está marcada para o próximo dia 3 de março em Florianópolis a convenção do PSOL. Na data, a legenda escolherá o seu candidato ao Governo do Estado, atendendo a uma decisão nacional do partido que resolveu antecipar a definição de seus nomes. Estão no páreo o professor da UFFS de Chapecó, Antônio Valmor de Campos, Sérgio Goulart de Joinville e Leonel Camasão de Florianópolis. O local ainda não foi definido.

Professor Antônio Campos.
Foto: Psol/Chapecó

De esquerda

De acordo com a presidente da Comissão Provisória do PSOL de Chapecó, Jane de Campos, o partido está iniciando um trabalho no município e conta atualmente com cerca de 30 filiados, com mais 30 pessoas em processo de filiação. No estado a legenda tem ao todo, cerca de 2 mil filiados. Para Jane, o PSOL é a única legenda que tem realmente representado as pautas da esquerda, como um partido de base e massa, incluindo as pessoas de movimentos sociais. Porém, ela rechaça a menção de extrema esquerda, pois, garante que ao contrário de quem se coloca nessa posição, o seu partido é aberto ao diálogo.

Sander

Em conversa com o prefeito Luciano Buligon (PSB), o secretário de Desenvolvimento Econômico de Chapecó, Márcio Sander, aceitou ficar até o fim de março no governo. Sander tem a intenção de se desincompatibilizar para não ter impedimento algum, caso algum projeto o leve a disputar a eleição deste ano. Por hora, o vice-prefeito Elio Cella (PR) é o pré-candidato a deputado estadual.

Sander e Cella podem disputar a eleição.

Destaque

“Presidente da Frente da Micro e Pequena Empresa do Congresso Nacional, o deputado federal Jorginho Mello (PR) se reunirá amanhã com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB), para solicitar que seja pautada para a votação, a derrubada do veto presidencial que impediu a criação do Refis para os pequenos negócios. São 600 mil micro e pequenos empresários que estão em débitos com a Receita Federal.”

“Me ouça de segunda a sexta as 13h15 na Super Condá AM 610”

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