Hospital do Sul reclama crédito de R$ 35 milhões

Dívida com o Hospital São José

Nesta semana houve de novo uma “acareação” matemática entre as partes do sistema de saúde pública de Criciúma. A mediação segue sendo feita pelo Ministério Público Federal, mas a matéria está prestes a ter sentença definitiva. O conflito segue entre Estado e município. Recentemente uma perícia confirmou o tamanho do crédito do Hospital São José: R$ 35 milhões. O Estado emitiu um documento reconhecendo R$ 800 mil e anexou um cronograma de pagamento. Aparentemente o maior devedor, o município fez a sua investigação é comprovou com planilhas que deve apenas R$ 7 milhões. Ficou para o dia 21 deste mês, na capital, nova rodada para este debate. Nela devem ser dissecadas as chamadas “rubricas”, que são os pagamentos feitos por cada ente.

Estudo do município

No estudo feito pela prefeitura de Criciúma teriam sido apurados dados relevantes em relação ao dinheiro repassado para o Hospital São José. É o caso em que dados constantes da planilha do Estado como pagos ao HSJ, mas que foram para outras unidades hospitalares da região. A equipe do município parece confiante nos seus dados. Já os técnicos do Estado saíram da última reunião pedindo mais tempo para revisar a própria planilha. 

Origem do dinheiro

A prefeitura pretende pagar sua dívida de R$ 7 milhões com o HSJ lançando mão dos R$ 7 milhões que o ex-Secretário de Estado da Saúde, João Paulo Kleinubing reconheceu o município como credor do Estado.

Segurança

Treviso, no sul do Estado, já foi a cidade mais tranquila e com os melhores índices à vida do cidadão, inclusive os mais baixos registros de casos de polícia da região. A cidade era “fim de linha”, mas um canto agradável para se morar. A rodovia que liga a cidade à serra, transformou parte disso. Pelo menos no que diz respeito à segurança. Hoje o tema antes descartado virou prioridade. Nesta semana o prefeito Jaimir Comin anunciou a instalação de 32 câmeras de vídeo como mecanismo de monitoramento. O sistema vai ser gerenciado por uma empresa escolhida em processo licitatório. As imagens são enviadas para uma central compartilhada com a Polícia Militar.

Origem dos votos

Dos votos dos três deputados federais do sul no processo de ontem na Câmara Federal nenhuma surpresa. E as justificativas não são recentes. Ronaldo Benedet (PMDB) é histórico aliado de Michel Temmer e tem peso partidário na sua convicção. Giovânia de Sá (PSDB) é filha de um dos mais tradicionais líderes sindicais, por isso tem lógica de berço neste voto. Jorge Boeira (PP) tem convicção forjada no grupo contrário de Temmer, ou seja, o voto é de origem.

Olhos sobre a AFASC

Depois da polêmica nas votações dos projetos sobre a AFASC os vereadores que são vistos como agentes que teriam dado um passo atrás, estão articulando uma política de vigilância sobre os próximos passos da gestão da entidade. Uma das exigências que deve ser feita é o de maior acompanhamento de cada um dos movimentos administrativos. Havemos de lembrar que a instituição foi para os últimos prefeitos o principal instrumento político. Cumprida a promessa dos vereadores veremos bons e emocionantes capítulos.

FORQUILHINHA Na Câmara de Vereadores de Forquilhinha, a interpretação da coluna de ontem ao “sepultamento” da CPI das investigações sobre denuncias do vereador Juarez de Oliveira não foi bem vinda. Há quem considera que a coluna “pegou pesado”. Respeitem-se as opiniões. 

MATEMÁTICA O 4º Prêmio ACIC de Matemática lançado ontem pela entidade empresarial é hoje o melhor concurso da região. Ele passou a ter a atenção que merece na escolas. Figura chave neste programa é a dos professores.

JURÍDICO Para tratar da articulação jurídica da negociação da dívida com o Hospital São José o prefeito Clésio Salvaro voltou a lançar mão dos trabalhos do advogado Ricardo Bun, que foi um dos autores da peça que lhe deu elegibilidade. Trata-se hoje de um dos homens com o maior respeito jurídico do prefeito.

CALENDÁRIO Existem rumores que remetem dúvidas sobre o cronograma das obras de reforma da prefeitura de Criciúma. Dificuldades no repasse de valores seria a causa que o governo descarta, o adiamento da data de término da obra.

REGIONAIS Ontem foi a vez do deputado estadual Rodrigo Minotto (PDT) ocupar a tribuna da Assembleia Legislativa para bater forte nas Secretarias de Desenvolvimento Regional, hoje ADRs. Ele reeditou a velha expressão de “cabide” usado por Raimundo Colombo quando era candidato a senador.

 

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