A hora das propostas para chegar a Agronômica, suplentes são apresentados, decisão sobre João Rodrigues surpreendeu entre outros destaques

Quem terá as melhores propostas para chegar a Agronômica?

Após a formação das alianças, é hora dos coordenadores de campanha e seus candidatos, começarem a organizar as suas propostas para o verdadeiro desafio que será governar Santa Catarina a partir do próximo ano.

Primeiramente, ao próximo governador deverá sobrar coragem para chamar os demais poderes e, rediscutir os repasses do duodécimo. Mas, para isso, terá que ter a maioria na Assembleia Legislativa e, torcer para que o parlamento seja formado por lideranças de coragem, para fazer valer o interesse do cidadão.

É importante dizer que na região Sul do país, o Executivo de Santa Catarina é o que repassa o maior percentual aos demais poderes em relação ao duodécimo. Da receita líquida do Estado, 9,41% são repassados ao Tribunal de Justiça, 4,34% à Assembleia Legislativa, 3,98% ao Ministério Público e 1,66% para o Tribunal de Contas do Estado. Agora, uma das perguntas corajosas que devem ser feitas é: Esses poderes precisam de todo esse valor que lhes são repassados?

Está mais do que na hora de alguns poderes voltarem à realidade e entrar em sintonia com a sociedade. Não é mais admissível, por exemplo, que haja sobra de dinheiro, ao ponto de em determinado período se transformar em alguns benefícios, sobretudo dentro do judiciário, o que até pode ser legal, mas é o certo?

Lembrem que vivemos em um país onde boa parte dessa população que é a verdadeira fonte das riquezas, a que paga os seus impostos gerando os recursos que são administrados pelos governos, precisa enfrentar fila para consulta, ou espera por meses para uma cirurgia, sem falar na falta de medicamentos e de serviços básicos que deveriam beneficiar diretamente a ele próprio, o cidadão. Portanto, a palavra de ordem deveria ser para todos, a “redução da gastança pública” que não tem beneficiado a população e afundado o país e os estados em dívidas.

Além disso, é urgente a necessidade de modernização da gestão pública do Estado, para que passe a verdadeiramente atender a todos os municípios com recursos e ações, tirando da atividade meio que é a estrutura governamental, gastos com pessoal entre outros, para atender a atividade fim, que é o único sentido da existência do Estado.

Quanto a saúde, será que teremos um governador com a coragem de repassar esses hospitais que ainda estão sob a administração do Estado, para a iniciativa privada, como forma de otimizar os recursos do setor da Saúde? Hoje mais de 50% do orçamento estadual vai para poucos hospitais, enquanto outras entidades seguem trabalhando no vermelho, devido a falta de recursos que deveriam ser melhores administrados.

E a descentralização? Findou o seu prazo, será extinta ou aperfeiçoada? O que não dá mais, é que siga o discurso de que representam um gasto mínimo ao Governo, sendo que esse “mínimo”, poderia ser utilizado em ações com maior resultado a favor dos catarinenses. Existem sim, formas mais baratas de fazer com que todas as regiões sejam atendidas. Ou, que se crie um verdadeiro modelo descentralizador, mas que não seja para “inglês ver”, que tenham orçamento próprio e autonomia para investimentos nas regiões as quais representam.

Além disso, não podemos esquecer da previdência ainda deficitária. O ex-governador Raimundo Colombo (PSD) e a Assembleia Legislativa deram o primeiro passo, enfrentaram a gritaria nas galerias do parlamento, para garantir em uma primeira de várias ações, que no futuro não tenhamos uma quebradeira igual a que aconteceu no Rio Grande do Sul.

Todo esse debate é fundamental, para que sobre dinheiro para que tenhamos mais segurança, escolas em melhores situações e uma Saúde administrada com responsabilidade, até porque não será fácil pagar a dívida bilionária que deverá ficar para o próximo governador. É fundamental que se tenha um governo austero, responsável para que não faltem recursos para o custeio do Estado e, que garanta o atendimento aos catarinenses.

Que tudo isso não fique somente na retórica na eleição e, que se torne uma prática com ações realmente eficazes. O que o próximo governador (a) terá que entender, é que a sua gestão será fundamental, para que Santa Catarina, até então uma “ilha de prosperidade”, não seja o Rio de Janeiro do amanhã.

Esqueleto

O próximo governador terá que lidar com uma herança nada agradável. Acontece que as contas do Estado tendem a ficar cada vez mais comprometidas, devido as cobranças judiciais de dívidas que não foram negociadas, ou seja, empurradas com a barriga e que agora estão prestes a serem cobradas. Sem contar os quase R$ 1 bilhão da Saúde, serão quase R$ 11 bilhões que tirarão o sono de quem for morar na Casa D’Agronômica. Somente de dívidas não negociadas na Infraestrutura, são mais de R$ 2 bilhões, sem contar mais R$ 1 bilhão da duplicação da SC-401. Além disso, também vem aí, assustadores R$ 6,2 bilhões da Santa Catarina Participações e Investimentos, além das Letras do Tesouro, precatórios que já ultrapassam aos R$ 1,6 bilhão. Se não partir do atual governador, Eduardo Pinho Moreira (MDB) a tentativa de renegociação e até mesmo de parcelamento dos passivos. A situação ficará nas mãos do próximo governante, que ainda sofrerá o sério risco de após, vários anos, começar a atrasar o salário dos servidores.

Enfrentamento

O próximo governador também terá que ser inteligente para conversar abertamente com a sociedade. Se confiar na população e abrir a caixa preta do Estado, ganhará mais um voto: o da confiança, que lhe dará a tranquilidade para governar, pois, afinal, o próximo governo devido as condições econômicas do Estado, é para estadista, não para quem apenas quer pensar em fazer política.

Fazenda

Uma coisa importante é que os candidatos comecem a apresentar os possíveis nomes que ocuparão espaços estratégicos num futuro governo. A tríade, Fazenda, Casa Civil e Planejamento quando divulgada, dará a cara através do perfil dos nomes escolhidos, de que forma deverão atuar cada candidato para a solução dos principais problemas.

Aqui é trabalho

Este é o nome adotado pela coligação que será liderada pelo candidato ao Governo do Estado, deputado Gelson Merisio (PSD). Após ter vencido uma verdadeira eleição para conquistar a condição de candidato, Merisio trabalhará para chegar ao segundo turno, sustentando um embate claro contra o MDB. Ele terá ao seu lado o candidato ao Senado, Esperidião Amin (Progressistas), que alimentará ainda mais a disputa contra os emedebistas. Para Amin, também é uma questão pessoal tirar o MDB do governo. ADRs, inchaço do Estado e, um link ao comportamento nacional dos emedebistas entrarão na pauta da campanha que terá como o seu marqueteiro, o reconhecido Fábio Veiga.

Suplentes

O candidato ao Senado, Esperidião Amin (Progressistas), terá como primeiro suplente em sua chapa, Geraldo Althoff (PSD), que foi senador após o falecimento de Vilson Kleinubing em 1998. A segunda suplência ficou para Denise Antunes dos Santos (PSD), esposa do deputado estadual Ismael dos Santos (PSD). Amin prestigiou um nome da região Sul e outro de Blumenau. Por sua vez, o ex-governador Raimundo Colombo (PSD) disputará ao Senado, tendo como primeiro suplente, o ex-prefeito de Itajaí e ex-vereador de Chapecó, Jandir Bellini (Progressistas), a quem Colombo convidou pessoalmente. O segundo suplente na chapa, será o deputado estadual Narcizo Parisotto (PSC).

Bellini aceitou ao convite feito pessoalmente por Colombo.

Santa Catarina quer mais

A coligação que terá a liderança do candidato ao Governo do Estado, Mauro Mariani (MDB), terá uma eleição verdadeiramente plebiscitária. Isso se faz pelo fato do partido ter governado durante oito anos com Luiz Henrique da Silveira e, ter influenciado fortemente no governo de Raimundo Colombo (PSD), mandato este que está sendo encerrado por Eduardo Pinho Moreira (MDB) que assumiu no lugar do pessedista. Um exemplo da influência do partido, foi a permanência da descentralização no governo Colombo, que outrora, chegou a chamar as regionais de “cabide de emprego”. A exemplo de Merisio, Mauro Mariani mostrou muita força ao também encarar os interesses de velhos caciques de seu partido. Quem esteve no diretório emedebista foi Napoleão Bernardes (PSDB), candidato a vice-governador. “Nossa aliança é autoexplicativa. Estou aqui pra ser um soldado, cruzar sangue. Vamos fazer uma campanha descente, pra frente e com amor no coração”, disse o tucano. Mariani e Bernardes até tiraram uma selfie para marcar o primeiro encontro.

Engajada

Ivete Appel da Silveira (MDB), viúva do ex-governador Luiz Henrique da Silveira, está engajada na candidatura de Jorginho Mello (PR) ao Senado Federal. Junto com o filho Cláudio da Silveira e o procurador Gerson Schwerdt, dona Ivete se reuniu com Jorginho e afirmou que vai acompanhar o roteiro da campanha para fortalecer o nome do republicanos dentro do MDB e da candidatura de Mauro Mariani (MDB) ao Governo do Estado. O ex-prefeito de Imbituba, Beto Martins (PSDB) é o 2º suplente. Já os suplentes de Paulo Bauer (PSDB) ainda não foram divulgados.

Renova SC

A chapa pura do PT adotou o nome de “Renova SC”. A tônica do discurso petista será o da renovação, contra as duas outras principais coligações, já que os petistas os acusa de estarem no poder nos últimos 16 anos. Porém, não é só de crítica que vive uma campanha e, os petistas terão que apresentar as suas propostas. Além disso, qual será a reação do eleitor médio catarinense ao discurso de “Lula Livre”? O mais interessante para o partido, é que ao mesmo tempo em que entra com uma musculatura maior do que em outros pleitos, por outro lado, também pode ser o ponto de desequilíbrio no segundo turno. Kiko esteve em Chapecó, com quem tomei um café. Ele explicou que a aliança petista é de um ex-prefeito de uma grande cidade, com um ex-prefeito de um pequeno município, o que dará uma grande dimensão já que entendem a realidade de cada administrador municipal. A conversa foi acompanhada pelo candidato a deputado federal, Claudio Vignatti e pela esposa de Kiko.

Nem tão coadjuvante

Na segunda-feira (06) escrevi a respeito da candidatura do PT ao Governo do Estado, afirmando que o Partido dos Trabalhadores há tempos não entrava numa eleição estadual com tamanha musculatura. É claro que o capital eleitoral do partido e o fato de estar mais uma vez isolado em chapa pura, o deixam mais enfraquecido em relação as duas maiores coligações. Porém, é de destacar que o partido através do candidato Décio Lima (PT), vai buscar entre 12% e 15% do eleitorado, o que poderá fazer a diferença no segundo turno. Em resposta, Décio Lima respondeu: “Não me joga pra baixo…isso aí já temos a um ano”, disse ele, ao se referir ao percentual que estimei.

Suplentes

Ontem foi fechada a chapa de suplentes ao Senado pelo Partido dos Trabalhadores. Os suplentes da candidata Ideli Salvatti são: Derci Pasqualotto e Mariluci Deschamps. Já de Lédio Rosa, os candidatos a suplente são Lédio Vânio e Írio de Joinville.

João Rodrigues

O resultado do julgamento de ontem no Supremo Tribunal Federal, dos embargos apresentados pela defesa do deputado federal João Rodrigues (PSD), pegou a todos de surpresa. O que chama a atenção no caso de Rodrigues, é o relatório do ministro Luiz Fux no primeiro julgamento, quando afirmou que não houve dolo e nem dano. Além disso, as reiteradas declarações do então prefeito de Pinhalzinho na época, Darci Fiorini, assumindo a responsabilidade pelo processo licitatório. Sem contar o caso do ex-senador Ivo Cassol, cuja prescrição reconhecida pela STF, é no mesmo período solicitado por Rodrigues. A defesa recorrerá ao TRF 4, porém, até que o caso seja pautado, pode ser que Rodrigues esteja fora da eleição deste ano.

Abalado

Ao final do julgamento o deputado federal, João Rodrigues (PSD), abalado com a decisão, gravou um vídeo agradecendo o apoio que recebeu. Ele destacou que aguarda o recurso de seus advogados e lembrou que faltam 60 dias para sair do regime semiaberto para o aberto, quando pretende voltar a Santa Catarina. “Eu aceito a decisão, vou cumprir e continuar cumprindo. Continuo exercendo o meu mandato de deputado federal no regime semiaberto, rogando a Deus que a gente possa ainda obter algumas vitórias pela frente”, disse o parlamentar antes de agradecer a esposa e as filhas.

Aldo

Conforme divulguei ontem, o presidente da Assembleia Legislativa, Aldo Schneider (MDB), está pensando na possibilidade de declinar de sua candidatura à reeleição. O ex-chefe de gabinete Jerry Comper, tem representando Schneider em alguns encontros e, espera a decisão do deputado para saber se estará na eleição deste ano. Schneider após um roteiro pelo estado, teve que ser internado devido ao enfraquecimento de seu sistema imunológico. Ontem um boletim médico informou que ele apresentou melhora.

Turismo

O presidente da Santur, Valdir Walendowsky, assume interinamente a Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esportes. O nome foi definido ontem, pelo governador Eduardo Pinho Moreira (MDB), em conjunto com o atual secretário Tufi Michreff Neto, que se dedicará a compromissos na coordenação de campanha de Mauro Mariani (MDB).

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