Gavazzoni rebate governo de Pinho Moreira, SC mesmo em crise apresenta os melhores números do país, Astrit deve ficar a frente da ADR de Chapecó entre outros destaques

Números ainda refletem o governo Colombo.

Das conversas que tive com o ex-secretário de Estado da Fazenda Antônio Gavazzoni, quando ele ainda ocupava o cargo, lembro de uma que tivemos em seu gabinete em Florianópolis. Logo ao chegar, ele me disse rindo que não perguntasse nada sobre política, naquele dia queria falar apenas de coisas boas, mas logo a gestão do Governo do Estado entrou na pauta.

Questionei o então secretário a respeito das finanças e o que estava sendo feito e, Gavazzoni respondeu que várias ações seriam realizadas, mas sem onerar o estado com o aumento de impostos, o que tornaria Santa Catarina no futuro, mais competitiva na chamada guerra fiscal para trazer novas empresas ao estado. Além disso, havia o enfrentamento da crise e a necessidade de haver criatividade para provocar o aumento da arrecadação.

Muitas dificuldades foram enfrentadas, o Estado ainda enfrenta questões preocupantes, mas tem pontos positivos. Quem leu a reportagem da Folha de São Paulo de ontem, mostra que os nossos números ficam acima da média nacional de maneira consistente. Com uma economia diversificada, o Estado gera emprego na indústria, em polos como Joinville e Blumenau, no comércio e no campo, além de dar espaço para novas empresas de tecnologia, as chamadas startups, em Florianópolis e demais regiões, caso também do Oeste.

Outro ponto que vale comemorar é a taxa de desemprego, que é a mais baixa do país, com 6,3%. Para ter uma ideia, a última vez em que o índice médio nacional de desemprego, hoje em 13%, se aproximou disso foi em 2014. O rendimento médio do trabalho é o terceiro maior do país, atrás apenas do Distrito Federal e de São Paulo. E quanto ao crescimento, o que segundo estimativa do Itaú Unibanco, o PIB do Estado cresceu 2,6% em 2017, comparado à alta média de 1% do Brasil.

O atual governador Eduardo Pinho Moreira (MDB) comemorou os números, afirmando que o Estado está bem e, que há bons exemplos nas mais diversas áreas. Mas o emedebista sabe que esse resultado ainda é reflexo do governo de Raimundo Colombo (PSD), que mesmo com as suas mazelas, sobretudo na manutenção do inchaço do Estado e, uma dívida absurda na Saúde, conseguiu, sobretudo através do trabalho de sua equipe técnica e da insistência de Gavazzoni, manter Santa Catarina em um patamar de atração para qualquer grande empresa do país, e até para multinacionais.

Otimização

Ainda ontem enquanto comemorava os números apresentados na reportagem da Folha de São Paulo, em relação aos números de Santa Catarina. O governador Eduardo Pinho Moreira (MDB) voltou a destacar alguns pontos que incomodam o ex-governador Raimundo Colombo (PSD). Pinho Moreira lembrou que a exemplo de outros estados, aqui, o limite máximo de gasto com a folha de pagamento dos servidores, foi ultrapassado, o que fez com que ele buscasse cortar os custos. Destacou que na Saúde a revisão de contratos em poucos meses garantiu uma economia de mais de R$ 9 milhões aos cofres públicos, melhorando o abastecimento de insumos e medicamentos que passou de 36% para cerca de 81%, o que anteriormente rendeu uma crítica do emedebista à gestão Colombo, dizendo que se comprava e pagava mal. É a guerra dos números sendo ensaiada para a eleição.

Restabeleceu as verdades

O ex-governador Raimundo Colombo (PSD), comemorou os dados apresentados pelo jornal Folha de São Paulo. “Estou orgulhoso como catarinense e também muito fortalecido nesses anos todos de desafios que nós tivemos, de escolhas que nós fizemos”, afirmou Colombo, ao destacar que a matéria repõe algumas verdades sobre os dados do Governo. Ao dizer isso, é claro que é uma resposta ao que tem sido apresentado pelo governo de Eduardo Pinho Moreira (MDB).

Está unindo

Um efeito que está sendo gerado a partir das críticas do governador Eduardo Pinho Moreira (MDB), ao governo de Raimundo Colombo (PSD), é a reaproximação de Merisio e Colombo. De acordo com uma fonte, o ex-governador viu nas críticas que sofreu, como uma tentativa de destruir o seu legado, o que o afastou dos emedebista.

Rebateu

Em falar no ex-secretário do Estado da Fazenda Antonio Gavazzoni, ele escreveu um artigo que foi publicado em vários jornais do estado. Já no início do texto, Gavazzoni afirma que um dos males da gestão pública é a descontinuidade causada por práticas a qual definiu como pertencentes a velha política. “Dependendo da maré partidária, projetos e cargos vêm e vão, desde que abriguem os protegidos dos reis. Quando dá certo, os reis vão aos microfones bradar os louros. Mas geralmente não dá. Aí a culpa é dos outros. Não importa se estavam juntos, se participaram das decisões. Não foram eles. Mas agora vão fazer tudo diferente e vai dar tudo certo. Quem nunca viu esse filme? O resultado é o retrocesso – e quem paga essa conta é quem depende dos serviços públicos”, diz parte do texto.

Reclamar não resolve

Ainda em seu artigo, Antonio Gavazzoni afirma que é claro que o Estado enfrenta dificuldades, pois, segundo ele, passou pela mais longa e profunda crise econômica, não prevista nem pelos maiores experts. “Mas sempre com indicadores acima da média nacional, com destaque para o menor número de desempregados. No governo de Raimundo Colombo, a filosofia foi ser prudente na gestão e nos gastos, mas com o otimismo necessário para que a economia catarinense não paralisasse com a crise nacional. O crescimento folha de pagamento nos últimos anos se deu pela valorização dos servidores públicos, com a contratação de nove mil policiais, cinco mil professores e mais de três mil profissionais na Saúde desde 2011, contingente que fez toda diferença na prestação dos serviços essenciais. O que era de competência do Estado foi bem feito, com trabalho e espírito de equipe. Desafios e problemas sempre existirão. Cabe ao gestor público buscar as soluções e colocá-las em prática. Reclamar e transferir as responsabilidades não paga salário nem resolve os problemas de quem precisa do serviço público”, concluiu Gavazzoni.

Acerto

Um almoço na casa de Eron Giordani, um dos grandes articuladores dos bastidores da política chapecoense, reuniu os vereadores do PSD, a exemplo de Carlinhos Nogueira, Aderbal Pedroso, Carraro, Motoboy, Celio Portela e Valmor Scolari. Somente Ivaldo Pizzinatto, o Gringo, ficou de fora do convite. No encontro, Giordani pediu apoio ao projeto de Júlio Garcia, pré-candidato à Assembleia Legislativa. Inclusive, no almoço foi confirmada a informação que adiantei há algum tempo neste espaço, de que Astrit Tozzo seguirá como a secretária executiva da ADR de Chapecó, enquanto que Aderbal Pedroso continuará no comando da Celesc no grande Oeste. Em troca, apoio a Garcia no pleito. A única mudança que poderá haver, é se o ex-prefeito José Caramori decidir disputar a deputado estadual. Neste caso, alguns nomes poderão ser liberados para ajudá-lo. A garantia de Astrit e Aderbal nos cargos, foi dada por Garcia em articulação direta com o governador Eduardo Pinho Moreira (MDB).

Eron articula apoios a Júlio Garcia.

Presidência da Câmara

O comando da Câmara dos Vereadores de Chapecó para os próximos dois anos, será definido em dezembro. Porém, as articulações já começaram na casa de Eron Giordani. Está sendo construída uma chapa com Valdemir Stobe, o Tigrão (PTB) para presidente e Aderbal Pedroso (PSD) como vice. Um ano para cada é o que está sendo costurado. Porém, há quem diga que o vereador Neuri Mantelli (PRB) também estaria sendo buscado na oposição, podendo ser uma opção para um dos anos de presidência. As tratativas com Mantelli estariam bem encaminhadas.

Sem divisão

Uma construção que está sendo feita no grupo de vereadores e nos comandos do PSD e PSB de Chapecó, que teriam dois grupos influentes pensando tanto no projeto deste ano, quanto na próxima eleição municipal, é que ainda esperam uma solução para o caso do deputado federal João Rodrigues (PSD), que segue preso em Brasília. Assim, seja Rodrigues ou Gelson Merisio (PSD), o grupo se unirá em torno do que for candidato ao Governo do Estado. “Não podemos enfraquecer o grupo se dividindo. Se for o Merisio ou o João, vamos defender a candidatura”, relatou a fonte.

Reunião do MDB

Os emedebistas se reuniram na sexta-feira (27) a noite, para discutir a situação do partido e determinar algumas decisões relacionadas a cargos e a eleição. A primeira questão foi a reafirmação do nome de Sérgio Galli para o cargo de secretário executivo da ADR de Chapecó. Outros dois pontos foram a confirmação do vereador Cleiton Fossá como o pré-candidato do MDB a deputado estadual, e que o deputado federal Valdir Colatto brigará por uma das vagas à disputa ao Senado. Uma liderança relatou que o principal argumento de Colatto, é que o partido precisa dar um espaço para o Oeste.

Colatto liderou o encontro.

Insatisfação

Se confirmar a informação de que Astrit Tozzo, filiada ao PSD, permanecerá como a secretária executiva da ADR de Chapecó até o fim do mandato de Eduardo Pinho Moreira (MDB), a insatisfação poderá tomar conta do diretório emedebista na capital do Oeste. Outro ponto que também vai gerar reclamação é o fato de Aderbal Pedroso seguir no comando da Celesc, enquanto que Clobis Cassaro já teria sido indicado para assumir o cargo.

Surpresa

Durante a reunião do MDB de Chapecó, muitos foram pegos de surpresa com a informação que surgiu durante o encontro, de que Gilberto Agnolin havia declinado da indicação para assumir a Secretaria de Estado da Educação. Motivos pessoais foi o motivo divulgado, porém, a intenção de Agnolin de assumir somente no início de junho, não teria sido aceito pelo governador Eduardo Pinho Moreira (MDB). Como já tinha o compromisso com a sua esposa para uma viagem de estudos ao Canadá, Agnolin resolveu dizer não, abrindo espaço para a secretária executiva da ADR de Joinville, Simone Schramm.

Apoio a Moreira

Em São Lourenço do Oeste em um grande encontro do MDB, os líderes da sigla respaldaram os 60 dias de governo de Eduardo Pinho Moreira (MDB), dando apoio total à sua administração. “O Estado vive um momento difícil economicamente e o Eduardo está colocando de volta nos trilhos. Elegendo as prioridades para a população, como segurança e saúde, e tomando medidas fortes. O MDB não governa para um ou outro, governa para Santa Catarina toda, foi o tempo da política do apadrinhamento. Isso acabou. E é esse o governo que o Eduardo está fazendo nesses 60 dias, e vai fazer em nome do nosso querido MDB de SC”, falou o presidente do partido, Mauro Mariani.

Preservação da vida

O governador Eduardo Pinho Moreira (MDB) reforçou a importância do equilíbrio das contas e de eleger prioridades. “Precisamos ter um controle maior, e eu decidi pela preservação da vida, para poder investir de forma prioritária os recursos. E os resultados em 60 dias já estão aparecendo”, ressaltou. Por sua vez, o senador Dário Berger (MDB), antigo desafeto de Pinho Moreira também elogiou a postura do governo. “Já é possível ver a redução da criminalidade. Ao eleger a segurança e a saúde como prioridades está atendendo ao anseio da população”, frisou.

Assediados

No lançamento da pré-candidatura à reeleição do deputado estadual José Milton Scheffer (Progressistas), no Sul do estado, os pré-candidatos a governador, Gelson Merisio (PSD) e Esperidião Amin (Progressistas) foram muito assediados. Muitos disseram que a dupla poderá formar a chapa majoritária, enquanto que nos bastidores ganha força o nome de Ângela Amin (Progressistas) para compor de vice. Mas o que chamou a atenção foi a fala de Merisio de que tanto ele, quanto Amin e até o senador Paulo Bauer (PSDB) poderão encabeçar a aliança.

Recursos

Na manhã de sábado (28) em Chapecó, o deputado federal Marco Tebaldi (PSDB) começou a agenda bem cedo com um bom chimarrão, na Casa do PSDB. Reuniu lideranças locais e fez a entregada de ofício com destinação de emenda parlamentar ao município no valor de R$ 150 mil. Ele informou que o valor é para o custeio dos serviços de saúde. A documentação foi entregue ao Secretário de Saúde Nédio Conci. “Chapecó pode contar com a nossa estrutura de trabalho para trazer recursos e benefícios ao município”, garante Tebaldi.

Lula

O senador Lindbergh Farias, anunciou que no dia 15 de agosto o Partido dos Trabalhadores irá registrar o nome de Luiz Inácio Lula da Silva, como o seu candidato à Presidência da República. Os petistas insistirão na candidatura até a última instância, depois, entra em cena Fernando Haddad, ou José Eduardo Cardozo. Na semana passada eu recebi o “Plano de Governo de Lula”. Ao questionar se o partido já conta com a substituição do candidato, a resposta é que Lula será candidato.

“Me ouça de segunda a sexta as 13h15 na Super Condá AM 610”

Também me leia no jornal Sul Brasil”

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