Fiesc sabatina candidatos, as movimentações eleitorais entre outros destaques

Os debates com os candidatos ao Governo do Estado, tem chamado a atenção pela falta de objetividade. Sinto falta de ideias mais claras sobre as pautas que interessam diretamente a população catarinense. Não vai fazer diferença alguma, qualquer debate sobre a reforma da Previdência, Trabalhista ou sobre quem é mais próximo ou longe do presidente da República, Michel Temer (MDB).

Entendam coordenadores de campanha, isso é pauta para candidatos ao Palácio do Planalto, à Câmara Federal ou Senado. Governador não tem poder algum nessa discussão, portanto, o negócio é mostrar como o seu candidato pretende enfrentar os desafios dos próximos quatro anos. Chega a ser uma estratégia ilógica fugir do debate estadual.

Um exemplo é que até o momento, ninguém falou de forma direta como irá sanar os principais problemas do Estado e, nem qual será a política fiscal. Que irão fazer, tudo bem, mas como, de onde sairá o dinheiro? Será que o aumento de impostos será inevitável para ajudar a alavancar a receita, ou a estratégia será manter a atual política de não aumentar os tributos? A segunda hipótese parece a mais eficaz para fazer com que o Estado atraia ainda mais investimentos, fazendo com que o crescimento ocorra através da geração de mais emprego e renda.

Por isso, também está mais do que na hora dos candidatos apresentarem o nome que cada um escolherá para assumir a Secretaria de Estado da Fazenda. Dessa forma, será possível ouvi-los sobre os principais temas relacionados ao setor, o que dará uma certa ideia ao eleitorado, de que forma atuará o próximo governador que terá o desafio de ajustar as contas, além de cumprir as promessas que já estão sendo apresentadas. Aqui no portal, os nomes que forem apresentados serão entrevistados para que o eleitor tenha um pouco mais de clareza.

Carta da Fiesc

O presidente da FIESC, Mário de Aguiar, na abertura do evento organizado pela Federação, para receber os candidatos ao Governo do Estado, Décio Lima (PT), Gelson Merisio (PSD) e Mauro Mariani (MDB),  explicou que o documento “Carta da Indústria”, é resultado de pesquisa realizada com indústrias, trabalhadores, sindicatos industriais ligados à FIESC, câmaras setoriais e temáticas da instituição e especialistas, parceiros e conselheiros. “A indústria tem papel preponderante em toda a cadeia produtiva de Santa Catarina, desde o consumo dos bens agrícolas até o fornecimento de bens e ferramentas para os serviços. Portanto, entendemos que a Carta da Indústria é feita de catarinenses para o desenvolvimento de Santa Catarina”, afirmou, antes de fazer a entrega aos candidatos ao Governo do Estado, que foram convidados a participar do evento de ontem.

Clique e leia a carta: http://www2.fiescnet.com.br/web/uploads/recursos/5f8ed2270036a7fbdca41592aebe3ad2.pdf

Mariani na Fiesc

O candidato a governador, Mauro Mariani (MDB), esteve ontem na Fiesc onde destacou a força e importância da indústria para o desenvolvimento econômico, campo responsável por 34% dos empregos de Santa Catarina. Ao defender a desoneração da indústria para garantir mais competitividade, lembrou que o setor é fundamental para a geração de empregos e para o fortalecimento da economia. “Sabemos que é necessário fomentar e estimular a produção local, garantindo as condições adequadas. Santa Catarina tem bons números em diversos setores, mas ainda temos muito a crescer também em Saneamento Básico, em Infraestrutura, seja das estradas como dos portos e ferrovias”, afirmou.

Merisio na Fiesc

Em evento realizado ontem pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), o candidato a governador Gelson Merisio (PSD), apresentou uma de suas propostas. Merisio defende que a SC Parcerias, órgão criado para desenvolver ações público-privadas, seja integralmente indicado pela iniciativa privada, em ação conjunta com entidades representativas como a Fiesc, a Fecomércio-SC e a Facisc, por exemplo. “Elas estabelecerão metas e isso gerará desenvolvimento, com indicações técnicas para cada uma das vagas de trabalho”, defendeu Merisio, que destacou que se trata de uma proposta inovadora, que abre um precedente de integração entre a gestão pública e a iniciativa privada, para o desenvolvimento de ações que beneficiem o crescimento econômico catarinense.

Incentivo fiscal

Aguiar apresentou os questionamentos.

 Os candidatos ao Governo do Estado foram questionados pelo presidente da Fiesc, Mário de Aguiar, sobre a tributação. Para o dirigente além de não aumentar impostos, o próximo governador terá que criar mecanismos para reduzi-los. Aguiar questionou aos três participantes a respeito dos incentivos fiscais. Segue:

Gelson Merisio (PSD)

Na opinião do candidato pessedista, diminuir incentivos fiscais é aumento de carga tributária. “Sou absolutamente contrário à redução do volume de renúncia fiscal. Sou favorável aos critérios de aplicação e à resposta que essas renúncias vão dar em termos de competitividade. Se a nossa política fiscal fosse equivocada como é apregoado, não teríamos, nos últimos dez anos, crescimento da receita duas vezes superior à inflação. A política dá ao empreendedor, especialmente de fora do estado, segurança jurídica. Portanto, não há que se mexer em contratos e normas no curso de sua execução. Há que se respeitar os protocolos. Para resumir: sendo governador, nenhuma hipótese de aumento de carga tributária”, afirmou Gelson Merisio.

Décio Lima (PT)

Para o candidato petista, a renúncia fiscal tem que estar acompanhada dos interesses dos setores produtivos. “Tenho certeza que todos nós temos que estabelecer critério. Não é possível falar em renúncia fiscal e indução do desenvolvimento econômico e não dialogar com os empresários catarinenses. Não sou contra a renúncia fiscal, agora, ela tem que induzir o desenvolvimento econômico. Quero um modelo de descentralização, mas trazendo aqui para os senhores a responsabilidade da caneta para decidirmos juntos a renúncia fiscal. Não pode ser aleatório ao interesse dos setores produtivos. Sou favorável, mas que ela seja debatida e construída com os empresários”, disse Décio Lima.

Mauro Mariani (MDB)

O candidato emedebista destacou que a questão dos incentivos fiscais tem que ser bem compreendida. “Ela pode se dar num determinado momento até para proteger alguns segmentos da indústria. A renúncia fiscal para a indústria e empresas que venham aqui se instalar é um instrumento de desenvolvimento, de trazer setores que não existem no estado, de levar o desenvolvimento a regiões mais deprimidas que precisam de algum incentivo. É nesse aspecto que defendo uma política de renúncia fiscal justa, com critério e transparente. A indústria tem que ter esse benefício e não pode ser penalizada e perder a competição para outro estado. Ela pode ser um instrumento de desenvolvimento do estado”, disse Mauro Mariani.

Homenagem

No início do evento na Fiesc, o presidente da entidade Mário de Aguiar, já a mesa ao lado dos três candidatos convidados que disputam o Governo do Estado, pediu um minuto de silêncio em homenagem ao presidente da Assembleia Legislativa, Aldo Schneider (MDB), que faleceu no domingo (19).

Educação financeira

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Protesto

Através de nota, o Partido Social Liberal (PSL) no estado, lamentou a decisão da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), de não estender o convite ao seu candidato ao governo, Comandante Moisés, para participar do Diálogo com candidatos a governador. A direção do partido, lembrou que O PSL através de Jair Bolsonaro, lidera as intenções de voto a presidente da República, tanto nas pesquisas no cenário nacional, quanto em Santa Catarina.

Encontro com Guga

Nos últimos anos, o ex-tenista Gustavo Kuerten, foi procurado por lideranças e partidos para que fosse candidato. Neste ano, mais uma vez ele declinou, preferiu cuidar de seus negócios e do instituto. Porém, Guga tem sido ouvido, a exemplo do empresário Ericsson Luef (MDB), candidato a deputado federal. Conversaram por quase duras horas, quando Luef pôde apresentar as suas propostas para a eleição e pediu a opinião de Kuerten.

Lançamento

Com a participação de cerca de 150 pessoas, o deputado estadual Cesar Valduga (PCdoB), candidato a reeleição, inaugurou o comitê central. No ato, Valduga falou do trabalho desenvolvido em seu primeiro mandato. “Nós aprendemos muito nesses quatro anos. Foi olhando nos olhos das pessoas, conversando com todas as forças vivas da sociedade que construímos o nosso mandato. Foram mais de 208 municípios, mais de duas mil ações desenvolvidas, mais de 105 projetos”, disse Valduga.

Para potencializar

Em busca dos votos dos emedebistas, o deputado estadual Jorginho Mello (PR), candidato ao Senado, disse que se for eleito, abrirá espaço para Ivete Appel da Silveira, assumir temporariamente a cadeira na Câmara Alta. O acordo foi anunciado durante o lançamento de Mauro Mariani ao Governo do Estado, pela própria viúva do ex-governador Luiz Henrique da Silveira. Dona Ivete disse que irá priorizar as políticas públicas para as mulheres e para segurança pública.

De olho na presidência

O deputado estadual Valdir Cobalchini (MDB), vai buscar seu terceiro mandato na Alesc. Com atuação estadualizada, o parlamentar busca ampliar sua votação em todos os municípios de Santa Catarina, de olho caso se reeleja, na presidência da Assembleia Legislativa. Natural de São Lourenço do Oeste, mas com raízes políticas em Caçador, Cobalchini também quer ampliar sua representação no litoral. Florianópolis também entra no mapa do deputado, com as bênçãos do prefeito Gean Loureiro (MDB), que se recupera de mais uma cirurgia, após, um novo acidente.

Adesão

Coordenada pelo ex-secretário de Estado da Fazenda, Antonio Gavazzoni, que aniversariou ontem, a campanha a deputado estadual do presidente licenciado do Sindicato dos Fiscais da Fazenda (Sindifisco), Fabiano Dadam Nau, agregou apoios. Depois de setores da Fazenda, da Defensoria Pública do Estado, do Instituto Geral de Perícias e da Procuradoria Geral do Estado, Dadam Nau obteve a adesão ao seu projeto dos presidentes do Sindicato e da Associação de Agentes Penitenciários (AAPSS), Maurici César e Ferdinando Gregório. Tendo como lema de campanha o respeito ao dinheiro público, o candidato tem defendido o mais rigoroso controle dos gastos.

Colombo comemora

O candidato ao Senado pela coligação “Aqui é trabalho”, o ex-governador Raimundo Colombo (PSD), comemorou os resultados do Ranking de Eficiência dos Estados (REE-F) publicado pelo jornal Folha de São Paulo, que colocam Santa Catarina na liderança entre os 26 estados. SC supera São Paulo, Paraná, Pernambuco e Espírito Santo. “É uma boa notícia, todos os catarinenses estão de parabéns”, afirmou o ex-governador, que está em campanha ao lado de seu companheiro de chapa, Esperidião Amin (Progressistas). O ranking revela quais os estados têm melhor desempenho em educação, saúde, infraestrutura e segurança para a população com o uso de menos recursos públicos. Na escala de 0 a 1, Santa Catarina atingiu o índice de 0,635 REE-F, superando São Paulo, que chegou nos 0,574.

Inquérito

De acordo com o colega Upiara Bosch, do grupo NSC em sua coluna, está nas mãos da Justiça da comarca de Blumenau o inquérito que investiga a suposta doação em caixa 2 da Odebrecht, para a campanha de Napoleão Bernardes (PSDB) à prefeitura de Blumenau em 2012, quando se elegeu pela primeira vez. Relatora do processo, a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, entendeu não se aplica ao caso o foro privilegiado estendido ao tucano, pela suposta intermediação do senador Dalírio Beber (PSDB), também investigado.

ATENÇÃO!! As atividades eleitorais dos candidatos à majoritária, são divulgadas conforme são repassadas as informações pelas coligações.

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