Falta de verba na saúde tem sempre o mesmo remédio

Dor de barriga na Saúde

Não se pode reclamar que médicos de postos de saúde prescrevem sempre os mesmos remédios, quando é um destes sintomas aparentemente comuns. É que não resta alternativa. Exemplo disso é que nesta semana, na cidade de Içara, no Sul do Estado, anunciou-se uma reunião para encontrar solução à falta de repassa para o hospital da cidade (Hospital São Donato). Quer dizer, a repetição do ocorre de tempos em tempos. A prescrição do coletivo, nesta reunião, foi a de ir aos políticos e cobrar os repasses do governo. Quer dizer, a velha aspirina continua protelando a dor dos hospitais sem dinheiro. A alternativa encontrada pelas lideranças de Içara à manutenção da maternidade no Hospital São Donato de Içara não pode ser criticada, como pode sugerir este texto. Na verdade, assim como nos postos de saúde, não há outro remédio. É sempre a mesma coisa. No posto de saúde a receita é a mesma. Nas reuniões para cobrar repasse de verbas a saída é formar uma comissão e chorar a miséria da saúde aos líderes políticos até chegar no governador.

No PMDB

Na reabertura dos trabalhos legislativos na Assembleia Legislativa, nesta semana, o vice-governador Eduardo Moreira foi se encontrar com a bancada peemedebista. De lá saiu a informação de que a tônica da conversa foi a explicação de Moreira que confirmou ter aberto mão da condição de pré-candidato a governador e a ratificação do nome de Mauro Mariani à vaga.

Candidato

O prefeito de Joinville, Udo Döhler confirmou ontem em Brasilia ao colega jornalista Marcelo Lula, aqui do site SC em Pauta, que “está à disposição” do partido. Sugere que tem nos seus planos a candidatura a governador em 2018. Esta é provavelmente a primeira vez que ele falou tão diretamente de candidatura. Até então quem falou por ele foi Eduardo Moreira, que de repente passou a percorrer o Estado com Mauro Mariani, pré-candidato a governador. Döhler parece abandonado.

Financiamento

Udo Döhler esteve em Brasília para assinatura de um contrato de financiamento de U$S 70 milhões do BID, destinados a obras do maior programa já executado pela cidade de Joinville, especialmente micro drenagem de rios. Os primeiros procedimentos vêm desde 2013 e só agora está vencida a burocracia. A previsão é de que as obras iniciem apenas em 2019.

Luto na Cultura

A morte da professora Solange Scotti, sepultada ontem em Criciúma, deixa uma lacuna enorme na cultura de Criciúma. Não há espaço que deixe de fazer uma homenagem a esta guerreira. Mesmo nos tempos em que os governantes abandonaram o setor, ela fez parte de um seleto time de guerreiros e guerreiras que mantém a cultura de Criciúma. Ela era formidável.

Deu pizza na pacata Forquilhinha

Acabou em pizza a denúncia do vereador Juarez de Oliveira (PP), na cidade de Forquilhinha, região de Criciúma. Ele insinuou que colegas estariam exigindo parte dos salários dos seus assessores. Havia fumaça e o vereador tocou fogo. Quando parecia que a Câmara iria investigar, criou uma comissão parlamentar que concluiu que nada disso é verdade. Ao mesmo tempo não responsabilizou o vereador por mentir em plenário. Mentir em plenário é considerado crime passível de cassação. Mesmo assim os vereadores de Forquilhinha preferiram varrer tudo para debaixo do tapete. Afinal, a investigação foi feita pelos próprios parlamentares, entre eles os acusados. Esta é a percepção que ficou na sociedade.

INVERSO Ao inverso de Forquilhinha um dos maiores casos de denúncia e investigação foi o Mensalão do governo Lula. O então deputado Roberto Jeferson (PTB) foi condenado por não provar o que denunciou, enquanto José Dirceu foi condenado pelo esquema denunciado.

CONCLUSÃO Se condenaram José Dirceu pelo crime, não poderiam ter condenado Roberto Jeferson pela denúncia. Logo, se condenaram Jeferson por ter denunciado o que não provou, como condenar Dirceu pelo que o tribunal disse que não ocorreu.

CÂMARA Depois de viver dias tensos com votações que tumultuaram a casa, a Câmara de Vereadores de Criciúma voltou à pauta paz e amor. O assunto mais importante nesta terça-feira foi aprovação de uma moção de aplauso à reitora da Unesc, Luciane Ceretta e o vice-reitor Daniel Previ.

INVESTIGAÇÃO A demora da polícia na elucidação da agressão ao empresário Olvacir Bez Fontana, em Criciúma, chama atenção. O fato ocorreu em área com vários pontos de câmeras de vídeo tanto de empresas como da Polícia Militar e há pelo menos uma testemunha.

SEMELHANÇA Depois que o prefeito Clésio Salvaro (Criciúma) falou em tom de suspeita sobre a coincidência do advogado João Eduardo Torret Rocha atuar em processos eleitorais do ex-prefeito Márcio Búrigo e ao mesmo tempo advogar para a entidade assistencial do município (AFASC), Rocha reagiu . Ele questionou: “porque o prefeito não diz que o seu advogado de processos eleitorais é o advogado que ele contratou para a Afasc?”.

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