Fabiana Rodrigues não nega a possibilidade de candidatura, Bauer será anunciado oficialmente como pré-candidato, reuniões discutem a organização da visita de Lula entre outros destaques

Fabiana Rodrigues, esposa do deputado federal João Rodrigues (PSD) que está preso em Brasília, contestou a informação que divulguei ontem, que o parlamentar assim que retomar o seu mandato na Câmara dos Deputados, anunciará que deixará o PSD. De acordo com Fabiana, somente o próprio João pode confirmar a informação, porém, segundo a fonte que é confiável, hoje a decisão de Rodrigues é de não permanecer mais no PSD.

Um dia antes, eu havia conversado com Fabiana sobre os rumores de sua possível candidatura. Ela disse que aguardará a saída de seu esposo dessa situação, para que eles conjuntamente pensem na questão política. “Agora é hora de pensar no pai de família, no ser humano”, afirmou. Voltei a questionar se ela descartava uma possível candidatura e, eis a resposta: “Essa decisão será tomada junto com o João, de estar à disposição ou descartar possibilidades”, afirmou.

A resposta e a negativa em dizer que descarta, mostram que a empresária Fabiana Rodrigues, poderá entrar de fato no jogo político, aguardando apenas a definição da questão de seu marido para fazer o anúncio oficial. Por hora, é importante respeitar o sofrimento da família, mas, sempre de olho nas movimentações que poderão mexer com o cenário político.

Para ter uma ideia, na segunda-feira (12) Fabiana esteve em Águas Frias entregando em nome de João Rodrigues, uma emenda de R$ 200 mil para o setor de agricultura. A entrega foi feita ao prefeito Ricardo Rolim de Moura (PSD), e ao secretário de Administração, João Carlos Peres.

Bauer candidato

Ontem o presidente estadual do PSDB, deputado Marcos Vieira, me disse que mesmo com a autorização do STF para que Paulo Bauer seja investigado por suposto uso de caixa 2, que está mantido o lançamento do senador como pré-candidato ao Governo do Estado. A data deve ser marcada nos próximos dias para a realização de um grande evento. Quando questionei Vieira a respeito da necessidade de um plano B, ele respondeu: “Não vai precisar de um plano B. Será o Paulo Bauer e pronto. Nós temos uma coisa que os outros partidos não tem, que é a unidade partidária”, afirmou Vieira.

Prestação

Conforme expliquei na coluna de ontem, a sessão de prestação de contas de campanha no site do TSE não estava a disposição para ser acessado no domingo. Por isso, ao recorrer a outro site de dados eleitorais que, geralmente se alimenta das informações no site oficial do tribunal, havia erroneamente sido colocado um valor de R$ 929, 560.75 referente a uma suposta doação da Hypermarcas, o que, ao pesquisar ontem no site oficial do TSE, vi que não havia doação alguma da referida empresa a Bauer. O que a justiça irá apurar, é se houve doação irregular através de supostos contratos de prestação de serviços que não teriam sido realizados.

Sobre alianças

O presidente estadual do PSDB, deputado Marcos Vieira, disse que o seu partido seguirá conversando com todo mundo e, que não há dono, alguém que defina sozinho. Segundo Vieira, quem menos manda no partido é ele como presidente. “Eu apenas executo a decisão da maioria”, disse. Porém, mesmo com as negativas de que possa haver um plano B, o fato é que se o senador Paulo Bauer sangrar com o arranhão que a autorização das investigações contra ele, sobre o suposto uso de caixa 2 provocou, é bem provável que os tucanos tenham que repensar a sua estratégia eleitoral. Isso poderá até mesmo, levar a uma polarização do pleito, de um lado o MDB e o PSDB, contra o PSD, Progressistas e Democratas. Num eventual segundo turno, partidos de esquerda, a exemplo do PT, optariam por liberar o voto, ou apoiariam a tríplice, já que há um distanciamento histórico com os tucanos, e depois do impeachment, principalmente com o MDB.

Kleinubing e Amin

Se antes era possível uma aliança entre Democratas e MDB, a ida do deputado federal João Paulo Kleinubing para o DEM, praticamente fechou as portas para uma conversa. Acontece que a amizade entre as famílias Kleinubing e Amin é muito forte, tanto, que além de Raimundo Colombo (PSD), o novo líder demista também pediu a benção a Esperidião Amin (Progressistas), antes de trocar o PSD pelo DEM. Portanto, uma aliança entre DEM e MDB, seria o mesmo que uma traição de João Paulo a amizade com o clã Amin, que ao lado de Gelson Merisio (PSD), são os maiores rivais dos emedebistas. Ah, mais um detalhe: o MDB nunca esteve ao lado de Kleinubing em Blumenau.

Kleinubing e Amin, mantém relação familiar.
Foto: Agência Câmara

Força de Blumenau

A região de Blumenau tem cerca de 25% a 30% do eleitorado catarinense e, neste ano, poderá ter até três candidatos na majoritária. O deputado federal Décio Lima (PT) despontou nas pesquisas com um capital que torna quase irreversível uma candidatura a governador. O também deputado João Paulo Kleinubing é o novo líder demista, e chega com a possibilidade de tentar encabeçar uma aliança, possibilidade mais remota pela necessidade dos demistas terem um partido com uma maior musculatura no estado. Mas nada é impossível e, além disso, ele pode compor como vice, ou a senador. Por fim, tem o atual prefeito de Blumenau Napoleão Bernardes (PSDB), que renunciará para ficar à disposição. Com a situação de Paulo Bauer (PSDB), ele tanto pode aparecer como uma opção a governador, vice, ou ao Senado. Um detalhe: Todos já assumiram a prefeitura blumenauense.

Réplica do Amin

Ontem eu recebi o telefonema do deputado federal e pré-candidato a governador, Esperidião Amin (Progressistas). Após ler a coluna, ele pediu para responder ao também pré-candidato Mauro Mariani (MDB). “Tenho o maior respeito pessoal pelo Mariani. Ele tem o meu apresso e, sou muito solidário pelo voto que ele deu pela admissão da denúncia do presidente Michel Temer. Estou dando a ele, a solidariedade que ele não teve por parte do MDB. Ele melhorou muito!! O seu melhor momento em seu mandato, foi quando ele divergiu do MDB, desse governo corrupto. Foi o grande lampejo e único, pois, na primeira ele votou com o Michel. Ele não está se atrasando, está avançando, progredindo. É quase progressista”, afirmou Amin. Pelo visto, esse embate da retórica vai longe.

Somente a majoritária

O ainda secretário de Estado do Turismo, Leonel Pavan, que nesta semana retoma o seu mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa, só tem olhos para a disputa majoritária. Ex-senador, vice e governador, Pavan entende que o seu nome deve estar no cenário em que disputará a Casa D’Agronômica, ou ao Senado. Quanto à possibilidade de disputar uma reeleição, ele responde que para isso, primeiro teria que consultar a sua base política e familiares e, deixou no ar que se não tiver espaço para ele, que tranquilamente poderá retomar o comando de sua empresa e os cuidados com a família.

Visita do Lula

O Partido dos Trabalhadores de Santa Catarina se reuniu ontem à noite em Florianópolis, junto aos movimentos sociais e lideranças políticas da esquerda. Liderado pelo presidente estadual e pré-candidato a governador, deputado Décio Lima, o encontro teve a presença do coordenador nacional da “Caravana Lula”, e vice-presidente nacional do PT, Márcio Macedo. Um fato surpreendeu aos presentes, que foi a presença do desembargador Lédio Rosa de Andrade, que está para se aposentar. Aproveitando a presença, Lima e Macedo o convidaram para se filiar no partido, para ser uma das opções à majoritária, seja ao Governo do Estado ou ao Senado. Hoje será feita uma visita ao governador em exercício Eduardo Pinho Moreira (MDB). Ele será informado da visita de Lula, e será discutida a questão da segurança dos atos em Florianópolis, Chapecó, Nova Erechim e São Miguel do Oeste.

Projeto petista

Apesar de ser um magistrado respeitado, o ainda desembargador Lédio Rosa de Andrade ainda é um desconhecido para boa parte do eleitorado catarinense. Portanto, é muito mais produtivo para o PT ter o futuro ex-magistrado como um vice em caso de chapa pura, ou até como um candidato ao Senado. Com o percentual que o deputado federal Décio Lima apresentou nas pesquisas até o momento, qualquer cenário sem ele como candidato a governador, soaria como uma aventura de um partido que só perdeu força nos últimos anos aqui no estado.

Cidasc

Até o final deste ano, 228 novos servidores passarão a fazer parte da Cidasc. Além dos 26 médicos veterinários empossados ontem, mais 25 serão chamados a partir de maio, juntamente com 178 auxiliares operacionais aprovados nos concursos 001 e 002 de 2016. O presidente da Cidasc, Enori Barbieri, e o secretário de Estado da Agricultura, Moacir Sopelsa, também participaram do ato de posse.

Udo fica

O prefeito de Joinville Udo Dohler (MDB), me disse que tomou a decisão de ficar no MDB. Apesar das especulações sobre convite de outras legendas, ele foi categórico ao dizer que não deixará o partido. “É importante deixar claro para evitar especulações sobre oportunismo”, afirmou.

Experiência

O deputado estadual Valdir Cobalchini (MDB), tem apostado no diálogo com os demais parlamentares na Assembleia Legislativa. Líder do governo de Eduardo Pinho Moreira (MDB), ele pretende visitar a todos os deputados para conversar e se colocar à disposição. Cobalchini já orientou a sua assessoria a trabalhar com dados para ajudar nas conversas quando for necessária alguma aprovação de projeto enviado pelo Executivo.

Cobalchini manterá o diálogo com todos os deputados.

Sander aguarda

O ainda secretário de Desenvolvimento Econômico de Chapecó Márcio Sander (PR), aguardará um posicionamento oficial do presidente estadual de seu partido, o deputado federal Jorginho Mello sobre a aproximação dos republicanos com os emedebistas. Sander também aguarda uma manifestação do vice-prefeito Elio Cella, que agora preside o diretório municipal. Mesmo prometendo dar uma ajuda a Mello na eleição, Sander deixou claro que tem compromisso com quem o prefeito Luciano Buligon (PSB) irá apoiar a governador e a vice. “Se tiver alguém do Norte e alguém do Oeste, é claro que não ficarei batendo palma para alguém de outra região”, afirmou Sander, que poderá disputar a eleição.

Troca de nome

O diretório do MDB de Florianópolis, se uniu as executivas de Curitiba e Porto Alegre, para contestar a mudança de nome do partido. Eles entraram com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral, contra a mudança de PMDB para MDB, que foi aprovada em convenção nacional no final do ano passado. O maior questionamento é de que as executivas estaduais e municipais nunca são ouvidas pela cúpula nacional.

Novo presidente

Em sessão solene realizada no Tribunal de Justiça de Santa Catarina, tomaram posse os desembargadores Ricardo Roesler e Cid Goulart Júnior, respectivamente como presidente e vice-presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina para o biênio 2018-2020. Na ocasião, foram empossados também os desembargadores Volnei Celso Tomazini e Jaime Ramos como juízes substitutos da Corte.

Monteiro Rocha deu posse a Roesler.
Foto: Alexandre Santana

“Me ouça de segunda a sexta as 13h15 na Super Condá AM 610”

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