“Eu não quero ser o promotor da divisão”, disse Udo em Jaraguá do Sul

Dohler relatou a sua situação no MDB.
Foto: Jaksson Zanco

Aconteceu na manhã desta quarta-feira (21) em Jaraguá do Sul, um café da manhã seguido de reunião, que contou com a participação do prefeito anfitrião, Antídio Lunelli (MDB), e dos prefeitos Napoleão Bernardes (PSDB) de Blumenau e Udo Dohler (MDB) de Joinville.

Segundo uma fonte, o encontro chamado de “intercâmbio administrativo”, poderá ser ampliado e realizado com mais frequência com o tema da gestão, sendo o principal ponto da pauta. “São dois prefeitos que antes da política, são empresários de sucesso, e um jovem prefeito com boa formação. Poderá ser intensificado o encontro que será bom para todos”, relatou.

Porém, a eleição não ficou de fora da conversa de cerca de duas horas. Lunelli e Bernardes analisaram as movimentações e, depois ouviram atentamente ao relato de Dohler a respeito de sua situação. Segundo ele, hoje o cenário está muito nebuloso e confuso, e que enxerga uma fresta muito pequena para que lhe abram a possibilidade de ser o candidato a governador pelo MDB. “Eu não quero ser o promotor da divisão. Eu imaginei que seria uma alternativa, um bom caminho. Mas como estou percebendo que está sendo criado um racha, uma divisão, e não é isso que eu quero, então eu preciso tomar uma decisão”, relatou Dohler, dizendo que não pensa em deixar o seu partido, apesar dos convites de outras siglas.

Outro ponto relatado pela fonte, é que Udo teria dito a Lunelli e Bernardes, que poderá haver um fato que definirá a questão. Ele não detalhou, mas se referia aos contatos de interlocutores que tentam marcar uma conversa com Mauro Mariani. Reuniões com outras lideranças também estão previstas, mas, hoje, Udo segue decidido a não renunciar ao cargo de prefeito de Joinville, e o cenário parece bem claro.

O prefeito ainda espera um gesto de Mariani e Eduardo Pinho Moreira, de abrirem para ele ser o candidato evitando uma disputa na convenção, o que convenhamos, é muito difícil de acontecer. Primeiro, porque Mariani não aceita abrir mão de disputar a convenção e, segundo, Pinho Moreira está animado com a possibilidade de disputar a reeleição e, como Udo não aceita uma disputa interna, a tendência é que ele mantenha a decisão já tomada e inda não anunciada, de não renunciar.

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