Estado não aceitará baixar o ICMS do diesel, Bauer sugere taxação das fortunas, bebidas e cigarros entre outros destaques

Pinho Moreira está monitorando a situação.

Em um ato de desespero ao ver o seu governo sob o risco de sucumbir frente a uma das maiores crises da história do país, provocada pela greve dos caminhoneiros. O presidente Michel Temer (MDB) anunciou ontem uma série de medidas para tentar atender as reivindicações da categoria.

Agora, o que não é aceitável é que ele queira compartilhar a conta dos R$ 10 bilhões que impactarão os cofres da União, com os Estados e municípios, que já estão com as suas contas combalidas devido as constantes quedas na arrecadação.

Temer demorou a ter coragem de assumir para si a responsabilidade das decisões mais agudas. Em seu primeiro grande anúncio na semana passada, simplesmente jogou no colo dos governadores a responsabilidade de acionar as forças federais e, o pior, de aceitarem reduzir em 10%, o ICMS para o Diesel nos estados. Somente Santa Catarina perderia R$ 7 milhões ao mês e, o governo já avisou ao ministro Carlos Marun, que não aceitará essa perda de arrecadação sem uma compensação.

O próprio governador Eduardo Pinho Moreira (MDB) tem criticado o Governo Federal, pelo que definiu como uma política de preços equivocada da Petrobrás. Uma fonte relatou que em conversa com os governadores do Rio Grande do Sul Ivo Sartori (MDB), e do Paraná Cida Borghetti (Progressistas), Pinho Moreira demonstrou a sua insatisfação com a proposta de redução do ICMS, sentimento compartilhado pelos governantes dos estados vizinhos. Eles foram unânimes em concordar que Temer terá que garantir uma compensação aos mesmos moldes dados à Petrobrás, se quiser que haja adesões à redução.

A ideia é compartilhada pelo secretário de Estado da Fazenda, Paulo Eli, com quem eu conversei ontem a noite. Ele disse que uma boa forma de compensar é atendendo as demandas dos Estados, quanto a Saúde e demais áreas essenciais para a população. Lembrou ainda que aqui no estado, já é praticado um dos menores ICMS do Brasil, o que torna impraticável uma redução. “Serão até o final do ano, R$ 5 bilhões para a Petrobrás, e nós?”, questiona Eli.

O fato é que o preço do diesel passou a ser irrelevante, perto do entrave causado à economia, por estar parada sem arrecadação, o que causará um impacto muito maior. Um exemplo virá da energia elétrica, que deve sofrer uma redução significativa, sobretudo devido a paralisação das indústrias. Já quanto as perdas para Santa Catarina, segundo Eli, somente será possível mensurar após a normalização da situação, sobretudo, nas duas próximas arrecadações de junho e julho, o que promete mostrar um novo castigo para a situação econômica do Estado.

Preocupado

O senador Paulo Bauer (PSDB) acredita que o Governo Federal, ainda poderá encontrar dificuldade com os caminhoneiros, devido a falta de uma liderança única do movimento. Segundo o tucano, essa situação impede que haja um acordo que seja aceito por todos. Bauer também entende que a votação da Lei do preço mínimo do frete deverá gerar grandes controvérsias, por ser um serviço de economia de mercado, da livre iniciativa. “Daqui a pouco abre um precedente para outros serviços e produtos”, informou. Bauer ainda atribuiu a situação por que passa o país, ao Partido dos Trabalhadores. “A culpa é do PT que quebrou a economia do país. Essa gente não é amiga do país, não”, afirmou Bauer.

Sugeriu

O senador Paulo Bauer (PSDB) sugere ainda, que o Governo Federal dobre o imposto das bebidas alcóolicas e do cigarro. Além disso, ele questiona o motivo de ainda não ter sido taxado o lucro dos bancos, além das grandes fortunas.

Importante informar

Infelizmente no Brasil qualquer coisa vira motivo para discursos eleitoreiros. Um exemplo é a comparação do preço da gasolina nos governos Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB). Entre 2011 e 2015 sob o comando da petista, o governo repassava com defasagem aos preços dos combustíveis no Brasil, a variação dos preços praticados no petróleo pelo mercado internacional. Era um modo artificial de segurar a inflação. Para ter uma ideia da irresponsabilidade, a Petrobrás comandada pelo então governo Dilma, chegou em momentos desfavoráveis para a nossa economia, importar combustível mais caro que era vendido mais barato no mercado interno. O resultado, foi uma série de prejuízos para a petrolífera que foi uma das principais vítimas de um governo irresponsável, que causou um endividamento histórico da Petrobrás naquele período, que chegou aos US$ 124 bilhões.

Segue a atenção

Via WhatsApp, vazaram algumas conversas entre lideranças dos caminhoneiros que pediam para continuarem mobilizados pelo menos até amanhã. Durante o dia após os anúncios de ontem, poderemos ter novidade. Agora, o mais preocupante é a atuação de lideranças influentes que pediram aos caminhoneiros que começassem a se organizar para novas mobilizações. O fato é que para alguns movimentos de caminhoneiros, o fato do diesel se tornou secundário, já que entendem que podem mudar o país, principalmente com a ajuda do exército e a intervenção militar.

Preocupação e cumprimentos

O governador Eduardo Pinho Moreira (MDB) e o ex-governador Raimundo Colombo (PSD), se encontraram em Tubarão pela primeira vez após o emedebista ter aberto a situação financeira do Estado, fato que desagradou a Colombo. Pouco antes do início da sessão solene que conferiu a ambos o título de cidadão Tubaronense, se cumprimentaram e trocaram sorrisos. Ao ser perguntado por Colombo como estava a situação relativa às paralisações, Pinho Moreira respondeu: “Estamos monitorando todos os desdobramentos da greve e seremos firmes na manutenção do bem estar dos catarinenses”, afirmou.

Descontentamento tucano

Em nota enviada o presidente estadual do PSDB, deputado Marcos Vieira, demonstrou o seu descontentamento com lideranças de outros partidos, ao reclamar das manifestações as quais, segundo ele, tem sido depreciativas em relação aos tucanos, inclusive com tentativas de interferência nos rumos do partido. Vieira ainda destacou que o partido tem pré-candidato, que é o senador Paulo Bauer e, afirmou que qualquer construção de aliança está pautada pelo respeito a posição de seu partido. “Manteremos o nosso propósito de construir um projeto para Santa Catarina sem destruir pontes, muito menos interferir e menosprezar as outras siglas partidárias. Esperamos o mesmo respeito às decisões tomadas pelos nossos dirigentes e aprovadas pelos nossos filiados”, afirmou.

Ainda a pesquisa

Lideranças progressistas tem questionado a não inclusão do nome do deputado federal Esperidião Amin (Progressistas), na pesquisa de intenções de votos ao Governo do Estado realizada em Chapecó. Vale destacar que o levantamento realizado pelo Instituto Tulipa, foi devidamente registrado. Amin aparece liderando ao lado de Raimundo Colombo (PSD) as intenções ao Senado, mas, de fato, não apareceu na pesquisa à Casa D’Agronômica. Vale lembrar que o progressista lidera todos os levantamentos até agora realizados, não baixando da casa dos 30%, o que se faz necessária a sua inclusão nas próximas, já que ele é pré-candidato.

Lula

O desempenho do ex-presidente Lula (PT) em Chapecó, também foi motivo de comentários. A força do petista que está preso em Curitiba após ter sido condenado no caso do tríplex do Guarujá, mostra que o Oeste segue tendo uma boa parcela de seu eleitorado ligado a esquerda.

Encontro de reitores

O reitor da Unochapecó Claudio Jacoski, participou do quarto Encontro Internacional de Reitores Universia, em Salamanca na Espanha. Jacoski além de participar das discussões, conversou com o rei Don Felipe VI e o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa. Estiveram no evento, mais de 700 reitores e representantes acadêmicos de todo o mundo, personalidades da política, da empresa e de instituições nacionais e internacionais.

Demolição de camelô

Atendendo a uma decisão judicial, foram demolidos alguns espaços ocupados por camelôs no centro de Chapecó. O local faz parte de um terreno pertencente ao Colégio Marechal Bormann que é do Estado e, está fora do camelódromo. O próprio promotor Eduardo Sens dos Santos, afirma que os comerciantes eram clandestinos e que atuavam de forma irregular. Durante anos foram feitos alguns alertas do judiciário para que fosse resolvida a situação. Se por um lado, é importante que seja dado um apoio para que essas pessoas tenham um local legalizado para trabalhar. Por outro, também é preciso apurar informações repassadas por uma fonte ligada ao governo, de que teria gente sublocando o local, ganhando dinheiro fácil de forma irregular em cima de quem aluga os espaços. Também é de se lamentar o uso político que está sendo feito para criticar uma ação que foi baseada na legalidade.

“Me ouça de segunda a sexta as 13h15 na Super Condá AM 610”

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